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7 de junho de 2013

ATIRADOS PARA FORA DO NINHO


Há pessoas, boas, dispostas a partilhar o seu saber com outras que necessitam de ajuda. Vem isto a propósito da anterior noticia que titulei "É do caraças!" e que aqui publiquei acerca de uma canária que sistematicamente atirava com os filhotes para fora do ninho, chegando a partir-lhes as patas na ânsia de lhes retirar a anilha. Passadas vinte e quatro horas da publicação da noticia recebi um telefonema do criador Sr. Oliveira, da Trofa, (muito obrigado Sr. Oliveira) que me aconselhou a colocar no fundo do ninho alguns excrementos dos depositados no tabuleiro da gaiola pois, segundo ele,  é um "sistema" utilizado por ele com bons resultados uma vez que origina que a fêmea não seja tão diligente na  limpeza do ninho deixando por isso de tentar retirar as anilhas.

Do amigo António Corujo (muito obrigado Sr. António Corujo) recebi um e-mail com a dica "... na manhã do 7.º dia, sujo propositadamente a borda do ninho, com as fezes dos outros passarinhos. A fêmea deixa de limpar o ninho, talvez por pensar que os filhotes já defecam fora do ninho. Se a fêmea continuar a limpar o ninho, o que normalmente não acontece, anilho só no 8.º dia..." acompanhado de um texto interessante transcrito no Fórum Canaricultura Tuga,  da autoria do conceituado criador brasileiro e, creio, Juiz de Canários Álvaro Luiz Blasina.
Pode-se dizer que ambos os criadores acima referidos, com pequenas diferenças, usam a mesma metodologia contudo, antes de passar à transcrição, devo aqui referir um método também muito utilizado pelos criadores que têm aves com este problema que passa por cobrir a anilha com as fezes dos canários (apesar de conhecer esta "habilidade" não me lembrei de a utilizar e o saldo foi 2 canaritos mortos e dois sobreviventes com as patas estropiadas) mas como se pode ler no texto abaixo haverá, e com lógica, alguma reserva neste método.
Com a devida vénia publico então o texto do autor atrás citado após ter feito um copy/paste do e-mail recebido com a certeza de que quer os anteriores conselhos quer o artigo vai ajudar muitos dos companheiros de hobby com menor experiência e não só;

 REJEIÇÃO AOS ANÉIS : SOLUÇÃO PARA UM PROBLEMA COMUM
Tenho sido frequentemente abordado sobre um problema que surge praticamente todos os anos em quase todas as criações. Quando os filhotes são anilhados aos 6 ou 7 dias, a mãe joga-os fora do ninho, causando inúmeros transtornos, desde a morte dos mesmos, passando pela fractura de suas patas, etc. A sensação é de desespero, raiva e impotência, pois de nada adianta colocar os filhotes novamente no ninho, que ela tornará a "rejeita-los".

Todas as canárias que tomam a atitude acima citada são excelentes mães e podemos observar que a evolução dos filhotes antes do anilhamento é muito boa. Quando os filhotes nascem, e durante os 7 a 10 dias, defecam dentro do ninho, sendo a mãe a encarregada de retirar do ninho as próprias fezes dos filhotes, assim como qualquer outra sujeira nele presente.

Uma vez passados esses dias, os filhotes mais crescidos, tomam a atitude instintiva de defecar na beira do ninho e depois fora dele. Quando isto ocorre, a canária já não se preocupará mais com a limpeza do ninho. Algumas fêmeas são mais esmeradas que outras já na tarefa da limpeza do ninho, e são estas mães que tem mais propensão a rejeitar anéis. O processo é simples: anilhamos os filhotes e os colocamos dentro do ninho. A canária vê dentro do mesmo um agente estranho e tenta tirá-lo para fora, sendo que junto com ele, irá o filhote para o chão da gaiola.

Como solucionar este problema?

As soluções decorrem da análise das causas que o provocam. O nosso principal objectivo será então o de inibir que a fêmea jogue os filhotes fora do ninho no momento de anilhar os filhotes. Em primeiro lugar, o anilhamento deve ocorrer no momento em que o anel entra justo na pata sem machucar o filhote e não antes disto, pois quanto antes disto, pois quanto antes anilhemos os filhotes, mais chances teremos de que a fêmea rejeite o anel. Aconselhamos utilizar sempre anéis de 3,0 que é o maior medida permitida para canários de cor, pois os anéis menores implicam num anilhamento mais precoce e com isso com maior risco de rejeição. Caso a canária rejeite o anel, podemos pegar um ninho de outra gaiola que possua filhotes maiores e tenha bastante fezes nas suas bordas e colocar os filhotes recém anilhados dentro. A canária imaginará então que os filhotes já estão defecando fora do ninho e abandonará a sua missão de limpar o mesmo. É muito difícil que tomando esta medida a canária insista em retirar os anéis do ninho, mas caso isto ocorra, podemos trocar também os filhotes com outra canária, cuja ninhada tenha nascido 2 ou 3 dias antes.

Colocando filhotes com 10 à 12 dias de vida, ela terá mais dificuldade para jogá-los fora do ninho. Desta forma, ela será incentivada a abandonar o instinto de limpeza do ninho. Tenho visto alguns resultados positivos disfarçando os anéis, cobrindo os com band-aid (penso rápido) cor da pele. Também tem efeitos satisfatórios a costura de vários anéis em volta do ninho já do inicio do choco daquelas fêmeas que não aceitam o anel, fazendo com que elas se acostumem com eles antes dos filhotes terem nascido.

