25 de outubro de 2011

CCPV - 6.º POSTURA SHOW 2011

Decorreu no passado sábado, e levado a cabo pelo Clube de Canários de Postura de Valongo, mais um evento, o "6.º Postura Show 2011".
Este Clube tem vindo a cimentar de ano para ano a qualidade das aves expostas este ano cerca de 550 canários de porte, e não digo isto por ter participado pois costumo visitar as expos mas apenas por amor à verdade, desde a "coqueluche" dos Glosters passando pelos Frisados Parisienses, e terminando nos Borders, estavam lá realmente aves magnificas.
Fui feliz na minha participação, pela primeira vez, neste evento e partilho algumas fotos com particular destaque para os meus passarinhos; este ano tem sido aziago mais uma vez a sorte nada quis comigo o meu melhor canário Par magoou-se num dedo e por isso não pode ser julgado. 
Apesar de não me poder queixar muito tenho de considerar uma ida à bruxa!

Pagando a inscrição.
Aspeto geral antes da abertura, ainda faltava muita gente.
O julgamento.
Quem diria que o passarito com um ar "escanzelado", que tenho no blogue, me viria a dar duas alegrias?

Se tivesse de apostar tinha apostado no que tirou o terceiro lugar.
Depois do par meu preferido, ter ficado de fora por se ter magoado numa pata, este é o meu segundo par preferido.
A foto da praxe.

22 de outubro de 2011

REPRODUTORES 2012

Partilho mais dois passarinhos que selecionei para serem reprodutores na próxima época de 2012.

14 de outubro de 2011

1.ª EXPOSIÇÃO MONOGRÁFICA INTERNACIONAL DO CLUBE DO CANÁRIO ARLEQUIM PORTUGUÊS



Em parceria com o Clube Ornitológico de Esmoriz, e integrada na Expo Ave 2011, decorrerá entre os próximos dias 24 a 27 de Novembro a 1.ª Exposição Internacional Monográfica do Clube do Canário Arlequim Português.

Neste certame que terá lugar nas instalações do Clube Caça e Pesca de Ovar e onde poderão participar todos os criadores de canários Arlequim Português, haverá além dos prémios habituais para as aves mencionadas no boletim de inscrição que ocupem lugares de acesso a prémio, um prémio especial, conforme consta do regulamento; por esse motivo convém pois não se enganarem nas secções e classes inscrevendo por lapso qualquer ave fora da classe.

Para os que tenham intenção de participar fica o aviso de que a data limite para inscrição das aves termina no próximo dia 10 de Novembro.

7 de outubro de 2011

REPRODUTORES 2012


Partilho mais duas fotos de reprodutores que irei utilizar em 2012, no caso presente duas fêmeas.



24 de setembro de 2011

REPRODUTORES 2012

Apesar de haver ainda um ou outro canário a largar uma ou outra pena a muda decorreu sem problemas de maior, sendo chegada a altura de começar a pensar nas poucas exposições em que tenciono participar com a meia dúzia de passarinhos que selecionei e, penso, terão alguma qualidade para esse fim.

Os canários arlequim português que tinha para dispensar e que no início deste mês comecei a entregar esgotaram, felizmente, rapidamente. Com a mesma rapidez precavi-me, atempadamente, com a aquisição de quatro novos exemplares, dois dos quais já em meu poder e os outros dois, embora já minha propriedade, virão depois de participarem em algumas exposições. Estes novos exemplares serão para para utilizar como reprodutores cruzando-os com meus canários que selecionei para reprodução em 2012. 

Todos nós criadores lutamos com a dificuldade de escoar passarinhos com mais de dois anos eu, francamente, ainda não entendi bem o porquê de as pessoas terem alguma relutância em adquirir esses exemplares, porque um canário do ano não é garante de bom reprodutor e se for um canário das últimas posturas pode nem estar apto a criar no ano seguinte. Vem isto a propósito das duas primeiras fotos de reprodutores que publico, reprodutores estes (ambos de 2008) que cheguei a colocar à venda mas desisti dessa decisão em virtude da qualidade dos mesmos decidindo criar mais um ano com eles.

Como crio sempre só com doze casais irei publicar cerca de trinta fotos isto é: vinte e quatro dos reprodutores e as restantes dos suplentes. As fotos serão publicadas de forma aleatória não correspondendo necessariamente, como no caso presente, ao casal que vai ser utilizado para procriar.




29 de agosto de 2011

CONSANGUINIDADE - O MELHORAMENTO GENÉTICO DO PLANTEL


Há coisas que todos nós que andamos no no mundo dos passarinhos sabemos ou, mesmo não sabendo, utilizamos sem dar o devido valor. Todos, de uma maneira ou de outra trabalhamos com a consanguinidade nos nossos planteis; todos sabemos, mais ou menos, como proceder mas na prática poucos sabem trabalhar em condições com a consanguinidade no sentido de obter melhores exemplares fixando determinadas características.
No blogue do meu amigo Bento Formigari Canaril Formosura encontrei o texto que abaixo transcrevo e que dada a simplicidade e objetividade da explicação dada baseada na, para alguns, conhecida Tabela de Felch vale a pena guardar para se consultar sempre que necessário. 

