-fixar uma série de qualidades pretendidas pelo criador.
Espaço dedicado à canaricultura em geral e ao Canário Arlequim Português em particular
29 de agosto de 2011
CONSANGUINIDADE - O MELHORAMENTO GENÉTICO DO PLANTEL
-fixar uma série de qualidades pretendidas pelo criador.
19 de agosto de 2011
COMO AUMENTAR O TAMANHO DOS CANÁRIOS
O Canário Arlequim Português é uma ave que face ao atual Standard deve obedecer ao tamanho de 16 cm, devendo em exposições ser penalizada em consonância se o tamanho for inferior e/ou superior aos 16 cm.
- Hereditariedade
- Alimentação
- Ambiente
- Seleção
Deve portanto um criador introduzir novas aves no seu plantel, para manter a diversidade genética.
ALIMENTAÇÃO
Deve ser muito rica e variada, evitando a carência de vitaminas, aminoácidos e outros componentes, que também provocam a diminuição do tamanho. A mistura de sementes adquiridas normalmente nas lojas comerciais, são insuficientes pois muitas delas são desequilibradas.
As sementes frescas, o germinado, fruta, proteína animal, e uma papa de qualidade com uma percentagem de proteína entre os 16% a 18% são elementos indispensáveis para obtermos aves de qualidade.
AMBIENTE
Uma boa higiene e alojamentos espaçosos devidamente arejados, são condições para noa permitir um bom desenvolvimento do tamanho. A experiência demonstra-nos que a criação em espaços grandes (voadeiras) torna as aves mais robustas e com melhor desenvolvimento do seu esqueleto em relação a outras criadas em espaços pequenos, independentemente do tipo de alimentação ministrada.
Outro pormenor importante é que as aves em comunidade adquirem efeitos estimulantes para uma alimentação plena.
As baixas temperaturas no local de criação produzem nos canários um efeito de aumento substancial do peso, devido estas procurarem assiduamente os alimentos.
Outro factor importante é sem dúvida a iluminação no canaril. Quanto maior o número de horas de luz (dias maiores) mais tempo os progenitores se dedicam à alimentação das crias.
SELEÇÃO
A seleção rigorosa e criteriosa das aves de maior tamanho é muito importante. As fêmeas maiores têm tendência a pôr ovos maiores. Um ovo maior é mais rico em reservas proteicas, dando origem a crias mais fortes e resistentes.
Os machos maiores têm já o património genético do tamanho grande para transmitirem às crias..."
9 de junho de 2011
AS TRICOMONAS

7 de maio de 2011
ESTA "PAPAROCA" TEM FUNCIONADO LINDAMENTE
Conforme referi aqui, durante a primeira postura tive de mudar o modo de alimentação dos meus canários que sem razão aparente "enjoaram" das papas que lhes estava a fornecer e que não continham ovo. Chegando inclusivê a fazer papa caseira pois havia filhotes para alimentar e as mães não se mostravam interessadas no que tinham à disposição.
| Prefiro esta marca de couscous composta por granulos bastante miúdos |
O método utilizado é facílimo e os "ingredientes" encontram-se quase todos em qualquer hipermercado.
| Couscous com sementes de mistura, demolhados de um dia para o outro |
| O germinado que junto aos couscous é só de níger |
| Misturo o níger germinado e os couscous com esta papa. |
| Há mais de 10 anos que não dava desta papa: Witte Molen |
Pontualmente e apenas como guloseima dou bróculo |
Também enquanto os canários estão em criação tenho sempre à disposição deles um outro recipiente com papa que no caso actual é a Witte Molen.
25 de abril de 2011
ESTAFILOCOCOS, COMO NÓS OS TRANSMITIMOS ÀS NOSSAS AVES
25 de março de 2011
EQUILIBRADAMENTE VARIEGADOS
Já começa a aparecer algum variegado. Vamos aguardar pela muda para ver como vão ficar!
1 de março de 2011
A IMPORTÂNCIA DO VINAGRE DE CIDRA, NA ECLOSÃO DOS CANÁRIOS


Por causa do que referi atrás dei comigo a pensar o seguinte, se o vinagre de cidra tem a particularidade de tornar maleável um vulgar ovo, de tal forma que o conseguimos enfiar pelo gargalo de uma garrafa, então o mesmo deve ser bom para pulverizarmos os ovos dos nossos canários entre o nono e o décimo segundo dia, tornando as cascas mais macias para que os pequenotes as possam romper!
1 de fevereiro de 2011
REGISTO DE CRIAÇÕES, PRÁTICO E EFICAZ
2 - No computador tenho gravada uma "ficha" na medida da placa com os elementos que considero necessários para o registo da informação sobre a postura do viveiro onde for colocada.