Tenho ouvido de alguns criadores que a solução seria a de sujar os anéis com fezes antes do anilhamento para disfarçar os mesmos, mas se analisarmos a lógica do porque deste problema perceberemos que esta ultima solução não tem chance de ser bem sucedida.

A perda do filhote durante a criação é sem dúvida a coisa que mais nos chateia e principalmente quando eles estavam crescendo fortes e sadios. Esta tenta ser uma pequena contribuição para que você, amigo criador consiga dar mais um passo à frente no intercâmbio de informações e consiga a cada dia mais aprimorar os seus resultados.

Autor: Álvaro Luiz Blasina
Ivo (Canaricultura Tuga)
18/03/2009

15 de fevereiro de 2013

"...ÀS VEZES É BOM NÃO SE DESISTIR..."


No passado dia 5 falei, neste mesmo local, sobre uma situação que costuma acontecer a quem cria canários, o ovo atravessado ou retido, e isto porque um criador me tinha telefonado solicitando a minha ajuda para um destes casos. Mal sabia eu que me ia acontecer exatamente a mesma coisa com uma das canárias com que fiquei para reprodutoras, oito dias depois, com a agravante de desta feita a canária não conseguir expelir mesmo o ovo. 

Na quarta-feira dia 13, sensivelmente a meio da manhã, fui vistoriar os ninhos para trocar os ovos verdadeiros por falsos quando numa das jaulas me deparei com uma fêmea "morta" fora do ninho! Murmurando raios e coriscos com a pouca sorte (a fêmea já tinha colocado 3 ovos) peguei na canária e verifiquei que afinal estava viva mas incapaz de se mexer e com os olhos cerrados. Soprando para o uropígio verifiquei logo que não expelira o ovo porque se encontrava, literalmente, atravessado no oviduto.

Imediatamente comecei por lhe colocar com ajuda de um cotonete umas gotas de azeite no uropígio enquanto aquecia um pouco de água onde a iria colocar a apanhar o vapor, na esperança de que expelisse o ovo. Ao fim da primeira tentativa coloquei a canária, que já abria os olhos, no ninho e aguardei cerca de vinte minutos, repeti a tentativa mais duas vezes sem qualquer êxito; já estava prestes a desistir quando, por um feliz acaso, um providencial telefonema do Amigo Carlos Lima para tratar de outro assunto levou a que lhe contasse o meu desânimo pois ia perder a fêmea. O Amigo Carlos Lima, prestabilíssimo como sempre, depois de eu lhe contar o que já fizera sugeriu uma coisa que eu sabia, mas que nunca fiz, furar o ovo com um palito introduzido através do uropígio para facilitar à fêmea a expulsão do ovo uma vez que este, furado, tornar-se-ia mais "maleável" no oviduto. Preparei-me para fazer o que me fora aconselhado pois o destino da canária, se não expelisse o ovo, era a morte certa e assim poderia haver uma hipótese de sobreviver. 

Com a canária firmemente agarrada na mão direita voltei a soprar o uropígio e, levado por um palpite, tentei "virar" o ovo massajando suavemente a canária. Consegui que o ovo ficasse na posição correta (pensava eu) e preparei-me para o furar quando me apercebo que uma película de pele tapava completamente a cloaca. Algo não estava bem!

Observando minuciosamente o uropígio verifiquei que a "abertura" dessa película de pele se encontrava deslocada para o lado do dorso da canária (jamais conseguiria expelir o ovo, mesmo furado) e esse pormenor era impeditivo de que o ovo fosse expelido.

Pensei, agora é que é, se não morreres da doença vais morrer da cura, untei o mais possível com o cotonete embebido em azeite a minúscula abertura que via enquanto que com os dedos indicador e polegar pressionava a barriga da fêmea no sentido da saída do ovo. A abertura que eu via à medida que ia exercendo uma maior pressão ia-se alargando até que, finalmente, o ovo começo a sair... só que pela parte mais larga. Até nisto a pobre da canária tinha tido pouca sorte tinha-lhe posicionado o ovo ao contrário, mas saiu. Creio que eu estava mais aflito do que a fêmea que ficou manifestamente mais aliviada apesar de debilitada. Quando a ia a colocar suavemente no ninho para descansar e recuperar forças verifiquei que tinha algum sangue a sair do uropígio, pensei agora é que vai morrer, lavei-a cuidadosamente e verifiquei aliviado que não saía mais sangue colocando-a de vez no ninho.

Passadas mais de 48 horas do que acabo de narrar tenho a dizer que felizmente a canária está em franca recuperação e está sozinha (por precaução separei o macho) a chocar os quatro ovos dela.

É uma enorme satisfação poder partilhar com quem segue este blogue situações como esta, que acabou bem, pois às vezes é bom não se desistir porque pensámos que um passarinho está irremediavelmente condenado.

25 de março de 2012

UM MACHO, PARA DUAS FÊMEAS

Já referi algures neste espaço a existência de algumas técnicas de acasalamento de canários que quase todos o amantes deste hobby, sobre tudo os mais experientes, conhecem e praticam com maior ou menor êxito.

