28 de novembro de 2011

ÉPOCA, "COMPETITIVA", TERMINOU


Com o levantamento, ontem, dos exemplares que apresentei a concurso na 1.ª Exposição Internacional Monográfica do Clube do Canário Arlequim Português e na XXXII Exposição Ornitológica do Clube Independente de Matosinhos, dou por encerrada a participação dos meus passarinhos em eventos ornitológicos.

Há dois importantes eventos a que gostaria de enviar um ou outro exemplar mas, para além da crise económica que a todos afeta, sei até onde posso ir e o meu calcanhar de Aquiles, nos arlequins, continua a ser o variegado pelo que apenas iria gastar dinheiro ao participar nesses dois eventos o Nacional e o Mundial. Já sei que não indo a nenhum deles não marco de certeza mas, como disse, sei até onde posso chegar. Tenho quase a certeza que para o ano será melhor, pelo menos tenho já há algum tempo vindo a preparar-ma atempadamente para isso, apesar de o fator sorte ser de extrema importância.

Participei com vários do meus passarinhos em quatro eventos ornitológicos não marcando apenas em um, curiosamente no do Clube do Canário Arlequim Português, mas mentiria a mim mesmo se dissesse que contava pontuar com as aves apresentadas, pois no caso concreto a minha intenção foi apenas a de participar por não ter já aves capazes de eventualmente marcarem.

Como criador e apaixonado do Canário Arlequim Português apraz-me verificar que, em termos percentuais, cerca de 40% das aves apresentadas nos diversos certames que visitei e em que participei existem já exemplares de inegável qualidade. Penso que para o aumento dessa qualidade tem contribuído o trabalho de quem julga que tem penalizado, e bem, as aves que não são Arlequins particularmente as aves sem qualquer forma e posição (relembro que o canário arlequim português é um canário de porte e que tem de ter uma forma e posição em conformidade com o Standard aprovado pela COM) imbuindo deste modo o espírito de quem participa de que deve melhorar a qualidade das suas aves e não apresentar a concurso aves sem qualquer forma e posição apesar de terem um bom variegado; e alguns criadores que como costumo dizer "não brincam em serviço" e têm vindo a fazer um trabalho notável de seleção dos seus exemplares.  Claro que há Juízes que julgam melhor e/ou têm uma opinião mais abrangente sobre determinado item do Standard e outros nem tanto gerando, como sempre, alguma polémica os que ganham acham bem os que perdem nem por isso! Mas no cômputo geral creio que é de dar os parabéns aos Juízes que começam a "ver" o Arlequim com outros olhos e pontuam com  maior rigor, assim como aos expositores que de ano para ano vêm melhorando as suas aves.

Parabéns a todos os que, premiados ou não, têm contribuído cada ano que passa para que o Canário Arlequim Português se venha impondo na ornitologia nacional e mundial como raça portuguesa de eleição "Primus Inter Pares"!

Por mim continuarei como até aqui, neste cantinho, divulgando uma ou outra experiência e começando já a 
ansiar pela próxima época.

Até lá!

26 de novembro de 2011

CANÁRIOS DE PORTE DE "A a Z" FIFE FANCY

País de origem: Escócia. 

O Fife Fancy surge por selecção do canário Border, remontando a sua origem a 1951. Por esta altura o Border era uma ave bastante mais pequena mas com características ainda pouco apuradas pelo que, dada a sua baixa qualidade, os criadores começaram a utilizar outras aves aumentando com essa introdução o tamanho do Border. Surge então um grupo de criadores que opondo-se, ou não concordando, com essas alterações do Border Fancy que a pouco e pouco atingia um tamanho bem maior, decide preservar e melhorar as características da ave original, dando origem ao aparecimento do canário Fife Fancy.

Cerca de 15 anos depois num Congresso realizado em Kircaldy, na Escócia, foi decidido o standard geral designando-se esta ave definitivamente como Fife Fancy (Fife é o local de onde era originário Walter Lumsden que convidado a dar um nome ao canário o “batizou” de Fife Fancy) devendo as suas características corresponder a uma ave de pequeno tamanho alegre e graciosa de plumagem bem aderente e uma forma arredondada tanto no corpo como na cabeça.

