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19 de abril de 2014

CANÁRIOS DE PORTE DE "A" a "Z" GLOSTER

País de origem: Inglaterra

O canário Gloster é, quanto a mim, o canário de porte mais popular a nivel mundial trata-se de uma ave que não deixa ninguém indiferente quando a vemos, seja Consort (sem poupa) ou Corona (com poupa), integra o Grupo VI dos canários de Plumagem Lisa com ou sem Poupa e, segundo parece, a sua origem teve por base o cruzamento de Cresteds com Borders e Harzs cerca de 1925.

Na busca de informação sobre a origem do canário Gloster encontrei um artigo sobre esta raça, do qual transcrevo parte, que me parece ser bastante ilucidativo acerca deste pequeno e gracioso canário; diz o autor:

...O pequeno tamanho no gloster sempre foi um aspecto importante ao longo da história de criação deste canário. Inclusive a grande razão para a criação da raça gloster durante o ano de 1920 foi a de produzir um pequeno canário com coroa.
Esta foi a razão que levou a fundadora do gloster, Mrs Rogerson, conhecida criadora de Gloucestershire, em Inglaterra, a seleccionar tal ave, esta não apreciava de todo o tamanho exagerado do canário Crested, e começou a sua busca por um canário pequeno coroado.
Assim o pequeno tamanho tornou-se a linha mestra de selecção para Mrs Rogerson, e deveria ser também o principal aspecto de selecção dos restantes criadores que seguem os seus passos. Podemos assim dizer que é o tamanho do gloster que o distingue do canário Norwich ou Crested e se isto não for tido em conta não existe razão para separarmos este das raças anteriormente citadas.
Nos tempos modernos o tamanho tem sido um dos tópicos mais controversos entre os criadores de glosters. Quando falamos de tamanho, falamos do comprimento desde o bico até à ponta da cauda, no gloster deve ser o mais curto possível, mantendo o corpo, e forma pois actualmente buscamos um canário potente. Durante os últimos 40 anos um grande número de criadores de glosters, fizeram grandes melhorias na criação, surgiram as coroas redondas, longas e com poucas falhas, melhorou-se a cor e a qualidade da plumagem e mais recentemente os corpos, redondos, que dão ao gloster uma distinta e particular forma. No entanto durante este período de rápida evolução, houve períodos em que a raça para evoluir nos pontos atrás assinalados, descurou ligeiramente a questão tamanho. Por exemplo quando começaram a aparecer os primeiros glosters com coroas cadentes todos os vencedores procuraram trabalhar as mesmas, o que fez com que outras características fossem menosprezadas, incluindo o tamanho.
Esta tendência para dar pouca importância ao tamanho é um problema bem maior se compararmos a Inglaterra com o resto da Europa, criadores do continente, especialmente da Bélgica, sempre tiveram como prioridade o tamanho. Conseguimos ver ainda hoje que essa preocupação continua, com as recentes alterações COM de alocução de pontos com bastante ênfase para com o tamanho dos glosters. Outra grande diferença é que o sistema COM tem como ideal 11,5 cm, enquanto que na Inglaterra tal não existe no nosso standard, que diz simplesmente “tendency to the diminutive”, frase muito aberta a distintas interpretações...”

Nota: Esta pequena introdução, (não vinculativa) tem como base uma pequena pesquisa feita pela Internet suportada na leitura de vários textos, tendo neste caso sido escolhido o texto, parcial, da autoria de Rob Wright, publicado na Revista n.º 12 de, “O Gloster”.


Fotos de aves dos criadores portugueses e Campeões do Mundo Teresa Crespo/António Ferrão.







Atualmente o Standard, do Canário Gloster aprovado pela C.O.M., é o seguinte:


TAMANHO
O mais pequeno possível (máximo 11 cm.).
Pontuação: 20.


POUPA OU CABEÇA (Corona-Consort)
Poupa: Bem redonda e cheia, olhos ainda visiveis. Aderente na nuca.
Bico: Cónico e pequeno.
Ponto central no meio da cabeça e o mais pequeno possível.
Cabeça: Bem redonda, bem larga, sobrancelhas bem marcadas.
Pontuação: 20.


CORPO
Dorso; bem cheio, ligeiramente abaulado.
Asas; bem aderentes.
Peito; bem largo, redondo e cheio sem proeminências.
Pescoço; largo separação cabeça corpo invisível.
Pontuação: 20.


PLUMAGEM
Sedosa, bem fechada, cor brilhante e natural.
Pontuação: 15.


POSIÇÃO
Altiva.
Semi-erguida.
Em movimento.
Pontuação: 10.


CAUDA
Curta, estreita, no alinhamento do dorso.
Pontuação: 5.


PATAS E COXAS
Patas crutas, ligeiramente flectidas.
Coxas não visíveis.
Pontuação: 5.


CONDIÇÃO
Em boas condições de saúde.
Limpo de não danificado.
Pontuação: 5.


COR
São admitidas todas as cores, excepto o vermelho.