Hoje abordo uma forma de criação de canários que consiste só em utilizar um macho para duas fêmeas. Não sou adepto deste método, apesar de pontualmente o utilizar, exceto se o objetivo for apurar uma  linhagem em que temos excelentes reprodutores e pretendemos trabalhar os descendentes para homogeneizar uma determinada linhagem, aliás a famosa Tabela de Felch serve para isso mesmo.

Tenho recebido alguns pedidos de "ajuda" de criadores iniciados na criação de canários que pretendem pelos motivos mais díspares acasalar um só canário para duas canárias mas depois surge a dificuldade em saber quando o devem meter novamente às canárias pois estas ainda alimentado os filhotes começam nova postura sem que os ovos estejam galados. 

Penso que o que vou dizer é conhecido por mais de 90% dos criadores mas o objetivo é partilhar com os colegas sem experiência algum do conhecimento que tenho adquirido ao longo dos anos e assim de uma só penada responder a todos os que fazem o favor de confiar nos meus conselhos.

O método é de fácil realização e vou mencionar várias formas, as que conheço, de proceder ao acasalamento, qualquer uma delas válida, começando exatamente pela chega dos machos às fêmeas:

 Método Um - Juntar o macho com a primeira canária e deixá-lo estar junto até ao fim da postura. Depois de três ou quatro dias de descanso e devendo-se ter o cuidado de dar um bom poli-vitaminico  ao canário junta-se este à segunda fêmea até esta terminar a postura. Quando a fêmea tiver acabado a postura é de todo conveniente que o canário seja colocado numa gaiola individual onde novamente se deve dar um poli-vitaminico e recuperará forças para ser chegado outra vez à primeira fêmea e dar-se assim inicio a nova postura.

Método Dois - Juntar o macho alternadamente, dia sim dia não, com as duas fêmeas com que pretendemos que ele acasale. Neste caso o macho deve ser metido às fêmeas preferencialmente ao fim do dia. Quando as fêmeas caírem no choco deve o macho ser colocado em uma gaiola individual, procedendo-se à sua recuperação ministrando-lhe um poli-vitaminico.

Método Três - Colocar o canário da parte da manhã na primeira fêmea e da parte da tarde à segunda fêmea até ao fim das posturas e depois colocá-lo numa gaiola individual, dando-lhe um poli-vitaminico, onde recuperará forças para ser de novo utilizado quando as fêmeas estiverem novamente recetivas.

Método Quatro - O canário está sempre com a mesma fêmea e todos os dias o colocamos uns minutos com a segunda fêmea retirando-o depois de verificarmos que ele a galou. Esta operação deve ser repetida até ao fim da postura da segunda fêmea, mantendo-se depois o canário com a primeira fêmea.

Filhote de uma das minhas canárias suplentes gerado/criado através da utilização do Método Quatro.


Há quem, utilizando os métodos Um, Dois e Três, opte por deixar o canário com a última fêmea mas, pessoalmente, penso que em determinadas situações isso não é benéfico pois quando a primeira fêmea estiver novamente apta a por pode acontecer que a segunda fêmea com quem o canário estava abandone o choco.

Na utilização de qualquer um dos referidos métodos, aos criadores iniciados, surge sempre uma questão de primordial importância, a saber: Estando as duas fêmeas no choco vai haver uma altura em que uma delas estará, obviamente, mais adiantada na criação dos filhotes (dificilmente as duas criarão na mesma altura) e assim sendo quando lhe chegar de novo o macho?

Para a questão atrás levantada é conveniente que o criador novato também tenha alguma sensibilidade e se aperceba que a fêmea está a ter "novos calores" e isso nota-se quando, às vezes com crias ainda no ninho, começa a andar com palhas e penas no bico denotando vontade de fazer novo ninho por vezes tentando expulsar os filhotes do ninho. Para além disso e na incerteza  da altura ideal para chegar de novo o macho à fêmea é fazê-lo quando os filhotes começa a esboçar o primeiro bater de asas na borda do ninho que geralmente ocorre entre o 17.º e o 20º dia de vida. Nessa altura, para mim, o melhor método é chegar o macho à fêmea uns minutos todos os dias e retirá-lo depois de o vermos galar.

É de todo em todo conveniente vigiarmos o macho quando o chegamos à fêmea e esta está com os filhotes pois não é raro acontecer que o macho veja nos filhotes potenciais rivais e os ataque.

Se se verificar que a fêmea se encontra impaciente para fazer nova postura e tem crias que ainda se acomodam no ninho, deve-se providenciar um novo ninho ao lado do outro e material para que a fêmea o construa e realize nova postura. Nesta situação nem sempre conseguimos evitar que a fêmea vá "pedindo emprestada", alguma da penugem dos pequenotes.

6 de janeiro de 2012

GRANDE VONTADE... QUASE, QUASE NA ALTURA DOS ACASALAMENTOS


Estou quase a acabar a preparação para o acasalamento dos meus Canários Arlequins e, parece-me, estou um bocado atrasado pois habitualmente costumo apontar os acasalamentos para meados de Janeiro e anteontem uma fêmea, por sinal de 2010, já colocou um ovo no chão e tenho já algumas deste ano, "desesperadas", arrancando as próprias penas isto apesar de ainda não ter enriquecido a alimentação diária.