3 - A ficha é colocada na placa e esta por sua vez é encaixada no viveiro e é removida em qualquer momento para anotar, os dias em que os ovos são postos, os ovos partidos, os ovos brancos, verificação dos ovos, data de nascimento dos filhotes e número de filhotes nascidos, etc., etc.
6 de janeiro de 2011
ANTIBIÓTICOS COMO PREVENTIVOS! SIM OU NÃO!?
Este ano tinha decidido aplicar a auto-vacina aos meus canários mas depois de conversar com vários criadores e sem chegar a nenhuma conclusão sobre se devia ou não dar a auto-vacina acabei por desistir pois uns eram favoráveis e outros desfavoráveis. Acontece exactamente a mesma discordância quando se fala que na preparação das aves se usam antibióticos como preventivos, uns defendem-nos acaloradamente outros estão liminarmente contra. Pessoalmente acho que não se devem dar antibióticos quando as aves se encontram em perfeitas condições de saúde. Não faz sentido. É quase como nós ser humanos tomarmos um antibiótico, por exemplo; para as dores de dentes sem que tenhamos algum problema dentário.
Como em equipa vencedora não se mexe vou utilizar, este ano, o mesmo método do ano anterior.
Um dos princípios que tento sempre manter é utilizar, sempre que possível, os produtos da mesma marca e/ou laboratório pois diz-me a experiência que um determinado produto pode não funcionar eficazmente sem outro da mesma marca e/ou laboratório. Procuro também fornecer aos meus canários produtos o mais naturais possíveis.
Ultimamente, e passe a publicidade, como estou utilizando os produtos da Zoopan, lembrei-me de lhes escrever no sentido de me esclarecerem sobre esta questão dos antibióticos, com que todos os anos os criadores se debatem remetendo-lhes no passado dia 11 de Dezembro o e-mail que de seguida transcrevo:
Exm.ºs Senhores;
Pelo presente e como utilizador dos produtos Zoopan nos meus canários venho solicitar-vos o favor de me indicarem concretamente quais os produtos Zoopan utilizados na canaricultura que não são antibióticos, este pedido tem a ver com o facto de não fazer sentido a administração de um antibiótico numa ave sem sintomas de doença apenas como preventivo. Passe o exagero da comparação é como um humano tomar um remédio para uma dor de dentes sem a ter.
Pretendo proceder à desparatização interna dos meus canários e o produto da Zoopan que me parece ser o mais eficaz é o Vermizoo no entanto e como não tenho qualquer formação na área da medicina e/ou veterinária não faço a menor ideia se o produto que refiro é ou não um antibiótico.
No ano transacto já utilizei a gama de produtos da Zoopan pelo que agradeço se me indicarem então quais os, vossos produtos, que não são antibióticos para o fim em vista; desparatização interna.
No meu blogue referi o ano passado o esquema que utilizei para a preparação e criação que podem ver na secção Etiquetas, no ítem Alimentação e Afins, localizado no lado direito do blogue
Desde já grato, sou,
Armindo Tavares.
Em resposta ao meu e-mail chegada em 5 de Janeiro de 2011, e que devidamente autorizado transcrevo, diz o Exmo. Snr. Mário Miraldo, do Zoopan, o seguinte:
"… Por motivos de força maior não me foi possível responder às suas questões em tempo útil oportuno.
Não é para nós normal dar uma resposta tão tardia a este tipo de questões e, por isso apresento as minhas desculpas.
Espero que a dedicação que tem dado aos nossos produtos não seja afectada por esta demora, o que seria pena pois deixaria de utilizar produtos com garantia máxima de qualidade.
Indo ás suas perguntas:
Quanto aos nossos produtos que são à base de antibióticos, poderá encontrá-los no ficheiro anexado (Ornitofilia Brochura técnica + Produtos) na pagina 6ª ou antepenúltima em PRODUTOS DE USO VETERINÁRIOS-ZOOPAN. Dos produtos aí encontrados todos são à base de antibióticos (curativos de doenças infecciosas provocadas por bactérias) e anti-protozoários (e curativos à infestações/infecções provocadas por coccidias, tricomonas, histomonas, balantídios, etc.). De todos os produtos da referida página apenas dois não contém antibióticos e estes são o VERMIZOO que é um desparasitante interno (parasitas do intestino, estômago e pulmões) e o BRONCÓLIS que actua como broncodilatador, fluidificante da expectoração e anticéptico das vias respiratórias. Portanto, como poderá verificar, os produtos que contêm antibióticos são os seguintes anti-infecciosos e anti- protozoários: MICORESP, COCCIMIR, ENROXINA, SALMOCÓLI, SULFAPRIME, TYLFUR e TRICOBACTER.