"...A consanguinidade.
A consanguinidade permite fixar os caracteres e assim criar uma linha estável a partir de dois indivíduos aparentados “in-reeding”. Contudo, esta técnica tanto fixa qualidades como defeitos, por isso é importante começar o processo a partir de um casal o mais perfeito ou de boa qualidade.
Em resumo a consanguinidade permite:
-revelar e eliminar os defeitos genéticos,
-fixar uma série de qualidades pretendidas pelo criador.
O princípio da consanguinidade é simples: consiste no acasalamento de indivíduos aparentados com o objetivo de fixar as suas qualidades no estado homozigótico.
- homozigótico - quando os dois alelos contêm a mesma informação para essa mesma característica;
- heterozigótico - quando os dois alelos contêm informação diferente para essa mesma característica.
Sendo um indivíduo homozigótico, este pode ser dominante, quando os dois alelos informam para a característica que domina; ou recessivo, quando os dois alelos informam para a característica que não domina.
Como saber se tem um passaro homo ou heterozigótico?
É simples.
1- Se o Fenótipo corresponder a um gene recessivo então o pássaro é homozigótico.
2- Se o Fenótipo corresponde a um gene dominante faz se um teste de cruzamento.
O teste do cruzamento realiza-se entre o indivíduo dominante onde se tem a duvida e um indivíduo com o gene recessivo correspondente (pois este é obrigatoriamente homozigótico).
Assim  se nascerem apenas fenótipos dominantes o indivíduo em questão é homozigótico, se nascer uma metade dominante e outra recessiva quer dizer que o indivíduo é heterozigótico.

INTRODUÇÃO

Os cruzamentos consanguíneos ajudam a melhorar a qualidade de suas aves, mas devem ser usadas com critério e por criadores com um pouco mais de experiência para que os resultados obtidos sejam satisfatórios. Não digo com isso que a técnica não possa ser usada por criadores iniciantes, alias deve, mas lembrando a esses criadores que devem estudar ao máximo antes de usar a mesma. Também lembro que os resultados não são imediatos e levarão no mínimo três gerações.

Quando compramos um casal que achamos excelente e vamos fazer o acasalamento e as crias deste casal nos dececionam, isso ocorre com qualquer espécie de ave;
Então o que fazer?
Quais medidas devemos adotar?
Vamos descartar essas crias?
Haverá uma forma de melhorar?
Muitas vezes ouvimos falar em melhoramento genético.
Eu poderia usar essa técnica para melhorar minhas aves?
Será que eu preciso ser profundo conhecedor de genética para usá-la?
Diante destas constatações, quais medidas devem tomar?
Desistir?
Não se estamos determinados a melhorar a qualidade do nosso plantel.
Pensando nisso gostaria de apresentar uma alternativa para aqueles que se preocupam com a qualidade e melhoramento do seu plantel.
Trata-se da tabela de Felch.
Já ouviu falar? Não? Sim? Achou complicado de entender?
Então vou descrever abaixo o passo a passo para você ficar inteiramente esclarecido sobre o assunto e como usá-la de maneira correta para obter os melhores resultados possíveis.

Veja a tabela:



Se você entendeu todo o funcionamento parabéns, se não passarei a descrevê-lo.
Para seguir todos os acasalamentos que pede na tabela você vai precisar de cinco anos para que se conclua o ciclo total.
Achou muito tempo?
Lembre-se você esta fazendo um melhoramento genético e tornando o seu plantel mais consistente, mas tudo isso leva tempo e perseverança.
Abaixo irei descrever com imagens que ficara mais fácil de entender.



Você ira iniciar a tabela com a fêmea 1 e macho 2 , que Dara origem ao grupo 3.
Escolha um casal de boa genética para iniciar seu trabalho usando a tabela.
Primeiro ano:
Segundo ano: 
Cruze a fêmea original 1 com o melhor macho do grupo 3.
Este cruzamento resultará no grupo 4.
Cruze o macho original 2 com a melhor fêmea do grupo 3.
Este cruzamento resultará no grupo 5


Terceiro ano:
Neste ano você já vai ver bons resultados em relação ao casal original e se quiser poderá parar aqui e começar uma nova linhagem.
Cruze a fêmea original 1 com o melhor macho do grupo 4.
Este cruzamento resultará no grupo 6.
Cruze os machos do grupo 4 com as fêmeas do 5 e vice-versa.
Este cruzamento resultará no grupo 7
Cruze o macho original 2 com a melhor fêmea do grupo 5.
Este cruzamento resultará no grupo 8.


Quarto ano:

A partir deste ano não serão mais usados o casal original macho 2 e fêmea 1, podendo assim começar uma nova linhagem com eles.
Seguindo em frente cruze sempre os melhores exemplares.
Cruze o melhor macho grupo 6 com a melhor fêmea do grupo 4.
Este cruzamento resultará no grupo 9.
Cruze a melhor fêmea grupo 6 com o melhor macho do grupo 7.
Este acasalamento resultará no grupo 10.
Cruze os melhores machos do grupo 8 com as melhores fêmeas do grupo 6.
Este acasalamento resultará no grupo 11.
Cruze o melhor macho grupo 8 com a melhor fêmea do grupo7.
Este acasalamento resultará no grupo12.
Cruze o melhor macho grupo 8 com a melhor fêmea do grupo 5.
Este acasalamento resultará no grupo 13.


   
Quinto ano:

Indo até o fim da tabela.
Cruze o melhor macho do grupo 9 com a melhor fêmea do grupo 11.
Este acasalamento resultará no grupo 14. Neste grupo teremos já um novo “strain” ou linha de sangue completamente pura da fêmea 1 original.
Cruze a melhor fêmea do grupo 9 com o melhor macho do grupo 12.
Este acasalamento resultará no grupo 15.
Cruze a melhor fêmea do grupo 10 com o melhor macho do grupo 12.
Este acasalamento resultará no grupo 16. Neste grupo teremos já um novo “strain” ou linha de sangue completamente pura.
Cruze a melhor fêmea do grupo 10 com o melhor macho do grupo 13.
Este acasalamento resultará no grupo 17.
Cruze a melhor fêmea do grupo 11 com o melhor macho do grupo 13.
Este acasalamento resultará no grupo 18. Neste grupo teremos já um novo “strain” ou linha de sangue completamente pura do macho 2 original.