Sei que há companheiros que já têm passarinhos nascidos e apesar da grande vontade que tenho de os juntar ser enorme, é quase como um vicio que nos consome, vou cumprir escrupulosamente o plano traçado e juntá-los na altura própria. O tempo também propicia estas situações pois a temperatura no espaço onde tenho os canários medeia entre os 12 e os 15 graus durante o dia, baixando bastante durante e noite para os 6 e 8 graus.

Este ano utilizei um método diferente de desparatização em vez do que tenho vindo a utilizar, conforme em tempo já dei conta neste espaço; para isso dei Vermizoo três dias seguidos, repetindo ao fim de cerca de vinte dias; pelo meio administrei vitaminas. Nesta última fase irei dar (vou começar hoje) ESB3 30% durante cinco dias seguidos e depois mais 3 dias seguidos de Vitamina K ficando assim concluída a desparatização.

Antes de os juntar definitivamente vou dar 3 dias seguidos de AD3EC+K para ajudar a estimular o cio e o resto será com os canários e com a natureza. Mais uma vez ressalvo que o que funciona para mim, e para os meus canários, pode não funcionar com outros. Apenas partilho o método que utilizo.

No fim da criação é que verei se valeu a pena ter alterado a metodologia da desparatização pois diminui, muito, os produtos ministrados comparativamente com o método que tinha vindo a utilizar. Espero ter mais sorte do que na época anterior!

29 de agosto de 2011

CONSANGUINIDADE - O MELHORAMENTO GENÉTICO DO PLANTEL


Há coisas que todos nós que andamos no no mundo dos passarinhos sabemos ou, mesmo não sabendo, utilizamos sem dar o devido valor. Todos, de uma maneira ou de outra trabalhamos com a consanguinidade nos nossos planteis; todos sabemos, mais ou menos, como proceder mas na prática poucos sabem trabalhar em condições com a consanguinidade no sentido de obter melhores exemplares fixando determinadas características.
No blogue do meu amigo Bento Formigari Canaril Formosura encontrei o texto que abaixo transcrevo e que dada a simplicidade e objetividade da explicação dada baseada na, para alguns, conhecida Tabela de Felch vale a pena guardar para se consultar sempre que necessário. 

"...A consanguinidade.
A consanguinidade permite fixar os caracteres e assim criar uma linha estável a partir de dois indivíduos aparentados “in-reeding”. Contudo, esta técnica tanto fixa qualidades como defeitos, por isso é importante começar o processo a partir de um casal o mais perfeito ou de boa qualidade.
Em resumo a consanguinidade permite:
-revelar e eliminar os defeitos genéticos,
-fixar uma série de qualidades pretendidas pelo criador.
O princípio da consanguinidade é simples: consiste no acasalamento de indivíduos aparentados com o objetivo de fixar as suas qualidades no estado homozigótico.
- homozigótico - quando os dois alelos contêm a mesma informação para essa mesma característica;
- heterozigótico - quando os dois alelos contêm informação diferente para essa mesma característica.
Sendo um indivíduo homozigótico, este pode ser dominante, quando os dois alelos informam para a característica que domina; ou recessivo, quando os dois alelos informam para a característica que não domina.
Como saber se tem um passaro homo ou heterozigótico?
É simples.
1- Se o Fenótipo corresponder a um gene recessivo então o pássaro é homozigótico.
2- Se o Fenótipo corresponde a um gene dominante faz se um teste de cruzamento.
O teste do cruzamento realiza-se entre o indivíduo dominante onde se tem a duvida e um indivíduo com o gene recessivo correspondente (pois este é obrigatoriamente homozigótico).
Assim  se nascerem apenas fenótipos dominantes o indivíduo em questão é homozigótico, se nascer uma metade dominante e outra recessiva quer dizer que o indivíduo é heterozigótico.

INTRODUÇÃO

Os cruzamentos consanguíneos ajudam a melhorar a qualidade de suas aves, mas devem ser usadas com critério e por criadores com um pouco mais de experiência para que os resultados obtidos sejam satisfatórios. Não digo com isso que a técnica não possa ser usada por criadores iniciantes, alias deve, mas lembrando a esses criadores que devem estudar ao máximo antes de usar a mesma. Também lembro que os resultados não são imediatos e levarão no mínimo três gerações.

Quando compramos um casal que achamos excelente e vamos fazer o acasalamento e as crias deste casal nos dececionam, isso ocorre com qualquer espécie de ave;
Então o que fazer?
Quais medidas devemos adotar?
Vamos descartar essas crias?
Haverá uma forma de melhorar?
Muitas vezes ouvimos falar em melhoramento genético.
Eu poderia usar essa técnica para melhorar minhas aves?
Será que eu preciso ser profundo conhecedor de genética para usá-la?
Diante destas constatações, quais medidas devem tomar?
Desistir?
Não se estamos determinados a melhorar a qualidade do nosso plantel.
Pensando nisso gostaria de apresentar uma alternativa para aqueles que se preocupam com a qualidade e melhoramento do seu plantel.
Trata-se da tabela de Felch.
Já ouviu falar? Não? Sim? Achou complicado de entender?
Então vou descrever abaixo o passo a passo para você ficar inteiramente esclarecido sobre o assunto e como usá-la de maneira correta para obter os melhores resultados possíveis.