"… este pedido tem a ver com o facto de não fazer sentido a administração de um antibiótico numa ave sem sintomas de doença apenas como preventivo. Passe o exagero da comparação é como um humano tomar um remédio para uma dor de dentes sem a ter…". Esta é uma frase sua absolutamente correcta. A utilização
de produtos preventivos de enfermidades só poderão ter algum sentido nos seguintes casos:
A) - Quando não se tem a possibilidade de fazer uma quarentena completa, isto é, manter isoladas todas as novas aves que se adquiriram no exterior e se pretende introduzir no aviário. Numa quarentena, o tempo de isolamento mais adequado é, como o nome subentende, de cerca de quarenta dias pois há doenças que se podem rebelar até esse período. Só quando o tempo de isolamento (quarentena), não é utilizado correctamente pelos ornitófilos (raramente usam o tempo recomendado) é que será necessário fazer um "varrimento" ou limpeza preventiva, prática seguida por vários ornitófilos, que consiste , básicamente , na administração (com doses terapêuticas) de um produto de largo espectro de acção para as infecções respiratórias (Micorresp ou Enroxina), um produtos de largo espectro de acção contra os protozoários (Coccimir ou Sulfaprime e ou Tricobacter ) e um produto de largo expectro de acção contra os vermes intestinais, estômago, traqueia e pulmões (Vérmizoo).
B) - Quando o ornitófilo leva as aves para exposições, uma vez que a exposição é sempre uma situação de forte stress para as aves (manipulação, transporte, barulhos, agitação ambiental e alta concentração bacteriana) que, se não estiverem com as defesas orgânicas devidamente habilitadas ficam afectadas por bactérias que provocam doênças que se vão revelar dias após regressarem ao aviário e contaminar todo o bando residente. Nenhum ornitófilo gosta de ser surpreendido com todo o aviário afectado com uma doênça infecciosa quando sabe que pode fazer a prevenção tratando as aves que estiveram na exposição antes de as juntar ao aviário.
Esquema de tratamento utilizado e indicado no seu blogue (dou-lhe os parabéns e desejo-lhe sucesso cada vez maior). Está dentro do que nós recomendamos. Terá melhores resultados se utilizar muito mais vezes o BIO-SAC (na papa) ou BIO-SAC WS (na água) pois, além de reforçar as defesas do organismo contra as infecções bacterianas, vão manter sempre em estado óptimo o eco-sistema digestivo que é muito importante para uma correcta absorção de todos os nutrientes vitais. Há ornitófilos que dão o Bio-sac práticamente todos os dias, com óptimos resultados…"
E pronto, amigos, através desta resposta fica um pouco desmistificada a questão de se dar ou não dar antibióticos às nossas aves na altura em que as começamos a preparar para a época reprodutiva. Como digo no inicio do texto em equipa ganhadora não se mexe pelo que cada criador deverá tirar as ilações que quiser desta prosa que publico a titulo meramente informativo.
28 de dezembro de 2010
TÉCNICAS OU MÉTODOS DE ACASALAMENTOS UTILIZADOS COM OS CANÁRIOS
Desde o livro "A Moderna Criação de Canários" da autoria, do saudoso Juiz de Canários de Cor, Snr. Manuel Gonçalves (que tive o prazer de conhecer) e que foi o primeiro que comprei, seguido dos títulos: "ABC da Criação de Canários" e "Raças de Canários" o que na altura me pareceu mais completo foi um livro com 285 páginas, ilustrado com fotos de canários de cor e porte (curiosamente as fotos dos canários de porte, na sua grande maioria, já nada têm a ver com os actuais standards), da autoria de Vittorio Menassé, autor de vários livros sobre ornitologia,cujo título em português é "O Livro dos Canários" e dado è estampa pela Editorial de Vecchi.

O teor do livro é de fácil compreensão e tem ensinamentos de métodos que, de um modo geral, não saiem muito do padrão que todos os criadores com mais ou menos experiência conhecem, mas tem uma referência que me chamou particular atenção, foi a afirmação de que os casais que iriam ser utilizados para reprodutores deviam passar o inverno juntos, apesar de não se alongar sobre o que fazer para se evitar uma entrada precoce na criação.
Utilizei o método durante dois ou três anos mas acabaria por desistir por, em primeiro lugar todos os criadores conhecidos não utilizarem o método e me dizerem ser errado e, em segundo lugar, porque talvez devido à minha inexperiência quando juntava os casais, geralmente no inicio de Dezembro, passadas duas ou três semanas tinha fêmeas a pôr ovos, a maior parte das vezes sem estarem galados e mesmo quanto estavam galados os filhotes não se vingavam por às vezes as temperaturas, demasiado baixas, fazerem as fêmeas abandonarem o ninho e consequentemente a alimentação dos filhotes.
