27 de março de 2010

TÊM POUCO VARIEGADO!!! QUE FAZER?! - II

Há algum tempo atrás, escrevi ácerca dos canários arlequim português que não eram variegados e o que se deveria fazer com essas aves opinando, inclusivé, que esses canários deveriam ser usados como reprodutores, pois para concurso, é mais que óbvio que não servem, em virtude de serem fortemente penalizados, na cor, sejam eles predominantemente melânicos ou predominantemente lipocrómicos.
Temos de ter em consideração que o Canário Arlequim Português é um canário de porte, passando a questão da cor, hipotéticamente, a um parâmetro secundário pois só vale 10 pontos. Na minha opinião a cor deveria ser mais valorizada pois só assim se entende a obrigatoriedade do canário ser matizado!
O baptismo do canário com o nome de Arlequim, não foi por acaso, senão vejamos; o Arlequim era um personagem da antiga comédia italiana que usava um traje feito de retalhos multicoloridos, geralmente, em forma de losangos. Ao ser "baptizado" com este nome implicitamente o canário ficou "obrigado" a ser variegado e/ou multicolorido, que é no fundo uma das razões que faz com que o Canário Arlequim Português seja diferente de todas as outras raças.

Se inicialmente era obrigatório o canário ter seis cores, hoje apenas é obrigatório que seja variegado. Antes era obrigatório o factor mosaico, actualmente não é.
Em ambas as situações referidas no parágrafo anterior o Clube do Canário Arlequim Português, no seu site oficial, não toma qualquer posição no sentido de repor a obrigatoriedade das famosas seis cores, nem tão pouco o factor mosaico (que convenhamos dá uma beleza impar ao canário).
Se, por exemplo, fosse obrigatório o Canário Arlequim Português possuir as famosas seis cores como originalmente estava previsto, como se iriam determinar a criação de classes para aves com uma determinada percentagem de lipocrómo e melânico, conforme já li? E, mais uma vez, o que se iria fazer aos Arlequins que não possuíssem as necessárias cores? Será que correriam o risco de serem utilizados só como simples reprodutores? Creio que não é uma politica correcta a seguir pois pelo facto do canário não ser equilibradamente variegado não deixa de ser um Canário Arlequim Português, uma raça portuguesa de porte.
Continua a questão do inicio desta prosa, mas então, têm pouco variegado!!! que fazer?!
Na minha modesta opinião pessoal resolvia o "problema" de uma forma simplista, simpática, que eliminaria 98% do "problema" da côr e mais importante ainda, o Arlequim continuaria a pautar a sua presença na ornitologia continuando a fazer a diferença para as outras raças; em vez de haver classes para percentagens de lipócromo e melânico como em algumas raças de porte (e nós sabemos a confusão que às vezes dão com aves fora da classe por causa da tal percentagem mais ou menos lipocrómica ou melânica) para o Arlequim criar-se-iam apenas três classes, a saber: Canário Arlequim Português com três cores, Canário Arlequim Português com quatro cores e por fim Canário Arlequim Português com cinco ou mais cores. Paralelamente e, aqui sim, como nas outras raças haveria uma classe machos e uma classe fêmeas.
Esta é só mais uma opinião como qualquer outra mas diferente, das existentes, tal como o Canário Arlequim Português.

26 de fevereiro de 2010

COMO APARAR AS UNHAS NO CANÁRIO.

Regularmente devem-se aparar as unhas das nossas aves; com esta simples rotina evitam-se, por vezes, dissabores como por exemplo: ovos furados no ninho, pelas unhas, ou ficarem as nossas aves presas pelas mesmas nos arames da gaiola, etc.
Neste exemplo nota-se perfeitamente entre o ponto 1 e 2 uma veia na unha, o corte para aparar a unha, (um simples corta-unhas serve para o efeito) deve ser oblíquo e deve ser distar do fim da veia cerca de 2 milimetros que é a distância aproximada entre o ponto 2 e 3.

COMO ANILHAR UM CANÁRIO.

Apesar de quase todas as pessoas
que começam a criar canários
terem uma ideia de como se deve anilhar
um canário aqui fica um esquema
para os mais novatos, e não só,
que deverão ter em atenção que um canário
deverá, em princípio ser anilhado
pelo sexto dia de vida.

20 de fevereiro de 2010

A COLORAÇÃO NO ARLEQUIM PORTUGUÊS

Vários amigos e iniciantes na criação do canário arlequim português me têm questionado acerca do modo como se deve ministrar o corante, para obtenção da coloração ideal.
Não há muito a explicar nesta matéria e só posso falar pela experiência pessoal neste campo de "pintar" o arlequim com o factor vermelho.
O método utilizado é o aconselhado para a coloração de qualquer canário que tenha factor vermelho, isto é, deve-se dar o corante a partir dos 45 dias de vida, ou seja logo que os filhotes são separados dos progenitores.

Bogena


No caso do Canário Arlequim Português se se der o corante logo de inicio, em algumas partes em que a ave tem vermelho, o corante vai "borratar" o vermelho isto é: há uma parte acentuadamente bem pigmentada que se vai diluindo do centro para o exterior ficando o vermelho meio esbatido. A cor vermelha, no arlequim, deve terminar,na minha opinião (e á assim que tento obtê-la)o mais parecido possível como se, por exemplo: se tivesse traçado um risco a delimitá-la.

