22 de julho de 2010

ENTREVISTA CONCEDIDA AO FÓRUM “NAÇÃO DOS CANÁRIOS” (BRASIL)

Há dias fui, agradavelmente, surpreendido com um e-mail onde o responsável do fórum "Nação dos Canários", do Brasil - fórum que frequento quase desde o dia da sua fundação -, me convidava para o que é o início de uma série de entrevistas direccionadas para pessoas, por um ou outro motivo, ligadas à ornitologia.
Sendo certo que este género de entrevistas faz bem ao ego, de qualquer entrevistado, não é menos verdade que a responsabilidade é maior quando o tema é a novel raça portuguesa do Canário Arlequim Português.
Com o meu muito obrigado pela distinção, transcrevo de seguida, com autorização do "Nação dos Canários", a referida entrevista na íntegra. Espero que gostem!


ENTREVISTANDO CRIADORES.



Antes de tudo agradeço em nome do fórum nação dos canários por sua disponibilidade e amabilidade de nos conceder e aceitar esta entrevista.


Nação - A sua família lhe apoiou quando decidiu criar canários?

Armindo - Quando comecei a criar canários, em 1978, tinha casado há pouco tempo e a esposa ainda não fazia ideia do que eu ia fazer. Como os passarinhos eram bonitos (de cor salmão) até achou alguma graça. Para além disso como estavam numa lavandaria/secadouro eram só dois não davam grandes preocupações. O pior viria depois com a continuidade da criação.

Nação - Gostaria de lhe perguntar sendo você criador de Arlequim Português como surgiu a paixão por estes canários?

Armindo -Eis uma pergunta que poderá gerar alguma polémica! Eu fui um grande "perseguidor" e detractor do Canários Arlequim Português. Porquê? Simples os canários que eu via eram todos pintos ou como os amigos dizem aí no Brasil "canários pé rapado". A paixão pelos Canários Arlequim Português aconteceu quase sem dar por isso. Eu vi os primeiros arlequins, creio que 2001, no Campeonato Mundial realizado em Portugal, na Vila da Feira e a única coisa que gostei foi das cores e da poupa, em tudo o resto para mim, aqueles canários eram pintos, com o evoluir da raça e após algum tempo de estudo comecei a vê-los com outros olhos e agora sou um seu acérrimo defensor.

Nação - Quais os problemas enfrentados no inicio da formação do seu plantel?

Armindo -Como disse atrás fui um grande, com letra grande, detractor do Canário Arlequim Português, mas como diz o povo, só os burros é que não mudam de opinião. Em 2007 comecei a "estudar" o fenómeno Arlequim Português. Li tudo o que havia para ler sobre a raça, na Internet e não só. Comecei a falar com entusiastas da raça e, literalmente, percorri Portugal do Norte a Sul visitando criadores já com "nome" feito na criação da raça e, em boa hora o fiz. Os canários que vi nada tinham a ver com os de 2001, eram esbeltos, cheios de vivacidade, com umas cores fantásticas e com um canto forte.
O único problema na constituição do plantel era a credibilidade dos criadores do Canário Arlequim Português, pois como ainda hoje há os fazedores de Arlequins já os havia nessa altura. Felizmente e em função da "pesquisa" que efectuei consegui arranjar seis casais de diferentes criadores alguns dos quais campeões nacionais. Não refiro nomes para não melindrar ninguém, mas eles sabem.

Nação - Quem influenciou você a criar Arlequim Português?


Armindo -Mais uma pergunta que vai gerar alguma polémica. A pessoa que fez com que eu começasse a gostar do Canário Arlequim Português, (participou em 2007 numa exposição, e quando vi os canários, já com o novo Standard fiquei extasiado) é, curiosamente um senhor que raramente fala comigo sobre o Arlequim, porque, soube há pouco tempo, eu em 2008 terei dito a alguém que os canários desse senhor eram uns bons pintos, referindo-me à coloração. A pessoa em questão deve ter pensado que eu estaria a dizer que os canários eram "canários pé rapado" e erradamente deixou falar comigo sobre arlequins apesar de, muito longe da verdade, pois se assim fosse não indicaria ao Presidente do Clube do Canário Arlequim Português, canários desse senhor para representar Portugal no reconhecimento da raça. Para além disso tive o azar de, como sempre digo o que penso, dizer a esse criador que o canário que tinha em 2.º lugar era melhor, em porte do que o que tivera o 1.º lugar. Como o criador já ia no segundo ano de criação e eu era novato, provavelmente não gostou que eu fizesse esse comentário e pronto a situação mantém-se até hoje.

