1 de março de 2011

A IMPORTÂNCIA DO VINAGRE DE CIDRA, NA ECLOSÃO DOS CANÁRIOS

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Com base no que por mais do que uma vez verifiquei, isto é; aquilo que nos parece óbvio e que pensamos que toda a gente sabe por vezes não corresponde à realidade e, neste caso, não tendo descoberto a história do ovo de Colombo, vou falar aqui numa particularidade do vinagre de cidra que alguns de nós damos pontualmente às nossas aves.
Todos sabemos que o vinagre de cidra tem várias qualidades medicinais pois é rico em ferro, potássio, selénio, magnésio e outros minerais que de momento não me recordo mas que uma busca pela internet completará, bem como possuidor de vários ácidos, sendo um óptimo antibactericida e antifúngico, para além de outras propriedades terapêuticas.
Tal como em todos os produtos naturais, ou não, que utilizamos no dia a dia na criação das nossas aves o vinagre de cidra deve ser usado com moderação e devemos usar preferencialmente o vinagre mais escuro pois não tendo sido tratado conserva na sua essência os ácidos e os minerais que o vinagre tratado perde. Pessoalmente utilizo nos meus canários um vinagre de cidra de cor escura, de origem alemã, à venda nos grandes espaços comerciais, um pouco mais caro que o normal e que não sendo dos melhores tem uma qualidade média superior à dos seus congéneres.
Vem este texto todo a propósito do que à dias me aconteceu. Poucas pessoas sabem ou se sabem não o divulgam que quando uma fêmea se encontra no ninho e fica com as penas do peito com um aspecto "molhado" (a maior parte dos criadores chama-lhe febre do choco) isso é um sintoma de coccidiose, a fêmea tem febre e sente frio mantendo-se constantemente em cima das crias, pois como tem frio o seu instinto diz-lhe que as deve aquecer, e ao assim proceder mais não faz do que as "queimar" com o seu estado febril para além de as debilitar com a deficiente alimentação que lhes dá.
Uma das formas, nem sempre eficaz, de rapidamente colmatar esta situação é lavar a zona, em que a fèmea apresenta a penugem com aspecto "molhado", com uma solução tépida de 50% de água e 50% de vinagre de cidra, procedendo-se de igual modo com as crias que neste caso serão "lavadas" na região do pescoço e lombar.
Comigo, por acaso, resultou meter as banheiras com água (1 litro) e vinagre de cidra (1 colher de sopa bem cheia). Mesmo assim fiz um tratamento à base de Coccimir (Laboratórios Zoopan).
Por causa do que referi atrás dei comigo a pensar o seguinte, se o vinagre de cidra tem a particularidade de tornar maleável um vulgar ovo, de tal forma que o conseguimos enfiar pelo gargalo de uma garrafa, então o mesmo deve ser bom para pulverizarmos os ovos dos nossos canários entre o nono e o décimo segundo dia, tornando as cascas mais macias para que os pequenotes as possam romper!
Todos sabemos que independentemente do grau de humidade existente no canaril existem ovos que devido ao cálcio que, por vezes, damos em excesso às nossas aves ficam com a casca demasiado dura impedindo os pequenotes de nascerem.
Meus amigos quando escrevo uma coisa gosto de saber o que digo e neste caso dos ovos no ninho fiz a experiência utilizando duas partes de água e uma de vinagre de cidra e nos dois ninhos em que utilizei a pulverização dos ovos com esta solucão... os filhotes nasceram todos!
A conclusão desta experiência, é que pelo menos a pulverização dos ovos entre o nono e o décimo segundo dia não teve qualquer efeito negativo nos embriões que estavam dentro dos ovos e todos cumpriram o objectivo da experiência, romper com facilidade os ovos.

1 de fevereiro de 2011

REGISTO DE CRIAÇÕES, PRÁTICO E EFICAZ

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Aquilo que para os criadores que se dedicam à canaricultura há muitos anos é banal, poderá não o ser para alguns companheiros novos nestas andanças e às vezes até para alguns com mais experiência.
Há dias ocorreu-me que neste espaço tenho, por vezes, falado de coisas que para mim são banalíssimas e com surpresa verifico que muitos companheiros as desconhecem pelos comentários e mails que depois recebo.
Hoje "divulgo" uma parte do meu método de registo dos acasalamentos e nascimentos que ocorrem no meu canaril. Geralmente as pessoas colocam um pos-it no viveiro respectivo e vão anotando os dias em que o ovo foi posto, data do choco, verificação de ovos, etc., etc., outros optam por um caderno onde anotam tudo, pois o meu método é o seguinte:
1 - Em cada viveiro de criação coloco uma placa como a que mostro abaixo que encaixa, através de dois arames, no viveiro.

