7 de maio de 2011

ESTA "PAPAROCA" TEM FUNCIONADO LINDAMENTE

Quando escrevo neste espaço gosto de o fazer com o máximo possível de certeza pois se há pessoas que me seguem e leem que sabem tanto como eu, também as há em busca de informação de quem tem um pouco mais de experiência.

Conforme referi aqui, durante a primeira postura tive de mudar o modo de alimentação dos meus canários que sem razão aparente "enjoaram" das papas que lhes estava a fornecer e que não continham ovo. Chegando inclusivê a fazer papa caseira pois havia filhotes para alimentar e as mães não se mostravam interessadas no que tinham à disposição.
Prefiro esta marca de couscous composta por granulos bastante miúdos
Não inventei nada pois muitos criadores utilizam este sistema de farinhada que dão aos seus canários durante a época de reprodução, como em tudo com uns resulta com outros nem por isso. Mas comigo resultou, e de que maneira!

O método utilizado é facílimo e os "ingredientes" encontram-se quase todos em qualquer hipermercado.

Couscous com sementes de mistura, demolhados de um dia para o outro
Utilizo três partes de couscous, quatro partes de água, uma parte de sementes de mistura, niger germinado, papa semi-húmida, papa húmida e pontualmente bróculo, da seguinte maneira:

O germinado que junto aos couscous é só de níger
Numa pequena vasilha coloco 3 colheres de sopa de couscous, uma colher de sopa de sementes de mistura e agito bem para interligar as sementes e os couscous, de seguida adiciono 4 colheres de sopa de água e coloco num local fresco de um dia para o outro, tendo sempre em atenção que nesse período de tempo o peparado não azede.

Misturo o níger germinado e os couscous com esta papa.
No dia seguinte com a ajuda de um talher junto ao preparado o níger germinado, aproximadamente duas colheres de sopa rasas e papa semi-humida na quantidade que acho necessária para que os couscous e o germinado fiquem fofos, soltos, húmidos quanto baste e sem formarem grumos.

Há mais de 10 anos que não dava desta papa: Witte Molen
Em recipientes apropriados coloco o preparado só nos casais que têm filhotes e é um regalo verificar a vontade com que os canários se atiram ao preparado; deve-se ter bastante atenção ao seguinte quanto mais húmido for servido o preparado maior é o risco de azedar, assim o melhor é servir sempre pequenas porções por forma a que as aves comam tudo no mais curto espaço de tempo.

Pontualmente e apenas como guloseima dou bróculo
Apesar do conselho que dou acima eu coloco sempre o recipiente cheio e, até agora talvez por sorte, nunca tive os couscous azedados, de qualquer forma só se os canários não tiverem outro alimento é que "pegam" nous couscous ou outro alimento azedo, para já, pelo menos comigo isto tem funcionado bem.

Também enquanto os canários estão em criação tenho sempre à disposição deles um outro recipiente com papa que no caso actual é a Witte Molen.
Há que se ter algum cuidado com este preparado pois engorda demasiado os canários, mesmo com estes a ajudarem na alimentação das crias, e depois não galam em condições.
Pontualmente e apenas com guloseima dou-lhes de vez em quando bróculo.
Já há cerca de duas semanas que em vez de dar o niger germinado misturado com os couscous as sementes e a papa, estou a dá-lo misturando-o logo com os couscous de um dia para o outro como faço com as sementes e não notei que os canários dessem pela diferença.
Como está a dar resultado em equipa que ganha não se mexe!...

25 de abril de 2011

ESTAFILOCOCOS, COMO NÓS OS TRANSMITIMOS ÀS NOSSAS AVES

Um criador que faz o favor de ouvir os meus conselhos quando precisa de esclarecer alguma dúvida, telefonou-me um destes dias e disse-me uma coisa que, confesso, estava longe de suspeitar nós, criadores, contaminámos as nossas aves com estafilococos!

Este criador andava com problemas na criação pois os embriões estavam a ser mal gerados; não se formavam totalmente e aqueles que se formavam não eclodiam. Com base não só em dicas minhas como de outros criadores lá foi fazendo uma série de experiências infelizmente sem qualquer resultado prático até que por interposto amigo conseguiu uma mandar fazer uma análise laboratorial a alguns dos embriões, tendo sido detectada a presença de estafilococos nos mesmos. Achado o problema foi só dar o medicamento certo e as coisas correram normalmente; o curioso é que as análises vieram como “recado” de ser aconselhável o uso de luvas no manuseamento não só dos canários mas também dos ovos, pois a nossa pele porta os estafilococos (isto dito por ele) que transmite às aves.


Curioso com esta “descoberta” andei a pesquisar por diversos artigos, blogues e fóruns que falavam sobre Estafilococos, fiz uma pequena síntese do que li e que me pareceu ser mais importante como a seguir segue:

Os Estafilococos, nome científico Staphylococcus Aureus, são uma bactéria comummente conhecida pelos criadores como causadora de lesões nas patas dos canários que causa necroses levando à perda de dedos e, por vezes, à morte do canário. Esta bactéria que pode ser transmitida de variadas formas aos canários, desde picadelas de insectos, passando por sobrelotação do local onde os canários se encontram alojados, tem uma particularidade que eu desconhecia; é que o próprio criador a pode transmitir aos canários não só ao pegar neles como, inclusive, transmiti-la através do manuseamento dos ovos, por exemplo: ao retirá-los, dos ninhos, para os trocar por ovos falsos enquanto a postura não termina, sendo esse motivo, para mim, possivelmente um dos principais transmissores dessa bactéria às aves. Os Estafilococos como a casca do ovo é porosa, atravessam-na facilmente quando os manuseamos sem a utilização de umas luvas, pois esta bactéria é transmitida através da pele das nossas mãos.


Sabemos que há doenças com sintomas tão idênticos, nas aves, que por vezes é uma lotaria acertar no tratamento das mesmas e esta bactéria tem a particularidade de impedir o bom desenvolvimento dos embriões nos ovos levando à sua morte prematura; geralmente levamos para a falta de calor no choco ou até atribuímos à trovoada estes pequenos grandes pormenores ou levamo-los até para outras situações  ou campos, como por exemplo atribuir a uma alimentação inadequada a inflamação do fígado da ave que se apresenta congestionado e que acaba por levar à morte da mesma, quando afinal o mal é outro.

Como em praticamente todos os casos relacionados com aves um método preventivo eficaz passa pela constante limpeza das instalações, higienização do material utilizado, limpeza dos fundos e poleiros das gaiolas e evitar excesso de lotação de aves numa mesma voadora e, por conseguinte, sendo aconselhável a utilização de luvas quando se pega numa ave mas particularmente quando se manuseiam os ovos. Por acaso utilizo pontualmente luvas para pegar nos canários mas mais no inverno quando tenho as mãos frias.


Num dos artigos que li especificamente sobre os estafilococos era aconselhado a não colocação de ovos em cima de sementes enquanto aguardavam para serem colocados debaixo das canárias!

Como tratamento devem ser utilizados antibióticos apropriados para a aquela patologia existentes no mercado, como por exemplo a Enroxina, da Zoopan.

25 de março de 2011

EQUILIBRADAMENTE VARIEGADOS

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Já começa a aparecer algum variegado. Vamos aguardar pela muda para ver como vão ficar!