 

Pronto você concluiu a tabela e a partir de agora é só colocar sangue novo e iniciar um novo ciclo.
Esta é só uma possibilidade usando um casal, mas você poderá fazê-lo e iniciar com mais casais, enfim as possibilidades são diversas e cito um exemplo: no segundo ano quando se forem formar os grupos 4 e 5 você poderá fazer bigamia entre o macho 2 original e duas fêmeas do grupo 3 aumentando assim as possibilidade do grupo 5.
Mais uma coisa a titulo de curiosidade; ao final do ciclo você terá criado uma média de 136 aves, já levando em consideração que a consanguinidade baixa um pouco a fertilidade das aves.
Espero que tenham gostado do artigo.

19 de agosto de 2011

COMO AUMENTAR O TAMANHO DOS CANÁRIOS

O Canário Arlequim Português é uma ave que face ao atual Standard deve obedecer ao tamanho de 16 cm, devendo em exposições ser penalizada em consonância se o tamanho for inferior e/ou superior aos 16 cm.

Porque é frequente encontrarmos canários arlequim que saiem do padrão standardizado, em termos de tamanho, ou demasiado curtos ou demasiado compridos,  para além de outros defeitos visíveis a olho nu como por exemplo canários com peito demasiado redondo típico dos canários de cor, publico com autorização do autor, o Juiz de Canários de Porte CNJ/OMJ e Juiz de Canários de Cor Carlos Lima, um texto elucidativo sobre como se obter o aumento do tamanho dos canários.
"...Para algumas raças de canários de forma e postura, é muito importante procurarmos aumentar o tamanho do nosso plantel e melhorar a sua forma. 
Muitos criadores procedem através dos cruzamentos executar esta tarefa, acasalando as aves mais corpulentas. 
Mas o tamanho é uma característica muito complexa, pois depende de diversos fatores:
  1. Hereditariedade
  2. Alimentação
  3. Ambiente
  4. Seleção


HEREDITARIEDADE
A característica do tamanho não é apenas controlada por um gene (outras características das nossas aves são controladas apenas por um gene – cor, poupa, etc.), mas sim por um conjunto de genes. 

Assim se explica o porquê da consanguinidade provocar uma redução do tamanho nas aves (menor diversidade de genes, menor o tamanho) sendo apenas mais um dos motivos para a evitarmos (a consanguinidade apenas pode ser útil quando pretendemos fixar uma mutação). 

A pouca diversidade dos genes também tem consequências (pelos mesmos motivos) na forma das aves. 


Deve portanto um criador introduzir novas aves no seu plantel, para manter a diversidade genética. 

No entanto a aves a introduzir devem ser portadoras do património genético pretendido e que não pertencem à mesma linhagem familiar.

ALIMENTAÇÃO
Deve ser muito rica e variada, evitando a carência de vitaminas, aminoácidos e outros componentes, que também provocam a diminuição do tamanho. A mistura de sementes adquiridas normalmente nas lojas comerciais, são insuficientes pois muitas delas são desequilibradas.
As proteínas desempenham uma função importante nos acasalamentos. A metionina contém o zolfo, melhorando a qualidade da plumagem.
As sementes frescas, o germinado, fruta, proteína animal, e uma papa de qualidade com uma percentagem de proteína entre os 16% a 18% são elementos indispensáveis para obtermos aves de qualidade.

AMBIENTE
Uma boa higiene e alojamentos espaçosos devidamente arejados, são condições para noa permitir um bom desenvolvimento do tamanho. A experiência demonstra-nos que a criação em espaços grandes (voadeiras) torna as aves mais robustas e com melhor desenvolvimento do seu esqueleto em relação a outras criadas em espaços pequenos, independentemente do tipo de alimentação ministrada.

As aves criadas em espaços grandes além de serem mais fortes e robustas têm uma plumagem mais brilhante e sedosa.
Outro pormenor importante é que as aves em comunidade adquirem efeitos estimulantes para uma alimentação plena.

As baixas temperaturas no local de criação produzem nos canários um efeito de aumento substancial do peso, devido estas procurarem assiduamente os alimentos.
Outro factor importante é sem dúvida a iluminação no canaril. Quanto maior o número de horas de luz (dias maiores) mais tempo os progenitores se dedicam à alimentação das crias.
No entanto não nos serve de nada aumentar o número de horas de luz, se não proporcionarmos às nossas aves uma alimentação variada e equilibrada, e o espaço não tenha as normas de higiene mínimas para a criação.

Também não nos devemos esquecer que as aves necessitam de um número de horas mínimo para descansarem, e ficarem prontas para outro dia de criação.

SELEÇÃO
A seleção rigorosa e criteriosa das aves de maior tamanho é muito importante. As fêmeas maiores têm tendência a pôr ovos maiores. Um ovo maior é mais rico em reservas proteicas, dando origem a crias mais fortes e resistentes.
Os machos maiores têm já o património genético do tamanho grande para transmitirem às crias..."


Eu já há cerca de quatro anos que, para além de alguns cuidados com a alimentação dos canários, utilizo o método descrito pelo Juiz Carlos Lima no item seleção pois venho descartando os exemplares nascidos demasiado curtos ou demasiado compridos, cruzando apenas os exemplares que se encontram dentro do tamanho preconizado.