Veja a tabela:



Se você entendeu todo o funcionamento parabéns, se não passarei a descrevê-lo.
Para seguir todos os acasalamentos que pede na tabela você vai precisar de cinco anos para que se conclua o ciclo total.
Achou muito tempo?
Lembre-se você esta fazendo um melhoramento genético e tornando o seu plantel mais consistente, mas tudo isso leva tempo e perseverança.
Abaixo irei descrever com imagens que ficara mais fácil de entender.



Você ira iniciar a tabela com a fêmea 1 e macho 2 , que Dara origem ao grupo 3.
Escolha um casal de boa genética para iniciar seu trabalho usando a tabela.
Primeiro ano:
Segundo ano: 
Cruze a fêmea original 1 com o melhor macho do grupo 3.
Este cruzamento resultará no grupo 4.
Cruze o macho original 2 com a melhor fêmea do grupo 3.
Este cruzamento resultará no grupo 5


Terceiro ano:
Neste ano você já vai ver bons resultados em relação ao casal original e se quiser poderá parar aqui e começar uma nova linhagem.
Cruze a fêmea original 1 com o melhor macho do grupo 4.
Este cruzamento resultará no grupo 6.
Cruze os machos do grupo 4 com as fêmeas do 5 e vice-versa.
Este cruzamento resultará no grupo 7
Cruze o macho original 2 com a melhor fêmea do grupo 5.
Este cruzamento resultará no grupo 8.


Quarto ano:

A partir deste ano não serão mais usados o casal original macho 2 e fêmea 1, podendo assim começar uma nova linhagem com eles.
Seguindo em frente cruze sempre os melhores exemplares.
Cruze o melhor macho grupo 6 com a melhor fêmea do grupo 4.
Este cruzamento resultará no grupo 9.
Cruze a melhor fêmea grupo 6 com o melhor macho do grupo 7.
Este acasalamento resultará no grupo 10.
Cruze os melhores machos do grupo 8 com as melhores fêmeas do grupo 6.
Este acasalamento resultará no grupo 11.
Cruze o melhor macho grupo 8 com a melhor fêmea do grupo7.
Este acasalamento resultará no grupo12.
Cruze o melhor macho grupo 8 com a melhor fêmea do grupo 5.
Este acasalamento resultará no grupo 13.


   
Quinto ano:

Indo até o fim da tabela.
Cruze o melhor macho do grupo 9 com a melhor fêmea do grupo 11.
Este acasalamento resultará no grupo 14. Neste grupo teremos já um novo “strain” ou linha de sangue completamente pura da fêmea 1 original.
Cruze a melhor fêmea do grupo 9 com o melhor macho do grupo 12.
Este acasalamento resultará no grupo 15.
Cruze a melhor fêmea do grupo 10 com o melhor macho do grupo 12.
Este acasalamento resultará no grupo 16. Neste grupo teremos já um novo “strain” ou linha de sangue completamente pura.
Cruze a melhor fêmea do grupo 10 com o melhor macho do grupo 13.
Este acasalamento resultará no grupo 17.
Cruze a melhor fêmea do grupo 11 com o melhor macho do grupo 13.
Este acasalamento resultará no grupo 18. Neste grupo teremos já um novo “strain” ou linha de sangue completamente pura do macho 2 original.

 

Pronto você concluiu a tabela e a partir de agora é só colocar sangue novo e iniciar um novo ciclo.
Esta é só uma possibilidade usando um casal, mas você poderá fazê-lo e iniciar com mais casais, enfim as possibilidades são diversas e cito um exemplo: no segundo ano quando se forem formar os grupos 4 e 5 você poderá fazer bigamia entre o macho 2 original e duas fêmeas do grupo 3 aumentando assim as possibilidade do grupo 5.
Mais uma coisa a titulo de curiosidade; ao final do ciclo você terá criado uma média de 136 aves, já levando em consideração que a consanguinidade baixa um pouco a fertilidade das aves.
Espero que tenham gostado do artigo.