Nação - Na sua opinião o Arlequim encanta tanto as pessoas porque?

Armindo - Sou suspeito para responder a esta questão em face do meu entusiasmo para com o Canário Arlequim Português mas vou tentar ser isento na resposta que dividirei em duas partes;

1.ª Parte – Se a pessoa em questão for uma pessoa que apenas pretenda um passarinho para companhia o primeiro factor será a coloração e se seguida o canto, pouco se importando com o porte, posição ou tamanho do canário (aqui os "fazedores" de arlequins saiem beneficiados pois vendem os canários a preços irrisórios). Só se especificamente a pessoa souber distinguir um Arlequim e o quiser é que não será enganada.

2.ª Parte – Se a pessoa for um criador em principio saberá das dificuldades, ainda, existentes em obter Canários Arlequim Português capazes de ombrear com os seu pares em exposições e, neste caso, procurará obter um canário que tenha um bom porte, posição e tamanho, ficando para factor secundário a cor, pois tudo dependerá do acasalamento que fizer no futuro.

Nação - Você acha que os criadores irão expor e vender ao mercado internacional matrizes do Arlequim ou ainda deixaram internamente em Portugal?

Armindo -Só posso falar por mim. Comigo os melhores exemplares ficam em casa e vão para exposição as segundas escolhas o que não significa que não sejam excelentes exemplares. Nunca comprei um canário pela classificação que obtém. A ave tem de me "dizer" alguma. Crio canários há sensivelmente 32 anos, tive a felicidade de em todas as raças tirar sempre prémios (para tudo na vida é preciso sorte e ela também me tem acompanhado) e sempre assim procedi. Mesmo assim, as pessoas que me adquirem canários, até à data nunca tiveram razão de queixa.

Nação - O Arlequim foi reconhecido recentemente. O que os clubes e criadores portugueses estão fazendo para divulgar mundialmente o Arlequim?

Armindo - Infelizmente há muito poucos Clubes a fazerem alguma coisa de destaque em prol do Canário Arlequim Português. Por muito que me custe dizê-lo, inclusivê, o próprio Clube do Canário Arlequim Português, do qual faço parte não só como associado mas como membro da Direcção. Há um ou outro Clube que realiza Colóquios de esclarecimento (como por exemplo ultimamente o Clube Ornitológico de Setúbal, onde não pude estar presente pois ia com Presidente do CCAP e este adoeceu repentinamente, felizmente não foi nada de grave e haverá mais oportunidades) onde de um modo geral está alguém da Direcção do CCAP presente, mas pouco mais.

Tenho, contudo, por amor à verdade de salientar o seguinte: apesar de aparentemente o CCAP (Clube do Canário Arlequim Português) passar para o exterior uma imagem letárgica a verdade é que conseguiu uma coisa impensável, para muitos, o reconhecimento da raça de canários portuguesa. Portanto se esta aparente letargia der frutos no futuro, que assim continue!

Tanto quanto sei as duas Federações existentes em Portugal também pouco ou nada fazem na divulgação de uma raça que já não é de Portugal mas do Mundo.

Vão valendo os, verdadeiros, criadores do Canário Arlequim Português que através da troca de informações e debates, nos seus blogues ou fóruns, vão fazendo a divulgação do Canário Arlequim Português. Passe a publicidade, eu mesmo tenho um blogue dedicado ao Canário Arlequim Português, http://www.canariosarlequimportugues.blogspot.com/, onde divulgo os meus parcos conhecimentos.

Nação - Na sua opinião o que poderia ser melhorado para divulgar o Arlequim mundialmente?