Gaiola tipo inglesa: Com dois poleiros. (A gaiola de canário de cor também é admitida)

29 de agosto de 2013

CANÁRIOS DE PORTE DE "A" a "Z" GIBOSO ESPANHOL




País de origem: Espanha

O Giboso Espanhol é um canário frisado integrando o Grupo III dos Frisados Ligeiros com posição especifíca tendo surgido em Espanha por seleção com o Fino Sevilhano (antiga raça espanhola) cruzado com o Melado Tenerifenho durante os anos 80 de século XX.

O pescoço deste canário possui uma vértebra a mais que as outras raças semelhantes como o Gibber e o Frisado do Sul, e estes conseguem um equilíbrio momentâneo esticando a cabeça e o pescoço pouco abaixo da horizontal. O Giboso, face ao pescoço mais comprido, necessita reduzir o ângulo entre o pescoço e o corpo (45º a 60º) para reduzir a tendência a cair para a frente. Como terá surgido a vértebra excedente não se sabe, mas a anomalia foi fixada, associada a outras características que definem a raça.

Com a posição em forma de 1, é um pássaro cujo tamanho, de difícil avaliação, deverá ter 18 cm.

A cabeça é pequena, serpentiforme, com olhos e bico relativamente grandes. O pescoço é longo, fino, emergindo de ombros relativamente estreitos. O peito, como no Gibber, deixa o esterno à mostra.

As canelas, longas, ficam praticamente na perpendicular do poleiro. O corpo afunila dos ombros para a cauda. As asas coladas ao dorso separam-se deste nas extremidades quando o pássaro fica em posição. A cauda, ligeiramente caída em relação ao dorso, aproxima-se do poleiro quando o pássaro fica em posição e muitas vezes serve como um terceiro apoio para que possa equilibrar-se. É uma raça de temperamento nervoso, que se movimenta constantemente.

Nota: Esta pequena introdução, (não vinculativa) tem como base uma pequena pesquisa feita pela Internet suportada na leitura de vários textos nomeadamente do CNJ, CJO e OBJO.

Fotos da autoria do criador espanhol Fernando Zamora
Atualmente o Standard, do Canário Giboso Espanhol, aprovado pela C.O.M., é o seguinte:

POSIÇÃO E FORMA
Em forma de 1.
Em posição, o pescoço e a cabeça devem formar um ângulo de 45º a 60º com o tronco.
Tipo: Permite ver bem e distintamente as partes frisadas e as lisas.
Pontuação: 20.

CABEÇA E PESCOÇO
Cabeça: Pequena, serpentiforme e lisa.
Pescoço: Muito longo, liso e dirigido para baixo.
Pontuação: 20.

TAMANHO
18 cm.
Pontuação: 10.

PATAS E COXAS
Longas e rígidas.
Coxas desplumadas na parte frontal e inclinadas para trás.
Pontuação: 10.

JABOT   
Bem proporcionado com frisados dirigidos do interior de cada lado para o centro de forma a mostrar o esterno inteiramente desnudado.
Abdómen liso.
Pontuação: 10.

ASAS, OMBRO E MANTO
Asas proporcionalmente longas e bem aderentes ao corpo sem se cruzarem.
As pontas das asas destacam-se ligeiramente do corpo.
Os ombros altos com frisados simetricamente repartidos de cada lado de uma linha média, formando um manto que cobre bem o dorso.
Pontuação: 10.

ALETAS
Frisados ligeiros que partem simetricamente de cada lado do corpo para formar dois pequenos flancos.
Pontuação: 5.

CAUDA
Em proporção ao corpo, estreita e dirigida ligeiramente na direção do poleiro, tocando-o suavemente.
Pontuação: 5.

PLUMAGEM
Bem fechada nas partes lisas e dispersa sobre as partes frisadas.
Pontuação: 5.

CONDIÇÃO
Em boas condições de saúde e limpeza
Habituado à gaiola de exposição.
Pontuação: 5.

COR
São admitidas todas as cores.

Gaiola de Cúpula: Com um poleiro de 14 mm de diâmetro.


13 de maio de 2013

CANÁRIOS DE PORTE DE "A" a "Z" GIBBER ITALICUS


País de origem: Itália

O Gibber Italicus, um canário com caraterísticas muito sui generis, integra o Grupo III dos Frisados Ligeiros com posição específica e teve a sua origem em Itália, no século XX no início dos anos 50, por seleção de cruzamentos consanguíneos continuados, do Frisado do Sul, entre aves intensas o que originou o aparecimento de aves cada vez mais pequenas e com a plumagem, também, mais escassa tornando-se mesmo ausente em algumas zonas no corpo da ave nomeadamente no contorno dos olhos e nas coxas e inclusive e com alguma frequência no peito em virtude das penas do Jabot serem ralas e curtas, levando a que alguns criadores ingleses designassem o canário por strip-tease canary (canário strip-tease) precisamente pelo desnudamento de partes do corpo.  
Ao que se sabe os primeiros exemplares foram apresentados nas 3.ª Exposição de Reggio Emilia, Itália, em Novembro de 1950, provenientes de uma senhora criadora, residente em Como, de seu nome Maria Giammiola, que veria o reconhecimento internacional definitivo da raça em 1951.
Dadas as características deste canário, até pelo seu aspeto frágil e desengonçado, esta ave não conta com grandes apreciadores apesar de em quase sempre aparecerem exemplares a concurso, sobretudo, nas grandes exposições.