1 de março de 2011

A IMPORTÂNCIA DO VINAGRE DE CIDRA, NA ECLOSÃO DOS CANÁRIOS

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Com base no que por mais do que uma vez verifiquei, isto é; aquilo que nos parece óbvio e que pensamos que toda a gente sabe por vezes não corresponde à realidade e, neste caso, não tendo descoberto a história do ovo de Colombo, vou falar aqui numa particularidade do vinagre de cidra que alguns de nós damos pontualmente às nossas aves.
Todos sabemos que o vinagre de cidra tem várias qualidades medicinais pois é rico em ferro, potássio, selénio, magnésio e outros minerais que de momento não me recordo mas que uma busca pela internet completará, bem como possuidor de vários ácidos, sendo um óptimo antibactericida e antifúngico, para além de outras propriedades terapêuticas.
Tal como em todos os produtos naturais, ou não, que utilizamos no dia a dia na criação das nossas aves o vinagre de cidra deve ser usado com moderação e devemos usar preferencialmente o vinagre mais escuro pois não tendo sido tratado conserva na sua essência os ácidos e os minerais que o vinagre tratado perde. Pessoalmente utilizo nos meus canários um vinagre de cidra de cor escura, de origem alemã, à venda nos grandes espaços comerciais, um pouco mais caro que o normal e que não sendo dos melhores tem uma qualidade média superior à dos seus congéneres.
Vem este texto todo a propósito do que à dias me aconteceu. Poucas pessoas sabem ou se sabem não o divulgam que quando uma fêmea se encontra no ninho e fica com as penas do peito com um aspecto "molhado" (a maior parte dos criadores chama-lhe febre do choco) isso é um sintoma de coccidiose, a fêmea tem febre e sente frio mantendo-se constantemente em cima das crias, pois como tem frio o seu instinto diz-lhe que as deve aquecer, e ao assim proceder mais não faz do que as "queimar" com o seu estado febril para além de as debilitar com a deficiente alimentação que lhes dá.
Uma das formas, nem sempre eficaz, de rapidamente colmatar esta situação é lavar a zona, em que a fèmea apresenta a penugem com aspecto "molhado", com uma solução tépida de 50% de água e 50% de vinagre de cidra, procedendo-se de igual modo com as crias que neste caso serão "lavadas" na região do pescoço e lombar.
Comigo, por acaso, resultou meter as banheiras com água (1 litro) e vinagre de cidra (1 colher de sopa bem cheia). Mesmo assim fiz um tratamento à base de Coccimir (Laboratórios Zoopan).
Por causa do que referi atrás dei comigo a pensar o seguinte, se o vinagre de cidra tem a particularidade de tornar maleável um vulgar ovo, de tal forma que o conseguimos enfiar pelo gargalo de uma garrafa, então o mesmo deve ser bom para pulverizarmos os ovos dos nossos canários entre o nono e o décimo segundo dia, tornando as cascas mais macias para que os pequenotes as possam romper!
Todos sabemos que independentemente do grau de humidade existente no canaril existem ovos que devido ao cálcio que, por vezes, damos em excesso às nossas aves ficam com a casca demasiado dura impedindo os pequenotes de nascerem.
Meus amigos quando escrevo uma coisa gosto de saber o que digo e neste caso dos ovos no ninho fiz a experiência utilizando duas partes de água e uma de vinagre de cidra e nos dois ninhos em que utilizei a pulverização dos ovos com esta solucão... os filhotes nasceram todos!
A conclusão desta experiência, é que pelo menos a pulverização dos ovos entre o nono e o décimo segundo dia não teve qualquer efeito negativo nos embriões que estavam dentro dos ovos e todos cumpriram o objectivo da experiência, romper com facilidade os ovos.

1 de fevereiro de 2011

REGISTO DE CRIAÇÕES, PRÁTICO E EFICAZ

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Aquilo que para os criadores que se dedicam à canaricultura há muitos anos é banal, poderá não o ser para alguns companheiros novos nestas andanças e às vezes até para alguns com mais experiência.
Há dias ocorreu-me que neste espaço tenho, por vezes, falado de coisas que para mim são banalíssimas e com surpresa verifico que muitos companheiros as desconhecem pelos comentários e mails que depois recebo.
Hoje "divulgo" uma parte do meu método de registo dos acasalamentos e nascimentos que ocorrem no meu canaril. Geralmente as pessoas colocam um pos-it no viveiro respectivo e vão anotando os dias em que o ovo foi posto, data do choco, verificação de ovos, etc., etc., outros optam por um caderno onde anotam tudo, pois o meu método é o seguinte:
1 - Em cada viveiro de criação coloco uma placa como a que mostro abaixo que encaixa, através de dois arames, no viveiro.

2 - No computador tenho gravada uma "ficha" na medida da placa com os elementos que considero necessários para o registo da informação sobre a postura do viveiro onde for colocada.

3 - A ficha é colocada na placa e esta por sua vez é encaixada no viveiro e é removida em qualquer momento para anotar, os dias em que os ovos são postos, os ovos partidos, os ovos brancos, verificação dos ovos, data de nascimento dos filhotes e número de filhotes nascidos, etc., etc.

4 - O aspecto das gaiolas com as placas que portam as fichas fica conforme se vê na foto abaixo.
5 - Sempre que as aves nascidas são separadas, transcrevo as informações das fichas para um programa de registos informático e, claro, coloco nova ficha na placa para a postura seguinte. Como precaução tenho um registo em papel onde arquivo estas fichas.

28 de dezembro de 2010

TÉCNICAS OU MÉTODOS DE ACASALAMENTOS UTILIZADOS COM OS CANÁRIOS

Há amigos e seguidores deste blogue atentos ao que escrevo e o amigo Carlos Ramos, Juiz de Canários de Cor, é disso exemplo pois quando fiz referência ao facto de os canários do meu Pai passarem o inverno juntos quando noticiei que, também, ele ia criar arlequins, logo me "desafiou" a desenvolver o tema dos canários passarem o inverno juntos, o que, com muito gosto faço agora.
Quando em 1978 comecei a dedicar-me à criação de canários, gastei mais dinheiro na aquisição de literatura sobre a criação de canários do que propriamente na compra dos meus primeiros casais de canários.
Desde o livro "A Moderna Criação de Canários" da autoria, do saudoso Juiz de Canários de Cor, Snr. Manuel Gonçalves (que tive o prazer de conhecer) e que foi o primeiro que comprei, seguido dos títulos: "ABC da Criação de Canários" e "Raças de Canários" o que na altura me pareceu mais completo foi um livro com 285 páginas, ilustrado com fotos de canários de cor e porte (curiosamente as fotos dos canários de porte, na sua grande maioria, já nada têm a ver com os actuais standards), da autoria de Vittorio Menassé, autor de vários livros sobre ornitologia,cujo título em português é "O Livro dos Canários" e dado è estampa pela Editorial de Vecchi.