Armindo - Não podemos até por falta de tudo, (condições; financeira, humana, logística e afins) exigir que o Clube faça muito mais do que o que fez, mas há Instituições ligadas à ornitologia com tudo aquilo que ao Clube falta que nada fizeram para a divulgação do Canário Arlequim Português, veja-se por exemplo o "destaque" dado no Mundial realizado em Portugal que foi… nenhum. Já sei que foi um evento Mundial mas as Federações não deixaram de ser Portuguesas.

Passado quase meio ano do reconhecimento internacional do Canário Arlequim Português as duas Federações Ornitológicas existentes em Portugal nada fizeram para divulgar ou informar os criadores portugueses do que é o Canário Arlequim Português.

Uma das formas a utilizar para a divulgação seria fazer em todo o mundo ornitológico o que fez a Federação Ornitológica Italiana e a Federação Ornitológica Belga que publicaram nos órgãos (revistas) respectivos matérias acerca do Canário Arlequim Português e, creio que, brevemente a Federação Ornitológica Cultural e Desportiva Espanhola, também deverá escrever algo (sei porque me contactaram solicitando fotos para possível publicação).

Para além disso e uma vez que o Canário Arlequim Português deixou de estar tutelado pelo CCAP (penso que haverá sempre uma palavra a dizer do CCAP quanto ao Arlequim) para passar a estar sob a alçada da COM as Federações Ornitológicas Portuguesas deveriam em eventos internacionais fomentar a divulgação do nosso canário.

Nação - Qual a característica que você mais aprecia no Arlequim?

Armindo - É-me extremamente difícil separar algo do Arlequim pois como disse um bom amigo meu, pessoa de proa do Canário Arlequim Português e que muito lutou para o seu reconhecimento o Canário Arlequim Português é único e marca a diferença na ornitologia mundial precisamente por jamais haver um exemplar igual ao outro, na cor. Mas das coisas que mais prazer me dá e, suponho, que a todos os criadores da raça é a incerteza da coloração do filhote que vemos nascer e que só no fim da última muda das penas é que nos diz o que é em termos de cor.

Uma particularidade interessante no Canário Arlequim Português (este 2011 vai ser o quarto ano que os crio) é que todos os anos a coloração sofre alterações, tenho casos de canários escuros que se tornaram malhados e malhados que ganharam outras cores. Enfim, um regalo para os olhos!

Nação - No manejo com o Arlequim esta sendo ou já foi utilizado amas-secas?

Armindo - Nunca, desde que crio canários utilizei amas, assim como nunca, desde que crio canários dei palitada ou seringada. Comigo se os pais não alimentarem os filhotes este morrem. Na natureza ninguém lhes vai dar a palitada.

Nação - Como você vê a ornitologia portuguesa hoje?

Armindo - Sem dúvida alguma e falando em termos de futebol, Portugal participa actualmente sempre na Liga dos Campeões. Se até há poucos anos eram os criadores portugueses a ir ao estrangeiro comprar canários, actualmente os papéis inverteram-se, Continua-se a comprar no estrangeiro mas já se valoriza, e muito, os criadores portugueses que em eventos internacionais se vêm afirmando todos os anos pela qualidade e excelência das aves apresentadas a concurso. Veja-se as últimas prestações em Reggio Emilia e nos Campeonatos Mundiais.

Nação - Quais as principais dicas que você dá para quem quer iniciar uma criação com o Arlequim?

Armindo -O Canário Arlequim Português, para um iniciante, é uma raça difícil de criar pois, apesar de estabilizada e reconhecida, ainda tem muito caminho para andar e necessita de ser protegida das imitações. Portanto aconselho que se informem bem sobre a raça e a "conheçam" antes de se meterem a comprar mas, fundamentalmente que não procurem fazer Arlequins com cruzamentos aleatórios de outras raças. Já há tantos e bons criadores de Canários Arlequim que já não se justifica esse tipo de habilidades, com o senão de desvirtuarem o canário.


Façam como eu, comprem Arlequins, a quem já deu provas que é um criador consciente da raça. São caros!? Serão, mas o que é bom paga-se! Em vez de vários casais comprem só um ou dois de qualidade.