Este método de os reprodutores passarem o inverno juntos, viria a ser adoptado bastantes anos depois pelo meu Pai (a quem emprestei o livro) que desde sempre e apesar dos meus "doutos conselhos" sempre seguiu o que pensava ser melhor e, a verdade, é que tem tido êxito.
A técnica consiste no seguinte:
- Até ao fim da muda as aves são tratadas normalmente com administração semanal ou bi-semanal de papa. Em inicio ou meados de Setembro deixa de fornecer papa aos canários
- Na última semana de Novembro e uma vez que os machos logo no fim da muda são isolados nas jaulas de criação, procede à selecção das fêmeas que pretende acasalar colocando-as nas jaulas com os respectivos machos, sem qualquer material de criação, logo na primeira semana de Dezembro. Entretanto foi feita a desparatização interna das aves.
- Aproximadamente em meados de Fevereiro, coloca as fêmeas de novo na voadora e começa então a prepará-las colocando-lhes papa à descrição e fornecendo-lhes suplementos vitamínicos. A preparação dos canários começa cerca de uma semana depois.
- No fim da primeira semana de Março e conforme vai verificando se as fêmeas estão ou não com cio coloca-as na jaula dos respectivos parceiros com quem estiveram cerca de dois meses e meio.
- O êxito deste método manifesta-se na altura das posturas em que é raríssimo ter ovos goros.

O método que utilizo é bastante diferente porquanto forneço papa todo o ano aos canários, obviamente que na época de acasalamento e reprodução as doses são substancialmente aumentadas, os machos para reprodução são isolados mal terminam a muda e em Dezembro "mostro-lhes" as fêmeas colocando-as numa voadora em frente a eles, (nesta altura os chilreios e gorjeios dos machos torna-se quase ensurdecedor) e junto-as quando acho que se encontram prontas para a reprodução o que acontece a partir de meados de Janeiro ou inicio de Fevereiro, se as temperaturas não forem muito baixas, com tudo o que é necessário para fazerem o ninho.
Sei, de casos raros, em que as fêmeas são colocadas na jaula de criação em primeiro lugar com tudo o que for necessário para fazerem o ninho e só quando o ninho se encontra meio feito juntam-lhe o macho.
Vantagens destes métodos, no primeiro caso em que passam o inverno juntos os "calores" dos machos são mais reservados pois estiveram o tempo todo com as fêmeas e apesar de ser estimulado naturalmente ao ficarem sem elas, quando as fêmeas lhes são de novo chegadas galam-nas pura e simplesmente sem qualquer tipo de "guerra" mantendo-se durante a época de reprodução o cio de uma forma constante e não agressiva o que motiva posturas mais fecundas.
O sistema. por mim utilizado, em que "mostro" as fêmeas aos machos funciona na medida em que estando a fêmea pronta mal a meto ao macho este gala-a de imediato, mas não impede às vezes alguma agressividade do macho com o cio demasiado elevado.
O sistema em que se chega a o macho à fêmea tem a desvantagem de se a fêmea for dominante, e não estiver convenientemente receptiva ao macho, ser agressiva com ele e gora-se o acasalamento pretendido pois o macho com medo deixa de se fazer à fêmea.
Haverá ainda quem apenas pegue na fêmea e a chegue ao macho na altura da criação, mas esse é um método que, francamente, desaconselho pois em muitos casos por incompatibilidade e inclusive por uma questão territorial, há aves que se matam uma à outra
Existirá, possivelmente, outra metodologia de acasalamentos de canários mas creio que os métodos referidos são os mais conhecido e utilizados.
3 de outubro de 2010
* REMOÇÃO DE QUISTOS *
1.º - Acasalamento entre aves com uma consaguinidade muito próxima.
2.º - Aves com uma plumagem excessiva (por exemplo os Norwichs).
3.º - A mais comum, penas encravadas, muitas das vezes originadas por as aves se bicarem, principalmente na altura da muda.
A remoção de quistos que pretendo abordar é exactamente aquela que, mais tarde ou mais cedo acontecerá a quem se dispuser a criar canários, tem origem em pena ou penas encravadas. Estas penas encravadas, desenvolvem-se no interior da epiderme e à medida que crescem enrolam-se sobre si mesmas em forma de novelo dando, com o continuo crescimento, aparecimento a uma forma de pequeno grão de milho que é o chamado quisto.
No caso das aves com quistos ocasionados pela consanguinidade será mais constante o aparecimento, não só destes mas de outros tipos de quistos, pelo que obviamente, não é aconselhável a sua utilização como ave reprodutora.