O teor do livro é de fácil compreensão e tem ensinamentos de métodos que, de um modo geral, não saiem muito do padrão que todos os criadores com mais ou menos experiência conhecem, mas tem uma referência que me chamou particular atenção, foi a afirmação de que os casais que iriam ser utilizados para reprodutores deviam passar o inverno juntos, apesar de não se alongar sobre o que fazer para se evitar uma entrada precoce na criação.
Utilizei o método durante dois ou três anos mas acabaria por desistir por, em primeiro lugar todos os criadores conhecidos não utilizarem o método e me dizerem ser errado e, em segundo lugar, porque talvez devido à minha inexperiência quando juntava os casais, geralmente no inicio de Dezembro, passadas duas ou três semanas tinha fêmeas a pôr ovos, a maior parte das vezes sem estarem galados e mesmo quanto estavam galados os filhotes não se vingavam por às vezes as temperaturas, demasiado baixas, fazerem as fêmeas abandonarem o ninho e consequentemente a alimentação dos filhotes.
Este método de os reprodutores passarem o inverno juntos, viria a ser adoptado bastantes anos depois pelo meu Pai (a quem emprestei o livro) que desde sempre e apesar dos meus "doutos conselhos" sempre seguiu o que pensava ser melhor e, a verdade, é que tem tido êxito.

A técnica consiste no seguinte:

  1. Até ao fim da muda as aves são tratadas normalmente com administração semanal ou bi-semanal de papa. Em inicio ou meados de Setembro deixa de fornecer papa aos canários
  2. Na última semana de Novembro e uma vez que os machos logo no fim da muda são isolados nas jaulas de criação, procede à selecção das fêmeas que pretende acasalar colocando-as nas jaulas com os respectivos machos, sem qualquer material de criação, logo na primeira semana de Dezembro. Entretanto foi feita a desparatização interna das aves.
  3. Aproximadamente em meados de Fevereiro, coloca as fêmeas de novo na voadora e começa então a prepará-las colocando-lhes papa à descrição e fornecendo-lhes suplementos vitamínicos. A preparação dos canários começa cerca de uma semana depois.
  4. No fim da primeira semana de Março e conforme vai verificando se as fêmeas estão ou não com cio coloca-as na jaula dos respectivos parceiros com quem estiveram cerca de dois meses e meio.
  5. O êxito deste método manifesta-se na altura das posturas em que é raríssimo ter ovos goros.

O método que utilizo é bastante diferente porquanto forneço papa todo o ano aos canários, obviamente que na época de acasalamento e reprodução as doses são substancialmente aumentadas, os machos para reprodução são isolados mal terminam a muda e em Dezembro "mostro-lhes" as fêmeas colocando-as numa voadora em frente a eles, (nesta altura os chilreios e gorjeios dos machos torna-se quase ensurdecedor) e junto-as quando acho que se encontram prontas para a reprodução o que acontece a partir de meados de Janeiro ou inicio de Fevereiro, se as temperaturas não forem muito baixas, com tudo o que é necessário para fazerem o ninho.
Sei, de casos raros, em que as fêmeas são colocadas na jaula de criação em primeiro lugar com tudo o que for necessário para fazerem o ninho e só quando o ninho se encontra meio feito juntam-lhe o macho.
Vantagens destes métodos, no primeiro caso em que passam o inverno juntos os "calores" dos machos são mais reservados pois estiveram o tempo todo com as fêmeas e apesar de ser estimulado naturalmente ao ficarem sem elas, quando as fêmeas lhes são de novo chegadas galam-nas pura e simplesmente sem qualquer tipo de "guerra" mantendo-se durante a época de reprodução o cio de uma forma constante e não agressiva o que motiva posturas mais fecundas.

O sistema. por mim utilizado, em que "mostro" as fêmeas aos machos funciona na medida em que estando a fêmea pronta mal a meto ao macho este gala-a de imediato, mas não impede às vezes alguma agressividade do macho com o cio demasiado elevado.
O sistema em que se chega a o macho à fêmea tem a desvantagem de se a fêmea for dominante, e não estiver convenientemente receptiva ao macho, ser agressiva com ele e gora-se o acasalamento pretendido pois o macho com medo deixa de se fazer à fêmea.

Haverá ainda quem apenas pegue na fêmea e a chegue ao macho na altura da criação, mas esse é um método que, francamente, desaconselho pois em muitos casos por incompatibilidade e inclusive por uma questão territorial, há aves que se matam uma à outra
Existirá, possivelmente, outra metodologia de acasalamentos de canários mas creio que os métodos referidos são os mais conhecido e utilizados.

20 de abril de 2010

PIOLHO NO CANARIL

Um dos males que afectam muitos canaris, sobretudo na época das criações é, sem sombra de dúvida, o famoso piolho vermelho, (a criaturinha abaixo é uma foto retirada do site repelentebird.com.br) que literalmente arrasa com qualquer postura. De um modo geral o piolho vermelho ataca as aves durante a noite, altura em que estas se encontram a descansar e, portanto, mais acessíveis, banqueteando-se a sugar-lhes o sangue. Durante o dia este àcaro esconde-se nos intersticíos dos poleiros, nas frinchas, nos próprios comedouros, enfim em tudo que seja um espaçozinho onde se possa meter.