Foto de autor não identificado.


Nota: Esta pequena introdução, (não vinculativa) tem como base uma pequena pesquisa feita pela Internet suportada na leitura de vários textos.

Atualmente o Standard Canário Fife Fancy, aprovado pela C.O.M., é o seguinte:

TAMANHO
11 cm. máximo.
Pontuação: 25.

CABEÇA
Cabeça pequena e perfeitamente esférica.
Bico curto e cónico. Nuca profunfa.
Olhos bem centrados.
Pontuação: 10.

CORPO E DORSO
Corpo em forma de ovo. Peito arredondado, sem proeminência.
Em forma de coração, visto de frente.
Dorso redondo e ligeiramente abaulado.
Pontuação: 10.

ASAS
De comprimento adequado ao corpo, juntando-se sobre o uropígio sem se cruzarem.
Pontuação: 10.

PLUMAGEM
Lisa; bem aderente ao corpo; de boa qualidade.
Pontuação 10.

COR
Rica e quente.
Coloração artificial interdita.
Pontuação: 10.

POSIÇÃO E MOVIMENTO
Altiva, semi-erguida a 60º.
Pontuação: 10.

PATAS
As coxas, curtas, são parcialmente visíveis.
Patas de comprimento médio.
Pontuação: 5.

CAUDA
Curta e cerrada. Redonda na base.
Pontuação: 5.

SAÚDE E CONDIÇÃO
Em boas condições de saúde, sem deformações ou outros defeitos.
Pontuação: 5.  

Gaiola de exposição: Gaiola tipo Border com dois poleiros de 12 mm, distanciados 5 arames.

18 de novembro de 2011

PARA ESTE ANO A EXPERIÊNCIA TERMINOU

Na passada quarta-feira terminou, para este ano, a minha participação em exposições para as quais fui nomeado como Aspirante a Juiz de Canários de Porte.

Depois de ter passado por Rio Meão e Gondomar terminei em Antuã.

Partilho as últimas fotos.


Preparando canários para o julgamento enquanto o Juiz Gonçalo Matos selecionava o livro com a tabela da raça a julgar
Escutando o Juiz Victor Couto
Assinalando uma gaiola com uma ave já julgada pelo Juiz Gonçalo Matos
Mais um Juiz, Bruno Cardoso, dando algumas explicações

12 de novembro de 2011

CANÁRIOS DE PORTE DE "A a Z" CREST


País de origem: Inglaterra

O Crest tem a sua origem em Inglaterra no séc. XIX, por seleção do cruzamento do Lancashire com Norwich. Esta raça, é composta por canários com e sem poupa sendo os de poupa chamados de Crested e os sem poupa chamados de Crestbred.

O Crested é um canário com poupa a qual deve ser o mais redonda possível repartida em torno de um pequeno ponto central, com penas longas, largas que cubram os olhos e parte do bico e nuca.

O Crestbred é um canário que deve possuir uma cabeça redonda e larga em todos os sentidos.

As sobrancelhas, devem ser cheias e tombantes ou caídas.

Nesta raça de canários o item mais importante do standard é precisamente a cabeça que vale 50% da pontuação total do standard.

O corpo deverá ter a forma cilíndrica, (forma do D. Fafe) sem ser arredondado, com o peito bem cheio, devendo o seu tamanho ser mais ou menos 17 cm.

O Crestbred (sem poupa)

O Crested (com poupa)
Nota: Esta pequena introdução, (não vinculativa) tem como base uma pequena pesquisa feita pela Internet suportada na leitura de vários textos. Não são referidos os autores das fotos por as mesmas se encontrarem publicadas em vários sítios sem essa identificação.