9 de junho de 2011

AS TRICOMONAS

Numa altura em que a maioria dos criadores começa a dar por encerrada a época de criação é, infelizmente, comum aparecer nas aves mais jovens que se encontram a iniciar a muda, a famosa doença das Tricomonas.

Numa das minhas deambulações pela net encontrei um pequeno tema sobre essa maleita abordado de uma forma curiosa que, com a devida vénia, transcrevo do blogue de um companheiro espanhol. Tenho pena de não ter conseguido a prévia autorização mas não há lá qualquer forma de contactar o autor para obter a sua autorização pelo que poderão, no entanto, ler o texto original na fonte que é este blogue

Considero a abordagem curiosa porque, pessoalmente, não fazia a menor ideia de que se podia extrair um abcesso com origem nas Tricomonas, aliás, tive o ano passado duas aves com estes sintomas que felizmente foram bem ultrapassados.
Em resumo e numa tradução livre feita por mim, numa linguagem menos técnica, o texto acompanhado das duas fotos, bastante esclarecedoras, diz aproximadamente isto:

As Tricomonas podem apresentar-se de variadas formas. Neste caso aparecem sob a forma de um abcesso por baixo do bico. Terá de se realizar uma extração, com uma agulha, do interior do abcesso para análise a fim de ser identificada a origem ou causa deste protozoário e só então proceder à extração do conteúdo interior do abcesso (obviamente que terá de existir uma pequena cirurgia, este parentisis é meu) limpá-lo muito bem com desinfectantes e dar na água de bebida metronidazol + cefalexina.

7 de maio de 2011

ESTA "PAPAROCA" TEM FUNCIONADO LINDAMENTE

Quando escrevo neste espaço gosto de o fazer com o máximo possível de certeza pois se há pessoas que me seguem e leem que sabem tanto como eu, também as há em busca de informação de quem tem um pouco mais de experiência.

Conforme referi aqui, durante a primeira postura tive de mudar o modo de alimentação dos meus canários que sem razão aparente "enjoaram" das papas que lhes estava a fornecer e que não continham ovo. Chegando inclusivê a fazer papa caseira pois havia filhotes para alimentar e as mães não se mostravam interessadas no que tinham à disposição.
Prefiro esta marca de couscous composta por granulos bastante miúdos
Não inventei nada pois muitos criadores utilizam este sistema de farinhada que dão aos seus canários durante a época de reprodução, como em tudo com uns resulta com outros nem por isso. Mas comigo resultou, e de que maneira!

O método utilizado é facílimo e os "ingredientes" encontram-se quase todos em qualquer hipermercado.

Couscous com sementes de mistura, demolhados de um dia para o outro
Utilizo três partes de couscous, quatro partes de água, uma parte de sementes de mistura, niger germinado, papa semi-húmida, papa húmida e pontualmente bróculo, da seguinte maneira:

O germinado que junto aos couscous é só de níger
Numa pequena vasilha coloco 3 colheres de sopa de couscous, uma colher de sopa de sementes de mistura e agito bem para interligar as sementes e os couscous, de seguida adiciono 4 colheres de sopa de água e coloco num local fresco de um dia para o outro, tendo sempre em atenção que nesse período de tempo o peparado não azede.

Misturo o níger germinado e os couscous com esta papa.
No dia seguinte com a ajuda de um talher junto ao preparado o níger germinado, aproximadamente duas colheres de sopa rasas e papa semi-humida na quantidade que acho necessária para que os couscous e o germinado fiquem fofos, soltos, húmidos quanto baste e sem formarem grumos.

Há mais de 10 anos que não dava desta papa: Witte Molen
Em recipientes apropriados coloco o preparado só nos casais que têm filhotes e é um regalo verificar a vontade com que os canários se atiram ao preparado; deve-se ter bastante atenção ao seguinte quanto mais húmido for servido o preparado maior é o risco de azedar, assim o melhor é servir sempre pequenas porções por forma a que as aves comam tudo no mais curto espaço de tempo.

Pontualmente e apenas como guloseima dou bróculo
Apesar do conselho que dou acima eu coloco sempre o recipiente cheio e, até agora talvez por sorte, nunca tive os couscous azedados, de qualquer forma só se os canários não tiverem outro alimento é que "pegam" nous couscous ou outro alimento azedo, para já, pelo menos comigo isto tem funcionado bem.

Também enquanto os canários estão em criação tenho sempre à disposição deles um outro recipiente com papa que no caso actual é a Witte Molen.
Há que se ter algum cuidado com este preparado pois engorda demasiado os canários, mesmo com estes a ajudarem na alimentação das crias, e depois não galam em condições.
Pontualmente e apenas com guloseima dou-lhes de vez em quando bróculo.
Já há cerca de duas semanas que em vez de dar o niger germinado misturado com os couscous as sementes e a papa, estou a dá-lo misturando-o logo com os couscous de um dia para o outro como faço com as sementes e não notei que os canários dessem pela diferença.
Como está a dar resultado em equipa que ganha não se mexe!...

25 de abril de 2011

ESTAFILOCOCOS, COMO NÓS OS TRANSMITIMOS ÀS NOSSAS AVES

Um criador que faz o favor de ouvir os meus conselhos quando precisa de esclarecer alguma dúvida, telefonou-me um destes dias e disse-me uma coisa que, confesso, estava longe de suspeitar nós, criadores, contaminámos as nossas aves com estafilococos!