Nação - Como você avalia o fórum nação dos canários?

Armindo - Bom, a resposta que vou dar vai deixar alguns leitores com um sorriso meio amarelo, mas digo sempre a verdade. Acho que o Nação dos Canários é um fórum excelente, sem membros a armarem-se em estrelas, demonstrando respeito por quem não sabe e onde todos se ajudam. No fundo os participantes fazem-me lembrar uma família e tal como nas famílias há altos e baixos mas todos se estimam e respeitam. Já referi isto, por outras palavras, no próprio fórum portanto não é favor pela entrevista.



Nação - Obrigado mais uma vez por sua disponibilidade e amabilidade de nos conceder e aceitar esta entrevista.

Armindo - Eu é que agradeço a oportunidade de falar sobre um tema que me é grato e sinto-me honrado pela distinção de ser o primeiro criador de Canários Arlequim Português a responder às questões colocadas pelo Nação dos Canários. Bem hajam!

Saudações ornitófilas.


Armindo Tavares.


3 de junho de 2010

PROTUBERÂNCIA NA BASE DO BICO - JÁ ALGUÉM TEVE CANÁRIOS COM ISTO?!

Há sensivelmente uns dez dias, numa altura em que me encontrava a apreciar os filhotes que esvoaçavam na voadeira, chamou-me a atenção um canário que em qualquer posição parecia que estava a estudar o canto formando uma bolsa na base do bico, caracteristica de quando os filhotes começam a tentar cantar, só que deste canário não saía som nenhum.
Olhando mais atentamente verifiquei que o que pensava ser a tal bolsa, que eles fazem, não era mais do que uma protuberância anormal na base do bico, como se poderá verificar nas três fotos abaixo e pior havia mais dois assim embora com a tal protuberância não tão adiantada.Apanhei o canário em questão e verifiquei que a referida protuberância nascia na base do bico e tacteando-a senti que era dura e parecia ser constituida por grãos. Nos outros dois canários um estava nitidamente no inicio e o outro, digamos que se encontrava, num estado intermédio entre o primeiro, que mal se notava, e o das fotos.
Imediatamente isolei estas 3 aves e inspeccionei todas as outras uma a uma, não detectando mais nenhuma com o mesmo problema.
Como em 32 anos de criação nunca, mas nunca mesmo, me apareceu nada semelhante fiquei sem saber o que fazer; será que era contagioso? que "doença" seria?Para a primeira questão já tenho a resposta, felizmente não é nada de contagioso pois mais nenhuma ave apareceu com aquele problema. Relativamente à segunda questão já falei com diversos criadores e nenhum me soube dizer o que seria, pois também era a primeira vez que tal viam.
Um deles aconselhou-me a ministrar o Spartrix (medicamento columbófilo contra as Tricomonas) se não curasse mal também não faria e o resultado ao fim do tempo recomendado (seis dias) a ministrar o Spartrix é o seguinte: o canário que estava com o papito no inicío já não tem nada, o do meio também, embora pouco, regrediu este da foto é que aparentemente não melhora mas também não piorou.

Devo esclarecer que os canários saltitam vivamente de um lado para o outro, dão trinados, alimentam-se bem, enfim não fosse o tal papo e não se passaria nada de anormal.

Se alguém já tiver passado por esta situação e tiver ou não conseguido resolver o problema, poderá, querendo, deixar o seu comentário nesta mensagem a fim de eu e todos os que leiam esta prosa ficarem esclarecidos.

20 de abril de 2010

PIOLHO NO CANARIL

Um dos males que afectam muitos canaris, sobretudo na época das criações é, sem sombra de dúvida, o famoso piolho vermelho, (a criaturinha abaixo é uma foto retirada do site repelentebird.com.br) que literalmente arrasa com qualquer postura. De um modo geral o piolho vermelho ataca as aves durante a noite, altura em que estas se encontram a descansar e, portanto, mais acessíveis, banqueteando-se a sugar-lhes o sangue. Durante o dia este àcaro esconde-se nos intersticíos dos poleiros, nas frinchas, nos próprios comedouros, enfim em tudo que seja um espaçozinho onde se possa meter.

