2 de dezembro de 2011

1.ª EXPOSIÇÃO MONOGRÁFICA INTERNACIONAL DO CLUBE DO CANÁRIO ARLEQUIM PORTUGUÊS

Da esquerda para a direita: João Paulo Teixeira, Nuno Silva, Armindo Tavares, François Vingolato, Maia Fernandes, Jorge Carlos Franqueira, José Caldeira, Mário Costa, Alcides Castro e Bruno Rocha.
No passado domingo fui, como muitos outros expositores, um bom bocado mais cedo até ao local onde o Clube Ornitológico de Esmoriz em parceria com o CCAP realizara mais um evento ornitológico, com a aliciante novidade de o CCAP levar a cabo a sua 1.ª Exposição Monográfica Internacional do Canário Arlequim Português.

Deixo aqui uma particular palavra de apresso para o staff do COE pelo empenho demonstrado na realização e bom andamento do certame e pela simpatia com que todos os elementos davam as boas vindas aos visitantes.

Andava por lá deambulando a ver e fotografar os canários arlequim pontuados quando um dos elementos, simpaticamente, se lembrou de reunir alguns dos criadores de canários arlequim português para tirarem uma foto de grupo, a qual partilho nesta postagem. Tive pena que outros criadores não tivessem também enriquecido a foto com a sua presença por terem chegado depois, como por exemplo os jovens Ricardo Oliveira e Pedro Pereira e ainda o novel amigo Carlos Lopes, o "veterano" Nelson Silva, Rogério Garcia ou Albertino Martins, entre outros.

Partilho seguidamente e aleatoriamente fotos dos canários que obtiveram pontuação para terem lugar no pódio, entre individuais e equipas, tendo propositadamente omitido o nome dos expositores porque algumas das fotos que bati não apanharam a respetiva ficha; como se publicasse o nome de uns, e de outros não, poderia levar a mal entendidos optei por esta situação.

















28 de novembro de 2011

ÉPOCA, "COMPETITIVA", TERMINOU


Com o levantamento, ontem, dos exemplares que apresentei a concurso na 1.ª Exposição Internacional Monográfica do Clube do Canário Arlequim Português e na XXXII Exposição Ornitológica do Clube Independente de Matosinhos, dou por encerrada a participação dos meus passarinhos em eventos ornitológicos.

Há dois importantes eventos a que gostaria de enviar um ou outro exemplar mas, para além da crise económica que a todos afeta, sei até onde posso ir e o meu calcanhar de Aquiles, nos arlequins, continua a ser o variegado pelo que apenas iria gastar dinheiro ao participar nesses dois eventos o Nacional e o Mundial. Já sei que não indo a nenhum deles não marco de certeza mas, como disse, sei até onde posso chegar. Tenho quase a certeza que para o ano será melhor, pelo menos tenho já há algum tempo vindo a preparar-ma atempadamente para isso, apesar de o fator sorte ser de extrema importância.

Participei com vários do meus passarinhos em quatro eventos ornitológicos não marcando apenas em um, curiosamente no do Clube do Canário Arlequim Português, mas mentiria a mim mesmo se dissesse que contava pontuar com as aves apresentadas, pois no caso concreto a minha intenção foi apenas a de participar por não ter já aves capazes de eventualmente marcarem.

Como criador e apaixonado do Canário Arlequim Português apraz-me verificar que, em termos percentuais, cerca de 40% das aves apresentadas nos diversos certames que visitei e em que participei existem já exemplares de inegável qualidade. Penso que para o aumento dessa qualidade tem contribuído o trabalho de quem julga que tem penalizado, e bem, as aves que não são Arlequins particularmente as aves sem qualquer forma e posição (relembro que o canário arlequim português é um canário de porte e que tem de ter uma forma e posição em conformidade com o Standard aprovado pela COM) imbuindo deste modo o espírito de quem participa de que deve melhorar a qualidade das suas aves e não apresentar a concurso aves sem qualquer forma e posição apesar de terem um bom variegado; e alguns criadores que como costumo dizer "não brincam em serviço" e têm vindo a fazer um trabalho notável de seleção dos seus exemplares.  Claro que há Juízes que julgam melhor e/ou têm uma opinião mais abrangente sobre determinado item do Standard e outros nem tanto gerando, como sempre, alguma polémica os que ganham acham bem os que perdem nem por isso! Mas no cômputo geral creio que é de dar os parabéns aos Juízes que começam a "ver" o Arlequim com outros olhos e pontuam com  maior rigor, assim como aos expositores que de ano para ano vêm melhorando as suas aves.

Parabéns a todos os que, premiados ou não, têm contribuído cada ano que passa para que o Canário Arlequim Português se venha impondo na ornitologia nacional e mundial como raça portuguesa de eleição "Primus Inter Pares"!

Por mim continuarei como até aqui, neste cantinho, divulgando uma ou outra experiência e começando já a 
ansiar pela próxima época.

Até lá!

26 de novembro de 2011

CANÁRIOS DE PORTE DE "A a Z" FIFE FANCY

País de origem: Escócia. 

O Fife Fancy surge por selecção do canário Border, remontando a sua origem a 1951. Por esta altura o Border era uma ave bastante mais pequena mas com características ainda pouco apuradas pelo que, dada a sua baixa qualidade, os criadores começaram a utilizar outras aves aumentando com essa introdução o tamanho do Border. Surge então um grupo de criadores que opondo-se, ou não concordando, com essas alterações do Border Fancy que a pouco e pouco atingia um tamanho bem maior, decide preservar e melhorar as características da ave original, dando origem ao aparecimento do canário Fife Fancy.

Cerca de 15 anos depois num Congresso realizado em Kircaldy, na Escócia, foi decidido o standard geral designando-se esta ave definitivamente como Fife Fancy (Fife é o local de onde era originário Walter Lumsden que convidado a dar um nome ao canário o “batizou” de Fife Fancy) devendo as suas características corresponder a uma ave de pequeno tamanho alegre e graciosa de plumagem bem aderente e uma forma arredondada tanto no corpo como na cabeça.

Foto de autor não identificado.


Nota: Esta pequena introdução, (não vinculativa) tem como base uma pequena pesquisa feita pela Internet suportada na leitura de vários textos.

Atualmente o Standard Canário Fife Fancy, aprovado pela C.O.M., é o seguinte:

TAMANHO
11 cm. máximo.
Pontuação: 25.

CABEÇA
Cabeça pequena e perfeitamente esférica.
Bico curto e cónico. Nuca profunfa.
Olhos bem centrados.
Pontuação: 10.

CORPO E DORSO
Corpo em forma de ovo. Peito arredondado, sem proeminência.
Em forma de coração, visto de frente.
Dorso redondo e ligeiramente abaulado.
Pontuação: 10.

ASAS
De comprimento adequado ao corpo, juntando-se sobre o uropígio sem se cruzarem.
Pontuação: 10.

PLUMAGEM
Lisa; bem aderente ao corpo; de boa qualidade.
Pontuação 10.

COR
Rica e quente.
Coloração artificial interdita.
Pontuação: 10.

POSIÇÃO E MOVIMENTO
Altiva, semi-erguida a 60º.
Pontuação: 10.

PATAS
As coxas, curtas, são parcialmente visíveis.
Patas de comprimento médio.
Pontuação: 5.

CAUDA
Curta e cerrada. Redonda na base.
Pontuação: 5.

SAÚDE E CONDIÇÃO
Em boas condições de saúde, sem deformações ou outros defeitos.
Pontuação: 5.  

Gaiola de exposição: Gaiola tipo Border com dois poleiros de 12 mm, distanciados 5 arames.