Este criador andava com problemas na criação pois os embriões estavam a ser mal gerados; não se formavam totalmente e aqueles que se formavam não eclodiam. Com base não só em dicas minhas como de outros criadores lá foi fazendo uma série de experiências infelizmente sem qualquer resultado prático até que por interposto amigo conseguiu uma mandar fazer uma análise laboratorial a alguns dos embriões, tendo sido detectada a presença de estafilococos nos mesmos. Achado o problema foi só dar o medicamento certo e as coisas correram normalmente; o curioso é que as análises vieram como “recado” de ser aconselhável o uso de luvas no manuseamento não só dos canários mas também dos ovos, pois a nossa pele porta os estafilococos (isto dito por ele) que transmite às aves.


Curioso com esta “descoberta” andei a pesquisar por diversos artigos, blogues e fóruns que falavam sobre Estafilococos, fiz uma pequena síntese do que li e que me pareceu ser mais importante como a seguir segue:

Os Estafilococos, nome científico Staphylococcus Aureus, são uma bactéria comummente conhecida pelos criadores como causadora de lesões nas patas dos canários que causa necroses levando à perda de dedos e, por vezes, à morte do canário. Esta bactéria que pode ser transmitida de variadas formas aos canários, desde picadelas de insectos, passando por sobrelotação do local onde os canários se encontram alojados, tem uma particularidade que eu desconhecia; é que o próprio criador a pode transmitir aos canários não só ao pegar neles como, inclusive, transmiti-la através do manuseamento dos ovos, por exemplo: ao retirá-los, dos ninhos, para os trocar por ovos falsos enquanto a postura não termina, sendo esse motivo, para mim, possivelmente um dos principais transmissores dessa bactéria às aves. Os Estafilococos como a casca do ovo é porosa, atravessam-na facilmente quando os manuseamos sem a utilização de umas luvas, pois esta bactéria é transmitida através da pele das nossas mãos.


Sabemos que há doenças com sintomas tão idênticos, nas aves, que por vezes é uma lotaria acertar no tratamento das mesmas e esta bactéria tem a particularidade de impedir o bom desenvolvimento dos embriões nos ovos levando à sua morte prematura; geralmente levamos para a falta de calor no choco ou até atribuímos à trovoada estes pequenos grandes pormenores ou levamo-los até para outras situações  ou campos, como por exemplo atribuir a uma alimentação inadequada a inflamação do fígado da ave que se apresenta congestionado e que acaba por levar à morte da mesma, quando afinal o mal é outro.

Como em praticamente todos os casos relacionados com aves um método preventivo eficaz passa pela constante limpeza das instalações, higienização do material utilizado, limpeza dos fundos e poleiros das gaiolas e evitar excesso de lotação de aves numa mesma voadora e, por conseguinte, sendo aconselhável a utilização de luvas quando se pega numa ave mas particularmente quando se manuseiam os ovos. Por acaso utilizo pontualmente luvas para pegar nos canários mas mais no inverno quando tenho as mãos frias.


Num dos artigos que li especificamente sobre os estafilococos era aconselhado a não colocação de ovos em cima de sementes enquanto aguardavam para serem colocados debaixo das canárias!

Como tratamento devem ser utilizados antibióticos apropriados para a aquela patologia existentes no mercado, como por exemplo a Enroxina, da Zoopan.

25 de março de 2011

EQUILIBRADAMENTE VARIEGADOS

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Já começa a aparecer algum variegado. Vamos aguardar pela muda para ver como vão ficar!

1 de março de 2011

A IMPORTÂNCIA DO VINAGRE DE CIDRA, NA ECLOSÃO DOS CANÁRIOS

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Com base no que por mais do que uma vez verifiquei, isto é; aquilo que nos parece óbvio e que pensamos que toda a gente sabe por vezes não corresponde à realidade e, neste caso, não tendo descoberto a história do ovo de Colombo, vou falar aqui numa particularidade do vinagre de cidra que alguns de nós damos pontualmente às nossas aves.
Todos sabemos que o vinagre de cidra tem várias qualidades medicinais pois é rico em ferro, potássio, selénio, magnésio e outros minerais que de momento não me recordo mas que uma busca pela internet completará, bem como possuidor de vários ácidos, sendo um óptimo antibactericida e antifúngico, para além de outras propriedades terapêuticas.
Tal como em todos os produtos naturais, ou não, que utilizamos no dia a dia na criação das nossas aves o vinagre de cidra deve ser usado com moderação e devemos usar preferencialmente o vinagre mais escuro pois não tendo sido tratado conserva na sua essência os ácidos e os minerais que o vinagre tratado perde. Pessoalmente utilizo nos meus canários um vinagre de cidra de cor escura, de origem alemã, à venda nos grandes espaços comerciais, um pouco mais caro que o normal e que não sendo dos melhores tem uma qualidade média superior à dos seus congéneres.
Vem este texto todo a propósito do que à dias me aconteceu. Poucas pessoas sabem ou se sabem não o divulgam que quando uma fêmea se encontra no ninho e fica com as penas do peito com um aspecto "molhado" (a maior parte dos criadores chama-lhe febre do choco) isso é um sintoma de coccidiose, a fêmea tem febre e sente frio mantendo-se constantemente em cima das crias, pois como tem frio o seu instinto diz-lhe que as deve aquecer, e ao assim proceder mais não faz do que as "queimar" com o seu estado febril para além de as debilitar com a deficiente alimentação que lhes dá.
Uma das formas, nem sempre eficaz, de rapidamente colmatar esta situação é lavar a zona, em que a fèmea apresenta a penugem com aspecto "molhado", com uma solução tépida de 50% de água e 50% de vinagre de cidra, procedendo-se de igual modo com as crias que neste caso serão "lavadas" na região do pescoço e lombar.
Comigo, por acaso, resultou meter as banheiras com água (1 litro) e vinagre de cidra (1 colher de sopa bem cheia). Mesmo assim fiz um tratamento à base de Coccimir (Laboratórios Zoopan).
Por causa do que referi atrás dei comigo a pensar o seguinte, se o vinagre de cidra tem a particularidade de tornar maleável um vulgar ovo, de tal forma que o conseguimos enfiar pelo gargalo de uma garrafa, então o mesmo deve ser bom para pulverizarmos os ovos dos nossos canários entre o nono e o décimo segundo dia, tornando as cascas mais macias para que os pequenotes as possam romper!
Todos sabemos que independentemente do grau de humidade existente no canaril existem ovos que devido ao cálcio que, por vezes, damos em excesso às nossas aves ficam com a casca demasiado dura impedindo os pequenotes de nascerem.
Meus amigos quando escrevo uma coisa gosto de saber o que digo e neste caso dos ovos no ninho fiz a experiência utilizando duas partes de água e uma de vinagre de cidra e nos dois ninhos em que utilizei a pulverização dos ovos com esta solucão... os filhotes nasceram todos!
A conclusão desta experiência, é que pelo menos a pulverização dos ovos entre o nono e o décimo segundo dia não teve qualquer efeito negativo nos embriões que estavam dentro dos ovos e todos cumpriram o objectivo da experiência, romper com facilidade os ovos.