Na impossibilidade de publicar fotos minhas sobre esta matéria utilizo, com a devida vénia, três fotos de colegas criadores o Nuno Carvalho (http://www.canariculturanunocarvalho.blogspot.com/) e o António Ganchinh0 (http://www.aganchinho.blogspot.com/)
Nesta a primeira foto vê-se o quisto já desenvolvido. É perfeitamente visível no centro da "bola" que se trata de um quisto provocado por uma pena encravada.
Nesta segunda foto vemos o quisto já "aberto" notando-se a pena putrefacta no seu interior.
Por fim nesta terceira foto vê-se perfeitamente o buraco deixado na ave pela extracção do quisto, que aparece no canto inferior direito da foto.
O sistema que utilizo para extrair os quistos é muito simples e, até à presente data, nunca me morreu nenhuma ave pela extração do quisto. Custa-nos um bocado porque a extração é feita a sangue frio e a ave tem dores mas quando a colocamos no viveiro, passadas umas horas, já parece outra pois encontra-se livre do apêndice que a incomodava.
O que utilizo para a extracção é, cuidadosamente, preparado antes de agarrar a ave e consiste no seguinte:
Alcool etílico para desinfectar o material a utilizar; gase para limpar a ferida (nunca algodão, o único que utilizo é o do cotonete que não se solta) água oxigenada para ajudar a limpar e estancar algum sangue; betadine para colocar na ferida; 1 cotonete para limpar o interior da ferida com betadine, 1 x-acto ou bisturi para fazer a incisão no quisto, uma pinça pequena para remover a pouco e pouco o novelo formado pela pena, uma tesoura e um pano limpo onde disponho tudo o que vou precisar.
1.º - Depois de desinfectar, bem, com alcool o instrumento cortante, a tesoura e a pinça, agarro a ave e dou inicio à extracção do quisto.
2.º - Se necessário aparo, com a tesoura, as penas à volta do quisto para que não entrem posteriormente para dentro da ferida que vai ficar.
3.º - Com o x-acto ou bisturi, faço uma incisão no quisto, no sítio onde melhor de nota o novelo formado pela pena. Se o corte for bem feito é raro aparecer sangue.
4.º - Após o corte, com ajuda da pinça vou retirando do interior a pena (que faz lembrar uma pipoca a esfarelar) até chegar a uma altura em que o "grosso" do quisto sai totalmente. Aqui há quase sempre o aparecimento de algum sangue é então utilizada a gase embebida em água oxigenada que com a ajuda da pinça introduzimos na ferida, para a lavar e estancar o sangue.
5.º - Ultrapassada a fase referida em 4.º embebo o cotonete em betadine e limpo cuidadosamente o buraco, causado pela extracção do quisto, bem como o bordo e se houver pele solta, pressiono-a levemente com o cotonete de forma a quase tamponar o ferimento.
6.º - Agora a ave deve ser colocada no viveiro e, dia sim dia ñão, aplico-lhe betadine até à completa cicatrização do ferimento. Regra geral entre os 10 e os 15 dias a aves está praticamante a 100%.
NOTA IMPORTANTE - Quando se detecta o quisto numa zona de grande aglomeração de vasos sanguíneos há que ter o máximo cuidado para não os atingir pois pode ser fatal para a ave.
25 de setembro de 2010
* CANÁRIOS ARLEQUIM PORTUGUÊS * O Variegado

Como digo a solução é usá-las para a reprodução e neste caso o que temos de juntar a uma ave destas? Segundo as observações e experiências que tenho feito obtêm-se alguns bons resultados se acasalarmos com estas aves uma ave variegada com predominância do melânico e com o mosaico bem marcado. Em alguns casos temos agradáveis surpresas na coloração obtida.
Tenho vindo a seguir os conselhos do Prof. Dr. Armando Moreno, tentando acasalar arlequins sempre equilibradamente variegados e ir "eliminando" os que nascem com nenhum ou pouco variegado.
Sendo certo que o tempo que levo de criação do canário arlequim português é, ainda, diminuto apercebi-me que é prematuro "desfazermo-nos" de imediato das aves com pouco ou nenhum variegado! Porquê? Simples! É que com o continuo acasalamento de aves equilibradamente variegadas vai haver tendência, ao fim de algum tempo, para obtenção de arlequins em que o variegado é demasiado escuro (melânico) ou demasiado claro (lipocrómico) deixando assim de serem arlequins equilibradamente variegados para passarem a ser apenas arlequins variegados.
Não sei se o sistema que utilizo para ultrapassar esta situação será correcto mas o que tenho vindo a fazer com, aliás, resultados que me satisfazem são acasalamentos, por exemplo: de um arlequim variegado com predominância melânica, com um arlequim com pouco ou nenhum variegado de predominância lipocrómica, utilizando o mesmo sistema na situação inversa.