O mal, maior, é que por vezes um criador menos atento, ou inexperiente, tarda em dar conta destes hóspedes indesejáveis e quando dá por ela já se foi um ou dois filhotes que estavam no ninho, quando às vezes não vai também a fêmea que está a chocar.
Apesar de nos fóruns se falar constantemente deste problema e de formas, mais ou menos eficazes, de o combater, a verdade é que ainda há muita gente que não sabe o que fazer quando, aflita, vê os seus passarinhos cravejados do dito piolho!

Coincidência, ou talvez não hoje, pelas 18:00 horas, telefonou-me um senhor, do Alentejo, que não sabia o que fazer a uma praga de piolho que lhe apareceu no canaril e já lhe matara um filhote no ninho, estando outro em vias de também morrer.
A exemplo do que fiz com a papa para criação vou, aqui, dizer o que na minha opinião previne, quase a 99,9%, o aparecimento não só deste mas também de outros ácaros ou piolhos.
Como método preventivo:
  1. Manter as instalações e gaiolas sempre limpas (a limpeza é fundamental num canaril);
  2. O espaço onde colocamos os canários deve ser sempre bem arejado, sem correntes de ar;
  3. Por fim a prevenção, pulverizando regularmente as gaiolas (eu faço-o uma vez por semana, ou seja, sempre que faço limpeza).

Como forma de combate:
  • Em caso de infestação porque, infelizmente há bastantes anos, também já me aconteceu, o meu primeiro passo é misturar uma tampa do produto Insectornis em meio litro de água e, utilizando um pulverizador, borrifar todas as gaiolas, mesmo com os progenitores e os filhotes no ninho, independentemente do tamanho que têm.
  • De seguida com mais uma ou duas tampas de Insectornis faço uma pasta e pincelo as gaiolas, com particular incidência nos intersticios.
  • O passo seguinte é ver os canários com piolho; tendo o cuidado de proteger os olhos da ave dou-lhe uma borrifadela pelo corpo e, nos que têm ninhos, obviamente que procedo à troca dos ninhos infestados por outros limpos. Os infestados são imediatamente metidos em lixivia e posteriormente escaldados.
  • Depois destes passos nos dois dias imediatos borrifo as gaiolas e as aves próximo do anoitecer. Com sorte no terceiro dia temos o canaril livre destes hóspedes indesejáveis.

Eu, já há algum tempo que, com êxito, por altura as criações faço o seguinte:

  • Ao colocar os ninhos na gaiola, pulverizo a parte de plástico com um pouco de Caniaves e por cima do pó coloco o ninho de corda.
  • Quando a fêmea terminou de fazer, completamente, o ninho e pôs já o primeiro ovo, ao trocá-lo pelo ovo de plástico, ponho 5 gotas, mais ou menos em cruz, de Parasita, da Bogena, no ninho e deixo a fêmea assapar. Até hoje tem sido remédio santo.

Já utilizei todos os produtos que apresento junto a esta prosa com excepção do Frontline, que sei há quem use com êxito. Enquanto me der bem com estes produtos que estou a utilizar seguirei a máxima do futebol que é: em equipa vencedora não se mexe.

Como já disse, todas as semanas pulverizo as gaiolas, com Insectornis, é que se por acaso algum malandrito por lá aparecer, além de dar cabo dele evito, com a pulverização semanal, que os ovos por ele colocados venham a eclodir e deem origem a uma infestação.

Todos os produtos que aqui refiro, passe a publicidade, comigo sempre deram resultado, mas cumpro, dentro do possível, os três passos que cito como preventivo contra as infestações. Sempre utilizei Caniaves, ainda antes de ter este nome, junto com outros insecticidas, o Tabernil foi o primeiro que utilizei, depois utilizei o Men For Sun, antes utilizei um outro cujo nome não me recordo, mas também já não existe, actualmente utilizo o Caniaves, o Parasita e o Insectornis, conforme refiro acima.

2 de abril de 2010

CONHECEMOS AS NOSSAS AVES?...

Porque o saber não ocupa lugar, alguns dos nomes eu desconhecia por completo, e porque acho interessante aqui deixo, à curiosidade de cada um, os nomes dos orgãos e dos ossos que compõem o esqueleto das nossas aves e que encontrei na internet, ignorando o nome ou nomes dos autores.

26 de fevereiro de 2010

COMO APARAR AS UNHAS NO CANÁRIO.

Regularmente devem-se aparar as unhas das nossas aves; com esta simples rotina evitam-se, por vezes, dissabores como por exemplo: ovos furados no ninho, pelas unhas, ou ficarem as nossas aves presas pelas mesmas nos arames da gaiola, etc.
Neste exemplo nota-se perfeitamente entre o ponto 1 e 2 uma veia na unha, o corte para aparar a unha, (um simples corta-unhas serve para o efeito) deve ser oblíquo e deve ser distar do fim da veia cerca de 2 milimetros que é a distância aproximada entre o ponto 2 e 3.

COMO ANILHAR UM CANÁRIO.

Apesar de quase todas as pessoas
que começam a criar canários
terem uma ideia de como se deve anilhar
um canário aqui fica um esquema
para os mais novatos, e não só,
que deverão ter em atenção que um canário
deverá, em princípio ser anilhado
pelo sexto dia de vida.