O mal, maior, é que por vezes um criador menos atento, ou inexperiente, tarda em dar conta destes hóspedes indesejáveis e quando dá por ela já se foi um ou dois filhotes que estavam no ninho, quando às vezes não vai também a fêmea que está a chocar.
Apesar de nos fóruns se falar constantemente deste problema e de formas, mais ou menos eficazes, de o combater, a verdade é que ainda há muita gente que não sabe o que fazer quando, aflita, vê os seus passarinhos cravejados do dito piolho!

Coincidência, ou talvez não hoje, pelas 18:00 horas, telefonou-me um senhor, do Alentejo, que não sabia o que fazer a uma praga de piolho que lhe apareceu no canaril e já lhe matara um filhote no ninho, estando outro em vias de também morrer.
A exemplo do que fiz com a papa para criação vou, aqui, dizer o que na minha opinião previne, quase a 99,9%, o aparecimento não só deste mas também de outros ácaros ou piolhos.
Como método preventivo:
  1. Manter as instalações e gaiolas sempre limpas (a limpeza é fundamental num canaril);
  2. O espaço onde colocamos os canários deve ser sempre bem arejado, sem correntes de ar;
  3. Por fim a prevenção, pulverizando regularmente as gaiolas (eu faço-o uma vez por semana, ou seja, sempre que faço limpeza).

Como forma de combate:
  • Em caso de infestação porque, infelizmente há bastantes anos, também já me aconteceu, o meu primeiro passo é misturar uma tampa do produto Insectornis em meio litro de água e, utilizando um pulverizador, borrifar todas as gaiolas, mesmo com os progenitores e os filhotes no ninho, independentemente do tamanho que têm.
  • De seguida com mais uma ou duas tampas de Insectornis faço uma pasta e pincelo as gaiolas, com particular incidência nos intersticios.
  • O passo seguinte é ver os canários com piolho; tendo o cuidado de proteger os olhos da ave dou-lhe uma borrifadela pelo corpo e, nos que têm ninhos, obviamente que procedo à troca dos ninhos infestados por outros limpos. Os infestados são imediatamente metidos em lixivia e posteriormente escaldados.
  • Depois destes passos nos dois dias imediatos borrifo as gaiolas e as aves próximo do anoitecer. Com sorte no terceiro dia temos o canaril livre destes hóspedes indesejáveis.

Eu, já há algum tempo que, com êxito, por altura as criações faço o seguinte:

  • Ao colocar os ninhos na gaiola, pulverizo a parte de plástico com um pouco de Caniaves e por cima do pó coloco o ninho de corda.
  • Quando a fêmea terminou de fazer, completamente, o ninho e pôs já o primeiro ovo, ao trocá-lo pelo ovo de plástico, ponho 5 gotas, mais ou menos em cruz, de Parasita, da Bogena, no ninho e deixo a fêmea assapar. Até hoje tem sido remédio santo.

Já utilizei todos os produtos que apresento junto a esta prosa com excepção do Frontline, que sei há quem use com êxito. Enquanto me der bem com estes produtos que estou a utilizar seguirei a máxima do futebol que é: em equipa vencedora não se mexe.

Como já disse, todas as semanas pulverizo as gaiolas, com Insectornis, é que se por acaso algum malandrito por lá aparecer, além de dar cabo dele evito, com a pulverização semanal, que os ovos por ele colocados venham a eclodir e deem origem a uma infestação.

Todos os produtos que aqui refiro, passe a publicidade, comigo sempre deram resultado, mas cumpro, dentro do possível, os três passos que cito como preventivo contra as infestações. Sempre utilizei Caniaves, ainda antes de ter este nome, junto com outros insecticidas, o Tabernil foi o primeiro que utilizei, depois utilizei o Men For Sun, antes utilizei um outro cujo nome não me recordo, mas também já não existe, actualmente utilizo o Caniaves, o Parasita e o Insectornis, conforme refiro acima.