Deste acasalamento, obtêm-se aves equilibradamente variegadas, aves variegadas e aves com pouco ou nenhum variegado. A partir daqui o criador terá que ter sensibilidade para seleccionar as aves que irão ser utilizadas na reprodução do próximo ano a fim de tentar obter o resultado pretendido.
Apesar de tudo o que digo também é verdade que por muitas "contas" que façamos quando juntamos duas aves equilibradamente variegadas, por vezes os filhotes nascem sucessivamente com pouco ou nenhum variegado e noutros casos quase nos apetece saltar de contentamento com um ninho cheio de passarinhos multicoloridos.
Escusado será dizer, pois penso que todos sabemos isso, geneticamente é impossível fixar as cores nos arlequins mas também não é menos verdade que esta incerteza sobre as cores que as aves nascidas irão trazer é mais um estímulo para o criador que, ansiosamente, espera ter os filhotes com as cores que idealizou. São situações como esta do variegado, no canário arlequim português, que fazem com que este seja um canário único na ornitologia mundial e que os seus apreciadores comecem, agora, a aparecer como as formigas num açucareiro, alguns um pouco "envergonhaditos" mas já com a "febre" de ver o que vão "tirar".
As fotos dos canários que fazem parte destes escrito, são de exemplares nascidos nas minhas instalações, dois tasi que não servem para concurso, mas que são óptimos para utilzar nas situações que referi.
Boa sorte para todos!
22 de julho de 2010
ENTREVISTA CONCEDIDA AO FÓRUM “NAÇÃO DOS CANÁRIOS” (BRASIL)
Sendo certo que este género de entrevistas faz bem ao ego, de qualquer entrevistado, não é menos verdade que a responsabilidade é maior quando o tema é a novel raça portuguesa do Canário Arlequim Português.
Com o meu muito obrigado pela distinção, transcrevo de seguida, com autorização do "Nação dos Canários", a referida entrevista na íntegra. Espero que gostem!
ENTREVISTANDO CRIADORES.
Antes de tudo agradeço em nome do fórum nação dos canários por sua disponibilidade e amabilidade de nos conceder e aceitar esta entrevista.
Nação - A sua família lhe apoiou quando decidiu criar canários?
Armindo - Quando comecei a criar canários, em 1978, tinha casado há pouco tempo e a esposa ainda não fazia ideia do que eu ia fazer. Como os passarinhos eram bonitos (de cor salmão) até achou alguma graça. Para além disso como estavam numa lavandaria/secadouro eram só dois não davam grandes preocupações. O pior viria depois com a continuidade da criação.
Nação - Gostaria de lhe perguntar sendo você criador de Arlequim Português como surgiu a paixão por estes canários?
Armindo -Eis uma pergunta que poderá gerar alguma polémica! Eu fui um grande "perseguidor" e detractor do Canários Arlequim Português. Porquê? Simples os canários que eu via eram todos pintos ou como os amigos dizem aí no Brasil "canários pé rapado". A paixão pelos Canários Arlequim Português aconteceu quase sem dar por isso. Eu vi os primeiros arlequins, creio que 2001, no Campeonato Mundial realizado em Portugal, na Vila da Feira e a única coisa que gostei foi das cores e da poupa, em tudo o resto para mim, aqueles canários eram pintos, com o evoluir da raça e após algum tempo de estudo comecei a vê-los com outros olhos e agora sou um seu acérrimo defensor.
Nação - Quais os problemas enfrentados no inicio da formação do seu plantel?
Armindo -Como disse atrás fui um grande, com letra grande, detractor do Canário Arlequim Português, mas como diz o povo, só os burros é que não mudam de opinião. Em 2007 comecei a "estudar" o fenómeno Arlequim Português. Li tudo o que havia para ler sobre a raça, na Internet e não só. Comecei a falar com entusiastas da raça e, literalmente, percorri Portugal do Norte a Sul visitando criadores já com "nome" feito na criação da raça e, em boa hora o fiz. Os canários que vi nada tinham a ver com os de 2001, eram esbeltos, cheios de vivacidade, com umas cores fantásticas e com um canto forte.
O único problema na constituição do plantel era a credibilidade dos criadores do Canário Arlequim Português, pois como ainda hoje há os fazedores de Arlequins já os havia nessa altura. Felizmente e em função da "pesquisa" que efectuei consegui arranjar seis casais de diferentes criadores alguns dos quais campeões nacionais. Não refiro nomes para não melindrar ninguém, mas eles sabem.
Nação - Quem influenciou você a criar Arlequim Português?
Nação - Na sua opinião o Arlequim encanta tanto as pessoas porque?