1 de fevereiro de 2011

REGISTO DE CRIAÇÕES, PRÁTICO E EFICAZ

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Aquilo que para os criadores que se dedicam à canaricultura há muitos anos é banal, poderá não o ser para alguns companheiros novos nestas andanças e às vezes até para alguns com mais experiência.
Há dias ocorreu-me que neste espaço tenho, por vezes, falado de coisas que para mim são banalíssimas e com surpresa verifico que muitos companheiros as desconhecem pelos comentários e mails que depois recebo.
Hoje "divulgo" uma parte do meu método de registo dos acasalamentos e nascimentos que ocorrem no meu canaril. Geralmente as pessoas colocam um pos-it no viveiro respectivo e vão anotando os dias em que o ovo foi posto, data do choco, verificação de ovos, etc., etc., outros optam por um caderno onde anotam tudo, pois o meu método é o seguinte:
1 - Em cada viveiro de criação coloco uma placa como a que mostro abaixo que encaixa, através de dois arames, no viveiro.

2 - No computador tenho gravada uma "ficha" na medida da placa com os elementos que considero necessários para o registo da informação sobre a postura do viveiro onde for colocada.

3 - A ficha é colocada na placa e esta por sua vez é encaixada no viveiro e é removida em qualquer momento para anotar, os dias em que os ovos são postos, os ovos partidos, os ovos brancos, verificação dos ovos, data de nascimento dos filhotes e número de filhotes nascidos, etc., etc.

4 - O aspecto das gaiolas com as placas que portam as fichas fica conforme se vê na foto abaixo.
5 - Sempre que as aves nascidas são separadas, transcrevo as informações das fichas para um programa de registos informático e, claro, coloco nova ficha na placa para a postura seguinte. Como precaução tenho um registo em papel onde arquivo estas fichas.

6 de janeiro de 2011

ANTIBIÓTICOS COMO PREVENTIVOS! SIM OU NÃO!?

Este ano tinha decidido aplicar a auto-vacina aos meus canários mas depois de conversar com vários criadores e sem chegar a nenhuma conclusão sobre se devia ou não dar a auto-vacina acabei por desistir pois uns eram favoráveis e outros desfavoráveis. Acontece exactamente a mesma discordância quando se fala que na preparação das aves se usam antibióticos como preventivos, uns defendem-nos acaloradamente outros estão liminarmente contra. Pessoalmente acho que não se devem dar antibióticos quando as aves se encontram em perfeitas condições de saúde. Não faz sentido. É quase como nós ser humanos tomarmos um antibiótico, por exemplo; para as dores de dentes sem que tenhamos algum problema dentário.

Como em equipa vencedora não se mexe vou utilizar, este ano, o mesmo método do ano anterior.

Um dos princípios que tento sempre manter é utilizar, sempre que possível, os produtos da mesma marca e/ou laboratório pois diz-me a experiência que um determinado produto pode não funcionar eficazmente sem outro da mesma marca e/ou laboratório. Procuro também fornecer aos meus canários produtos o mais naturais possíveis.

Ultimamente, e passe a publicidade, como estou utilizando os produtos da Zoopan, lembrei-me de lhes escrever no sentido de me esclarecerem sobre esta questão dos antibióticos, com que todos os anos os criadores se debatem remetendo-lhes no passado dia 11 de Dezembro o e-mail que de seguida transcrevo:

Exm.ºs Senhores;


Pelo presente e como utilizador dos produtos Zoopan nos meus canários venho solicitar-vos o favor de me indicarem concretamente quais os produtos Zoopan utilizados na canaricultura que não são antibióticos, este pedido tem a ver com o facto de não fazer sentido a administração de um antibiótico numa ave sem sintomas de doença apenas como preventivo. Passe o exagero da comparação é como um humano tomar um remédio para uma dor de dentes sem a ter.


Pretendo proceder à desparatização interna dos meus canários e o produto da Zoopan que me parece ser o mais eficaz é o Vermizoo no entanto e como não tenho qualquer formação na área da medicina e/ou veterinária não faço a menor ideia se o produto que refiro é ou não um antibiótico.