2 - No computador tenho gravada uma "ficha" na medida da placa com os elementos que considero necessários para o registo da informação sobre a postura do viveiro onde for colocada.

3 - A ficha é colocada na placa e esta por sua vez é encaixada no viveiro e é removida em qualquer momento para anotar, os dias em que os ovos são postos, os ovos partidos, os ovos brancos, verificação dos ovos, data de nascimento dos filhotes e número de filhotes nascidos, etc., etc.

4 - O aspecto das gaiolas com as placas que portam as fichas fica conforme se vê na foto abaixo.
5 - Sempre que as aves nascidas são separadas, transcrevo as informações das fichas para um programa de registos informático e, claro, coloco nova ficha na placa para a postura seguinte. Como precaução tenho um registo em papel onde arquivo estas fichas.

6 de janeiro de 2011

ANTIBIÓTICOS COMO PREVENTIVOS! SIM OU NÃO!?

Este ano tinha decidido aplicar a auto-vacina aos meus canários mas depois de conversar com vários criadores e sem chegar a nenhuma conclusão sobre se devia ou não dar a auto-vacina acabei por desistir pois uns eram favoráveis e outros desfavoráveis. Acontece exactamente a mesma discordância quando se fala que na preparação das aves se usam antibióticos como preventivos, uns defendem-nos acaloradamente outros estão liminarmente contra. Pessoalmente acho que não se devem dar antibióticos quando as aves se encontram em perfeitas condições de saúde. Não faz sentido. É quase como nós ser humanos tomarmos um antibiótico, por exemplo; para as dores de dentes sem que tenhamos algum problema dentário.

Como em equipa vencedora não se mexe vou utilizar, este ano, o mesmo método do ano anterior.

Um dos princípios que tento sempre manter é utilizar, sempre que possível, os produtos da mesma marca e/ou laboratório pois diz-me a experiência que um determinado produto pode não funcionar eficazmente sem outro da mesma marca e/ou laboratório. Procuro também fornecer aos meus canários produtos o mais naturais possíveis.

Ultimamente, e passe a publicidade, como estou utilizando os produtos da Zoopan, lembrei-me de lhes escrever no sentido de me esclarecerem sobre esta questão dos antibióticos, com que todos os anos os criadores se debatem remetendo-lhes no passado dia 11 de Dezembro o e-mail que de seguida transcrevo:

Exm.ºs Senhores;


Pelo presente e como utilizador dos produtos Zoopan nos meus canários venho solicitar-vos o favor de me indicarem concretamente quais os produtos Zoopan utilizados na canaricultura que não são antibióticos, este pedido tem a ver com o facto de não fazer sentido a administração de um antibiótico numa ave sem sintomas de doença apenas como preventivo. Passe o exagero da comparação é como um humano tomar um remédio para uma dor de dentes sem a ter.


Pretendo proceder à desparatização interna dos meus canários e o produto da Zoopan que me parece ser o mais eficaz é o Vermizoo no entanto e como não tenho qualquer formação na área da medicina e/ou veterinária não faço a menor ideia se o produto que refiro é ou não um antibiótico.


No ano transacto já utilizei a gama de produtos da Zoopan pelo que agradeço se me indicarem então quais os, vossos produtos, que não são antibióticos para o fim em vista; desparatização interna.


No meu blogue referi o ano passado o esquema que utilizei para a preparação e criação que podem ver na secção Etiquetas, no ítem Alimentação e Afins, localizado no lado direito do blogue


Desde já grato, sou,


Armindo Tavares.



Em resposta ao meu e-mail chegada em 5 de Janeiro de 2011, e que devidamente autorizado transcrevo, diz o Exmo. Snr. Mário Miraldo, do Zoopan, o seguinte:

"… Por motivos de força maior não me foi possível responder às suas questões em tempo útil oportuno.