Armindo - Sou suspeito para responder a esta questão em face do meu entusiasmo para com o Canário Arlequim Português mas vou tentar ser isento na resposta que dividirei em duas partes;
1.ª Parte – Se a pessoa em questão for uma pessoa que apenas pretenda um passarinho para companhia o primeiro factor será a coloração e se seguida o canto, pouco se importando com o porte, posição ou tamanho do canário (aqui os "fazedores" de arlequins saiem beneficiados pois vendem os canários a preços irrisórios). Só se especificamente a pessoa souber distinguir um Arlequim e o quiser é que não será enganada.
2.ª Parte – Se a pessoa for um criador em principio saberá das dificuldades, ainda, existentes em obter Canários Arlequim Português capazes de ombrear com os seu pares em exposições e, neste caso, procurará obter um canário que tenha um bom porte, posição e tamanho, ficando para factor secundário a cor, pois tudo dependerá do acasalamento que fizer no futuro.
Nação - Você acha que os criadores irão expor e vender ao mercado internacional matrizes do Arlequim ou ainda deixaram internamente em Portugal?
Armindo -Só posso falar por mim. Comigo os melhores exemplares ficam em casa e vão para exposição as segundas escolhas o que não significa que não sejam excelentes exemplares. Nunca comprei um canário pela classificação que obtém. A ave tem de me "dizer" alguma. Crio canários há sensivelmente 32 anos, tive a felicidade de em todas as raças tirar sempre prémios (para tudo na vida é preciso sorte e ela também me tem acompanhado) e sempre assim procedi. Mesmo assim, as pessoas que me adquirem canários, até à data nunca tiveram razão de queixa.
Nação - O Arlequim foi reconhecido recentemente. O que os clubes e criadores portugueses estão fazendo para divulgar mundialmente o Arlequim?
Armindo - Infelizmente há muito poucos Clubes a fazerem alguma coisa de destaque em prol do Canário Arlequim Português. Por muito que me custe dizê-lo, inclusivê, o próprio Clube do Canário Arlequim Português, do qual faço parte não só como associado mas como membro da Direcção. Há um ou outro Clube que realiza Colóquios de esclarecimento (como por exemplo ultimamente o Clube Ornitológico de Setúbal, onde não pude estar presente pois ia com Presidente do CCAP e este adoeceu repentinamente, felizmente não foi nada de grave e haverá mais oportunidades) onde de um modo geral está alguém da Direcção do CCAP presente, mas pouco mais.
Tenho, contudo, por amor à verdade de salientar o seguinte: apesar de aparentemente o CCAP (Clube do Canário Arlequim Português) passar para o exterior uma imagem letárgica a verdade é que conseguiu uma coisa impensável, para muitos, o reconhecimento da raça de canários portuguesa. Portanto se esta aparente letargia der frutos no futuro, que assim continue!
Tanto quanto sei as duas Federações existentes em Portugal também pouco ou nada fazem na divulgação de uma raça que já não é de Portugal mas do Mundo.
Vão valendo os, verdadeiros, criadores do Canário Arlequim Português que através da troca de informações e debates, nos seus blogues ou fóruns, vão fazendo a divulgação do Canário Arlequim Português. Passe a publicidade, eu mesmo tenho um blogue dedicado ao Canário Arlequim Português, http://www.canariosarlequimportugues.blogspot.com/, onde divulgo os meus parcos conhecimentos.
Nação - Na sua opinião o que poderia ser melhorado para divulgar o Arlequim mundialmente?
Armindo - Não podemos até por falta de tudo, (condições; financeira, humana, logística e afins) exigir que o Clube faça muito mais do que o que fez, mas há Instituições ligadas à ornitologia com tudo aquilo que ao Clube falta que nada fizeram para a divulgação do Canário Arlequim Português, veja-se por exemplo o "destaque" dado no Mundial realizado em Portugal que foi… nenhum. Já sei que foi um evento Mundial mas as Federações não deixaram de ser Portuguesas.
Passado quase meio ano do reconhecimento internacional do Canário Arlequim Português as duas Federações Ornitológicas existentes em Portugal nada fizeram para divulgar ou informar os criadores portugueses do que é o Canário Arlequim Português.
Uma das formas a utilizar para a divulgação seria fazer em todo o mundo ornitológico o que fez a Federação Ornitológica Italiana e a Federação Ornitológica Belga que publicaram nos órgãos (revistas) respectivos matérias acerca do Canário Arlequim Português e, creio que, brevemente a Federação Ornitológica Cultural e Desportiva Espanhola, também deverá escrever algo (sei porque me contactaram solicitando fotos para possível publicação).
Para além disso e uma vez que o Canário Arlequim Português deixou de estar tutelado pelo CCAP (penso que haverá sempre uma palavra a dizer do CCAP quanto ao Arlequim) para passar a estar sob a alçada da COM as Federações Ornitológicas Portuguesas deveriam em eventos internacionais fomentar a divulgação do nosso canário.