No ano transacto já utilizei a gama de produtos da Zoopan pelo que agradeço se me indicarem então quais os, vossos produtos, que não são antibióticos para o fim em vista; desparatização interna.


No meu blogue referi o ano passado o esquema que utilizei para a preparação e criação que podem ver na secção Etiquetas, no ítem Alimentação e Afins, localizado no lado direito do blogue


Desde já grato, sou,


Armindo Tavares.



Em resposta ao meu e-mail chegada em 5 de Janeiro de 2011, e que devidamente autorizado transcrevo, diz o Exmo. Snr. Mário Miraldo, do Zoopan, o seguinte:

"… Por motivos de força maior não me foi possível responder às suas questões em tempo útil oportuno.

Não é para nós normal dar uma resposta tão tardia a este tipo de questões e, por isso apresento as minhas desculpas.


Espero que a dedicação que tem dado aos nossos produtos não seja afectada por esta demora, o que seria pena pois deixaria de utilizar produtos com garantia máxima de qualidade.


Indo ás suas perguntas:


Quanto aos nossos produtos que são à base de antibióticos, poderá encontrá-los no ficheiro anexado (Ornitofilia Brochura técnica + Produtos) na pagina 6ª ou antepenúltima em PRODUTOS DE USO VETERINÁRIOS-ZOOPAN. Dos produtos aí encontrados todos são à base de antibióticos (curativos de doenças infecciosas provocadas por bactérias) e anti-protozoários (e curativos à infestações/infecções provocadas por coccidias, tricomonas, histomonas, balantídios, etc.). De todos os produtos da referida página apenas dois não contém antibióticos e estes são o VERMIZOO que é um desparasitante interno (parasitas do intestino, estômago e pulmões) e o BRONCÓLIS que actua como broncodilatador, fluidificante da expectoração e anticéptico das vias respiratórias. Portanto, como poderá verificar, os produtos que contêm antibióticos são os seguintes anti-infecciosos e anti- protozoários: MICORESP, COCCIMIR, ENROXINA, SALMOCÓLI, SULFAPRIME, TYLFUR e TRICOBACTER.


"… este pedido tem a ver com o facto de não fazer sentido a administração de um antibiótico numa ave sem sintomas de doença apenas como preventivo. Passe o exagero da comparação é como um humano tomar um remédio para uma dor de dentes sem a ter…". Esta é uma frase sua absolutamente correcta. A utilização de produtos preventivos de enfermidades só poderão ter algum sentido nos seguintes casos:


A) - Quando não se tem a possibilidade de fazer uma quarentena completa, isto é, manter isoladas todas as novas aves que se adquiriram no exterior e se pretende introduzir no aviário. Numa quarentena, o tempo de isolamento mais adequado é, como o nome subentende, de cerca de quarenta dias pois há doenças que se podem rebelar até esse período. Só quando o tempo de isolamento (quarentena), não é utilizado correctamente pelos ornitófilos (raramente usam o tempo recomendado) é que será necessário fazer um "varrimento" ou limpeza preventiva, prática seguida por vários ornitófilos, que consiste , básicamente , na administração (com doses terapêuticas) de um produto de largo espectro de acção para as infecções respiratórias (Micorresp ou Enroxina), um produtos de largo espectro de acção contra os protozoários (Coccimir ou Sulfaprime e ou Tricobacter ) e um produto de largo expectro de acção contra os vermes intestinais, estômago, traqueia e pulmões (Vérmizoo).


B) - Quando o ornitófilo leva as aves para exposições, uma vez que a exposição é sempre uma situação de forte stress para as aves (manipulação, transporte, barulhos, agitação ambiental e alta concentração bacteriana) que, se não estiverem com as defesas orgânicas devidamente habilitadas ficam afectadas por bactérias que provocam doênças que se vão revelar dias após regressarem ao aviário e contaminar todo o bando residente. Nenhum ornitófilo gosta de ser surpreendido com todo o aviário afectado com uma doênça infecciosa quando sabe que pode fazer a prevenção tratando as aves que estiveram na exposição antes de as juntar ao aviário.


Esquema de tratamento utilizado e indicado no seu blogue (dou-lhe os parabéns e desejo-lhe sucesso cada vez maior). Está dentro do que nós recomendamos. Terá melhores resultados se utilizar muito mais vezes o BIO-SAC (na papa) ou BIO-SAC WS (na água) pois, além de reforçar as defesas do organismo contra as infecções bacterianas, vão manter sempre em estado óptimo o eco-sistema digestivo que é muito importante para uma correcta absorção de todos os nutrientes vitais. Há ornitófilos que dão o Bio-sac práticamente todos os dias, com óptimos resultados…"


E pronto, amigos, através desta resposta fica um pouco desmistificada a questão de se dar ou não dar antibióticos às nossas aves na altura em que as começamos a preparar para a época reprodutiva. Como digo no inicio do texto em equipa ganhadora não se mexe pelo que cada criador deverá tirar as ilações que quiser desta prosa que publico a titulo meramente informativo.