Não é para nós normal dar uma resposta tão tardia a este tipo de questões e, por isso apresento as minhas desculpas.


Espero que a dedicação que tem dado aos nossos produtos não seja afectada por esta demora, o que seria pena pois deixaria de utilizar produtos com garantia máxima de qualidade.


Indo ás suas perguntas:


Quanto aos nossos produtos que são à base de antibióticos, poderá encontrá-los no ficheiro anexado (Ornitofilia Brochura técnica + Produtos) na pagina 6ª ou antepenúltima em PRODUTOS DE USO VETERINÁRIOS-ZOOPAN. Dos produtos aí encontrados todos são à base de antibióticos (curativos de doenças infecciosas provocadas por bactérias) e anti-protozoários (e curativos à infestações/infecções provocadas por coccidias, tricomonas, histomonas, balantídios, etc.). De todos os produtos da referida página apenas dois não contém antibióticos e estes são o VERMIZOO que é um desparasitante interno (parasitas do intestino, estômago e pulmões) e o BRONCÓLIS que actua como broncodilatador, fluidificante da expectoração e anticéptico das vias respiratórias. Portanto, como poderá verificar, os produtos que contêm antibióticos são os seguintes anti-infecciosos e anti- protozoários: MICORESP, COCCIMIR, ENROXINA, SALMOCÓLI, SULFAPRIME, TYLFUR e TRICOBACTER.


"… este pedido tem a ver com o facto de não fazer sentido a administração de um antibiótico numa ave sem sintomas de doença apenas como preventivo. Passe o exagero da comparação é como um humano tomar um remédio para uma dor de dentes sem a ter…". Esta é uma frase sua absolutamente correcta. A utilização de produtos preventivos de enfermidades só poderão ter algum sentido nos seguintes casos:


A) - Quando não se tem a possibilidade de fazer uma quarentena completa, isto é, manter isoladas todas as novas aves que se adquiriram no exterior e se pretende introduzir no aviário. Numa quarentena, o tempo de isolamento mais adequado é, como o nome subentende, de cerca de quarenta dias pois há doenças que se podem rebelar até esse período. Só quando o tempo de isolamento (quarentena), não é utilizado correctamente pelos ornitófilos (raramente usam o tempo recomendado) é que será necessário fazer um "varrimento" ou limpeza preventiva, prática seguida por vários ornitófilos, que consiste , básicamente , na administração (com doses terapêuticas) de um produto de largo espectro de acção para as infecções respiratórias (Micorresp ou Enroxina), um produtos de largo espectro de acção contra os protozoários (Coccimir ou Sulfaprime e ou Tricobacter ) e um produto de largo expectro de acção contra os vermes intestinais, estômago, traqueia e pulmões (Vérmizoo).


B) - Quando o ornitófilo leva as aves para exposições, uma vez que a exposição é sempre uma situação de forte stress para as aves (manipulação, transporte, barulhos, agitação ambiental e alta concentração bacteriana) que, se não estiverem com as defesas orgânicas devidamente habilitadas ficam afectadas por bactérias que provocam doênças que se vão revelar dias após regressarem ao aviário e contaminar todo o bando residente. Nenhum ornitófilo gosta de ser surpreendido com todo o aviário afectado com uma doênça infecciosa quando sabe que pode fazer a prevenção tratando as aves que estiveram na exposição antes de as juntar ao aviário.


Esquema de tratamento utilizado e indicado no seu blogue (dou-lhe os parabéns e desejo-lhe sucesso cada vez maior). Está dentro do que nós recomendamos. Terá melhores resultados se utilizar muito mais vezes o BIO-SAC (na papa) ou BIO-SAC WS (na água) pois, além de reforçar as defesas do organismo contra as infecções bacterianas, vão manter sempre em estado óptimo o eco-sistema digestivo que é muito importante para uma correcta absorção de todos os nutrientes vitais. Há ornitófilos que dão o Bio-sac práticamente todos os dias, com óptimos resultados…"


E pronto, amigos, através desta resposta fica um pouco desmistificada a questão de se dar ou não dar antibióticos às nossas aves na altura em que as começamos a preparar para a época reprodutiva. Como digo no inicio do texto em equipa ganhadora não se mexe pelo que cada criador deverá tirar as ilações que quiser desta prosa que publico a titulo meramente informativo.