Nação - Qual a característica que você mais aprecia no Arlequim?
Armindo - É-me extremamente difícil separar algo do Arlequim pois como disse um bom amigo meu, pessoa de proa do Canário Arlequim Português e que muito lutou para o seu reconhecimento o Canário Arlequim Português é único e marca a diferença na ornitologia mundial precisamente por jamais haver um exemplar igual ao outro, na cor. Mas das coisas que mais prazer me dá e, suponho, que a todos os criadores da raça é a incerteza da coloração do filhote que vemos nascer e que só no fim da última muda das penas é que nos diz o que é em termos de cor.
Uma particularidade interessante no Canário Arlequim Português (este 2011 vai ser o quarto ano que os crio) é que todos os anos a coloração sofre alterações, tenho casos de canários escuros que se tornaram malhados e malhados que ganharam outras cores. Enfim, um regalo para os olhos!
Nação - No manejo com o Arlequim esta sendo ou já foi utilizado amas-secas?
Armindo - Nunca, desde que crio canários utilizei amas, assim como nunca, desde que crio canários dei palitada ou seringada. Comigo se os pais não alimentarem os filhotes este morrem. Na natureza ninguém lhes vai dar a palitada.
Nação - Como você vê a ornitologia portuguesa hoje?
Armindo - Sem dúvida alguma e falando em termos de futebol, Portugal participa actualmente sempre na Liga dos Campeões. Se até há poucos anos eram os criadores portugueses a ir ao estrangeiro comprar canários, actualmente os papéis inverteram-se, Continua-se a comprar no estrangeiro mas já se valoriza, e muito, os criadores portugueses que em eventos internacionais se vêm afirmando todos os anos pela qualidade e excelência das aves apresentadas a concurso. Veja-se as últimas prestações em Reggio Emilia e nos Campeonatos Mundiais.
Nação - Quais as principais dicas que você dá para quem quer iniciar uma criação com o Arlequim?
Armindo -O Canário Arlequim Português, para um iniciante, é uma raça difícil de criar pois, apesar de estabilizada e reconhecida, ainda tem muito caminho para andar e necessita de ser protegida das imitações. Portanto aconselho que se informem bem sobre a raça e a "conheçam" antes de se meterem a comprar mas, fundamentalmente que não procurem fazer Arlequins com cruzamentos aleatórios de outras raças. Já há tantos e bons criadores de Canários Arlequim que já não se justifica esse tipo de habilidades, com o senão de desvirtuarem o canário.
Façam como eu, comprem Arlequins, a quem já deu provas que é um criador consciente da raça. São caros!? Serão, mas o que é bom paga-se! Em vez de vários casais comprem só um ou dois de qualidade.
Nação - Como você avalia o fórum nação dos canários?
Armindo - Bom, a resposta que vou dar vai deixar alguns leitores com um sorriso meio amarelo, mas digo sempre a verdade. Acho que o Nação dos Canários é um fórum excelente, sem membros a armarem-se em estrelas, demonstrando respeito por quem não sabe e onde todos se ajudam. No fundo os participantes fazem-me lembrar uma família e tal como nas famílias há altos e baixos mas todos se estimam e respeitam. Já referi isto, por outras palavras, no próprio fórum portanto não é favor pela entrevista.
Nação - Obrigado mais uma vez por sua disponibilidade e amabilidade de nos conceder e aceitar esta entrevista.
Armindo - Eu é que agradeço a oportunidade de falar sobre um tema que me é grato e sinto-me honrado pela distinção de ser o primeiro criador de Canários Arlequim Português a responder às questões colocadas pelo Nação dos Canários. Bem hajam!
Saudações ornitófilas.
Armindo Tavares.
3 de junho de 2010
PROTUBERÂNCIA NA BASE DO BICO - JÁ ALGUÉM TEVE CANÁRIOS COM ISTO?!
Como em 32 anos de criação nunca, mas nunca mesmo, me apareceu nada semelhante fiquei sem saber o que fazer; será que era contagioso? que "doença" seria?
Um deles aconselhou-me a ministrar o Spartrix (medicamento columbófilo contra as Tricomonas) se não curasse mal também não faria e o resultado ao fim do tempo recomendado (seis dias) a ministrar o Spartrix é o seguinte: o canário que estava com o papito no inicío já não tem nada, o do meio também, embora pouco, regrediu este da foto é que aparentemente não melhora mas também não piorou.
Se alguém já tiver passado por esta situação e tiver ou não conseguido resolver o problema, poderá, querendo, deixar o seu comentário nesta mensagem a fim de eu e todos os que leiam esta prosa ficarem esclarecidos.