Nota: Esta pequena introdução, (não vinculativa) tem como base uma pequena pesquisa feita pela Internet suportada na leitura de vários textos.


Não são referidos os autores das fotos por as mesmas se encontrarem publicadas em diversos locais diferentes sem o nome do respetivo autor.

Atualmente o Standard, do Canário Gibber Italicus, aprovado pela C.O.M., é o seguinte:

CABEÇA E PESCOÇO
Cabeça: serpentiforme, muito pequena e lisa.
Pescoço: O mais longo e o mais liso possível, ligeiramente encurvado.
Pontuação: 15.

POSIÇÃO
Com permanência em forma de 7.
A cabeça e o pescoço descendente mais baixo que os ombros.
A cabeça e o pescoço formam um ângulo de quase 90º com o corpo.
Pontuação: 15.

ALETAS
Curtas e simétricas, levantadas em direção aos ombros sem os tocar.
Pontuação: 10.

PATAS E COXAS
Longas e o mais perpendicular possível, com uma ligeira inclinação para trás.
As coxas desnudadas frontalmente.
O tarso é perpendicular ao “pé” sem formar um ângulo com o “calcanhar”.
Pontuação: 10.

MANTO   
Repartido simetricamente e bem aderente às asas.
Pontuação: 10.

JABOT
Pequeno, curto e simétrico.
O esterno é coberto de penas curtas e a parte desnudada do esterno está situada abaixo da garganta.
Em forma de vírgula.
Pontuação: 10.

TAMANHO
Comprimento 14 a 15 cm.
Proporções perfeitas.
Pontuação: 10.

PLUMAGEM
Pobre e dura, abdómen liso.
Unicamente exposto em intenso e plumagem curta.
Pontuação: 5.

CAUDA
Vertical, estreita, homogénea e completa.
Pontuação: 5.

ASAS
Regulares e bem aderentes ao corpo.
Pontuação: 5.

CONDIÇÃO
Ativo e em boas condições.
Pontuação: 5.

COR
São admitidas todas as cores.

Gaiola de Cúpula: Com um poleiro de 12 mm.

27 de janeiro de 2013

CANÁRIOS DE PORTE DE "A a Z" FRISADO DO SUL


País de origem: França

Esta ave que pertence ao grupo dos Frisados Ligeiros com posição específica teve a sua origem em França, no século XIX, por cruzamentos efetuados entre Frisado do Norte e o Bossu Belga.
O canário Frisado do Sul, também conhecido por frisado holandês do sul, caracteriza-se pela sua peculiar posição em forma de “7” que é, aliás, o ítem mais pontuado no seu standard; para além disso os frisados deste canário não são tão volumosos como os de outros frisados. Com um tamanho de 17 cm. é uma ave com alguma vivacidade que assume muitas vezes uma forma curiosa pois costuma apoiar uma pata no poleiro e outra na grade da gaiola, é também uma das poucas aves de porte em que são aceites todas as cores.
Não sendo uma das aves frisadas mais divulgada não deixa, contudo, de ter os seus apreciadores que a pouco a pouco vão aumentando não só em número como, também, em qualidade apresentando em exposições exemplares de grande qualidade.
Nota: Esta pequena introdução, (não vinculativa) tem como base uma pequena pesquisa feita pela Internet suportada na leitura de vários textos.

Aves do criador português Américo Ferreira



Actualmente o Standard, do Canário Frisado Suíço, aprovado pela C.O.M., é o seguinte:

POSIÇÃO
Em forma de 7.
Pontuação: 15.

PATAS
Longas, direitas e bem emplumadas.
Pontuação: 10.

PLUMAGEM
O mais lisa possível nas zonas desprovidas de frisados: cabeça, pescoço e abdómen.
Pontuação: 10.

TAMANHO
17 cm.
Pontuação: 10.

MANTO  
Simétrico, bem desenvolvido.
Linha média nítida e contínua.
Bem pronunciado na parte superior.
Pontuação: 10.

JABOT
Simétrico. Em forma de cesto.
Pontuação: 10.

ALETAS
Levantadas e simétricas.
Implantação elevada, mesmo junto às coxas.
Pontuação: 10.

CABEÇA E PESCOÇO
Cabeça: fina serpentiforme e lisa
Pescoço: longo e liso, pendido para diante.
Pontuação: 10.

CAUDA
Estreita e fechada.
Pontuação: 5.

ASAS
Asas juntas, sem se cruzarem.
Pontuação: 5.

CONDIÇÃO
Boa apresentação.
Saúde ótima.
Pontuação: 5.

COR
São admitidas todas as cores.

Gaiola de Cúpula: Com um poleiro de 12 mm.