O Standard actual do Canário Crest, aprovado pela C.O.M., é o seguinte:

CRESTED  
Poupa: Grande e perfeitamente redonda, proporcionalmente repartida em torno de um pequeno ponto central.
As penas da poupa são abundantes, longas, largas e cobrem os olhos, uma parte do bico e a nuca.
Uma poupa não pode nunca ser demasiado grande. Uma poupa tombante ou caída terá sempre a preferência.
CRESTBRED
Cabeça: Larga em todos os sentidos e redonda.
Penas longas e abundantes partem da base do bico e cobrem totalmente o crânio para tombar ou cair sobre a nuca.
Uma boa pena da cabeça do Crestbred deve, se for revirada, chegar à ponta do bico.
BICO
Bico: Curto.
SOBRANCELHAS
Sobrancelhas: Cheias e tombantes ou caídas.
Pontuação: 50.

PLUMAGEM, CAUDA, ASAS E COR
Abundância de penas mas sem frisados.
Cauda curta e estreita.
As asas não podem ultrapassar a base da cauda
Com penas de galo de ambos os lados da cauda.
Cor, todas as cores são admitidas excepto o vermelho.
Pontuação 20.

CORPO E TAMANHO
Corpo; com a forma do Dom Fafe, sem ser arredondado.
Tamanho; mais ou menos 17 cm.
Com o peito bem cheio.
Pontuação: 15.

CONDIÇÃO
Em boas condições de saúde e limpeza e habituado à gaiola.
Pontuação: 10.

PATAS E COXAS
Patas curtas com a articulação superior dos tarsos e as coxas colocadas para trás.
Pontuação: 5.

Gaiola de exposição: Gaiola grande com dois poleiros de 14mm distanciados 10 arames.

8 de novembro de 2011

REPRODUTORES 2012

Partilho mais quatro fotos dos canários que irei utilizar como reprodutores para a próxima época de 2012.

Não se iludam com as fotos pois estes canários não são tão gordos e/ou peitudos como parecem, pelo contrário, são até bem elegantes.

3 de novembro de 2011

RESCALDO DO INTERNACIONAL DO ATLÂNTICO


Há dias disse que não contava pontuar no Internacional do Atlântico e disse-o com convicção pois embora considere que tenho aves de qualidade sei bem do valor dos "inimigos" que criam arlequins! Quis a sorte que um meu canário arlequim português par, na classe adulto, uma ave com muito bom porte tamanho e posição mas bastante melânica se classificasse em 1.º lugar.

Realço a muito boa qualidade dos canários arlequim português apresentados a concurso, que devem ter dado algumas dores de cabeça ao Juiz, salientando que relativamente à exposição do ano transato a quantidade de aves terá caído para cerca de metade mas, em contrapartida, aumentou (e como gosto de referir isto), a qualidade das mesmas sem qualquer sombra de dúvida.

Aves com bom tamanho, bom corpo, boa posição, bem variegadas, enfim canários que cada vez mais se conseguem destacar dos vulgares "arlequins" sem tamanho, com corpo demasiado redondo ou peitudo, sem posição, enfim, sem qualquer qualidade mas coloridos.

Parabéns a todos os criadores de arlequins pois dá gosto ver a evolução dos arlequins a cada ano que passa!

Uma palavra de apreço para os elementos da organização e outros voluntários que ajudaram a que, na minha opinião, este Internacional do Atlântico fosse realmente um êxito, com o grande contributo dos criadores que apesar das graves contingências económicas que o país e a Europa atravessam contribuíram, também, massivamente apresentando aves de inegável qualidade.

Usando o velhinho chavão de que uma foto vale por mil palavras, partilho seguidamente algumas fotos, obviamente subordinadas ao arlequim.















Recebendo o troféu, na cerimónia ocorrida, após o jantar de gala.

A foto da praxe para a posteridade.

1 de novembro de 2011

CANÁRIO ARLEQUIM PORTUGUÊS PAR

Ao amigo Rui Gonçalves agradeço a gentileza da oferta deste pequeno vídeo sobre o meu Canário Arlequim Português Par que obteve um primeiro lugar no 6.º Campeonato Ornitológico Internacional C.O.M do Atlântico.