28 de dezembro de 2010

TÉCNICAS OU MÉTODOS DE ACASALAMENTOS UTILIZADOS COM OS CANÁRIOS

Há amigos e seguidores deste blogue atentos ao que escrevo e o amigo Carlos Ramos, Juiz de Canários de Cor, é disso exemplo pois quando fiz referência ao facto de os canários do meu Pai passarem o inverno juntos quando noticiei que, também, ele ia criar arlequins, logo me "desafiou" a desenvolver o tema dos canários passarem o inverno juntos, o que, com muito gosto faço agora.
Quando em 1978 comecei a dedicar-me à criação de canários, gastei mais dinheiro na aquisição de literatura sobre a criação de canários do que propriamente na compra dos meus primeiros casais de canários.
Desde o livro "A Moderna Criação de Canários" da autoria, do saudoso Juiz de Canários de Cor, Snr. Manuel Gonçalves (que tive o prazer de conhecer) e que foi o primeiro que comprei, seguido dos títulos: "ABC da Criação de Canários" e "Raças de Canários" o que na altura me pareceu mais completo foi um livro com 285 páginas, ilustrado com fotos de canários de cor e porte (curiosamente as fotos dos canários de porte, na sua grande maioria, já nada têm a ver com os actuais standards), da autoria de Vittorio Menassé, autor de vários livros sobre ornitologia,cujo título em português é "O Livro dos Canários" e dado è estampa pela Editorial de Vecchi.

O teor do livro é de fácil compreensão e tem ensinamentos de métodos que, de um modo geral, não saiem muito do padrão que todos os criadores com mais ou menos experiência conhecem, mas tem uma referência que me chamou particular atenção, foi a afirmação de que os casais que iriam ser utilizados para reprodutores deviam passar o inverno juntos, apesar de não se alongar sobre o que fazer para se evitar uma entrada precoce na criação.
Utilizei o método durante dois ou três anos mas acabaria por desistir por, em primeiro lugar todos os criadores conhecidos não utilizarem o método e me dizerem ser errado e, em segundo lugar, porque talvez devido à minha inexperiência quando juntava os casais, geralmente no inicio de Dezembro, passadas duas ou três semanas tinha fêmeas a pôr ovos, a maior parte das vezes sem estarem galados e mesmo quanto estavam galados os filhotes não se vingavam por às vezes as temperaturas, demasiado baixas, fazerem as fêmeas abandonarem o ninho e consequentemente a alimentação dos filhotes.
Este método de os reprodutores passarem o inverno juntos, viria a ser adoptado bastantes anos depois pelo meu Pai (a quem emprestei o livro) que desde sempre e apesar dos meus "doutos conselhos" sempre seguiu o que pensava ser melhor e, a verdade, é que tem tido êxito.

A técnica consiste no seguinte:

  1. Até ao fim da muda as aves são tratadas normalmente com administração semanal ou bi-semanal de papa. Em inicio ou meados de Setembro deixa de fornecer papa aos canários
  2. Na última semana de Novembro e uma vez que os machos logo no fim da muda são isolados nas jaulas de criação, procede à selecção das fêmeas que pretende acasalar colocando-as nas jaulas com os respectivos machos, sem qualquer material de criação, logo na primeira semana de Dezembro. Entretanto foi feita a desparatização interna das aves.
  3. Aproximadamente em meados de Fevereiro, coloca as fêmeas de novo na voadora e começa então a prepará-las colocando-lhes papa à descrição e fornecendo-lhes suplementos vitamínicos. A preparação dos canários começa cerca de uma semana depois.
  4. No fim da primeira semana de Março e conforme vai verificando se as fêmeas estão ou não com cio coloca-as na jaula dos respectivos parceiros com quem estiveram cerca de dois meses e meio.
  5. O êxito deste método manifesta-se na altura das posturas em que é raríssimo ter ovos goros.

O método que utilizo é bastante diferente porquanto forneço papa todo o ano aos canários, obviamente que na época de acasalamento e reprodução as doses são substancialmente aumentadas, os machos para reprodução são isolados mal terminam a muda e em Dezembro "mostro-lhes" as fêmeas colocando-as numa voadora em frente a eles, (nesta altura os chilreios e gorjeios dos machos torna-se quase ensurdecedor) e junto-as quando acho que se encontram prontas para a reprodução o que acontece a partir de meados de Janeiro ou inicio de Fevereiro, se as temperaturas não forem muito baixas, com tudo o que é necessário para fazerem o ninho.
Sei, de casos raros, em que as fêmeas são colocadas na jaula de criação em primeiro lugar com tudo o que for necessário para fazerem o ninho e só quando o ninho se encontra meio feito juntam-lhe o macho.
Vantagens destes métodos, no primeiro caso em que passam o inverno juntos os "calores" dos machos são mais reservados pois estiveram o tempo todo com as fêmeas e apesar de ser estimulado naturalmente ao ficarem sem elas, quando as fêmeas lhes são de novo chegadas galam-nas pura e simplesmente sem qualquer tipo de "guerra" mantendo-se durante a época de reprodução o cio de uma forma constante e não agressiva o que motiva posturas mais fecundas.

O sistema. por mim utilizado, em que "mostro" as fêmeas aos machos funciona na medida em que estando a fêmea pronta mal a meto ao macho este gala-a de imediato, mas não impede às vezes alguma agressividade do macho com o cio demasiado elevado.
O sistema em que se chega a o macho à fêmea tem a desvantagem de se a fêmea for dominante, e não estiver convenientemente receptiva ao macho, ser agressiva com ele e gora-se o acasalamento pretendido pois o macho com medo deixa de se fazer à fêmea.

Haverá ainda quem apenas pegue na fêmea e a chegue ao macho na altura da criação, mas esse é um método que, francamente, desaconselho pois em muitos casos por incompatibilidade e inclusive por uma questão territorial, há aves que se matam uma à outra
Existirá, possivelmente, outra metodologia de acasalamentos de canários mas creio que os métodos referidos são os mais conhecido e utilizados.