Can-Tax


Há quem comece a dar o corante mal fazem o acasalamento, mas aí o que vai acontecer é que as aves vão ganhar um vermelho muito mais intenso o que nem sempre é bom nos canários que se vão apresentar a concurso, para além de que haverá situações de excesso de corante que prejudicará o fígado do canário aliás, fácil de detectar pois as fezes, como o corante não é absorvido para as penas, são expelidas com a cor avermelhada.

Quikon


Já há alguns anos criei canários de factor vermelho e o corante que sempre utilizo é um destes tês, cujas fotos acompanham este comentário, e que utilizo consoante a sua disponibilidade no mercado. Na minha opinião qualquer um deles é muito bom corante a única coisa que fazia, ainda faço e aconselho é que se use sempre a mesma marca de corante desde a altura em que se começa a dar, até ao fim da muda. Se assim não fôr corre-se o risco de a cor avermelhada, que se pretende uniforme aparecer "manchada".

Deve-se ter sempre em atenção que o Canário Arlequim Português é um canário de porte, equilibradamente variegado, com factor vermelho. Só assim servem para concurso, aliás foi "baptizado" com o nome Arlequim precisamente pela obrigatoriedade do seu variegado.

19 de fevereiro de 2010

CRIAÇÃO - 2.ª Fase (Acasalamento/Postura)

Faço aqui a destrinça da 1.ª para a 2.ª fase porque nesta altura deveria proceder ao acasalamento das aves, uma vez que estamos a meio do "tratamento", mas acho melhor efectuar o acasalamento pelo 24.º dia pois permitirá que o "tratamento" termine praticamente quando as fêmeas iniciam a postura.
Assim, vamos iniciar a 2.ª fase dando seguimento aos dias que já vêm da 1.ª fase:

- Dias 18 e 19,dar Vitamino L.
- Dias 20 e 21, dar Pro-Hepátic.
- Dia 22, dar AD3EC+K.
- Dias 23 e 24, dar Pro-Hepátic.
- Dia 25, dar Complexo B.
- Dias 26 e 27, dar Vitamino L.
- Dias 28, 29 e 30, dar AD3EC+K.
- Dia 31, dar Vitamino L.

Se alguém optar por este esquema e proceder como menciono quase garantidamente que ao 31.º dia, haverá fêmeas com ovos, restando-nos a esperança de que o macho tenha cumprido a sua obrigação e os ovos saiam galados.

Complemento o "tratamento" ministrando PRIME, na papa, durante todo o ano aos canários, com maior incidência na fase preparação e mantendo essa incidência até ao fim das criações.
Ainda durante a criação dos filhotes, adiciono à papa Bio-Sac Crómio.

16 de fevereiro de 2010

CRIAÇÃO - 1.ª Fase (Preparação/Prevenção)

Todos os criadores têm métodos próprios de criar canários. Poderá haver semelhanças mas método igual é que é mais dificil. Este ano, pela primeira vez uso a gama completa da Zoopan e sigo o programa por eles aconselhado como a seguir descrevo:

- Dias 1, 2 e 3, dar Sulfaprime + Vitamino L.
- Dias 4 e 5, dar Vitamino L.
- Dias 6, 7 e 8, dar Vermizoo + Complexo B.
- Dias 9 e 10, dar AD3EC+K.
- Dias 11 e 12, dar Avisstress.
- Aqui começo a dar à descrição Foscavit-Orni até ao fim das criações.
- Dias 13 e 14, dar Vitamino L.
- Dias 15 16 e 17, dat AD3EC+K.

Começo com este "tratamento" cerca de 45 dias antes de fazer o casais.
Ao decidir quais são os casais com que pretendo iniciar a época de criação, e após este "tratamento", passo à 2.ª Fase que divulgarei em breve.

12 de fevereiro de 2010

As sementes

Sempre dei, sem qualquer tipo de preocupação, mistura para canários como alimentação base, no entanto à medida que aprofundava conhecimentos comecei a ter algum cuidado e passei a dar mistura de sementes da versele-lag.

Houve um pequeno interregno de aproximadamente três anos em que só dava Nutri-bird, mas como me parecia que engordava demasiado as aves parei com o Nutri-Bird apesar de o considerar um bom suplemento alimentar.

Actualmente a base principal da alimentação dos meus canários, sempre, é mistura ligth para canários da versele lag e em cada quilo adiciono cerca de 80/100 gramas de Nutri-bird.

Com este método de alimentação acabo por fornecer, na minha opinião, um alimento também equilibrado pois verifico que as sementes negras (em principio as que fazem mais mal) são as primeiras a serem comidas, de seguida segue-se a alpista e por fim o Nutri-bird.

Com este tipo de alimentação tenho obtido exemplares saudáveis, é raro ter uma ave doente e ficam com penas luzidias.

Não tendo conhecimento cientifico baseio este meu comentário pelo que atrás reefiro e pela análise das fezes dos canários que são consistentes e secas.

As Papas

Enquanto não aparecem as primeiras crias, pois ovos já existem alguns, vou-vos falar da papa de enchimento/criação que dou aos meus canários.

Quando comecei a criar os primeiros canários a informação de que dispunha era a que ouvia os mais velhos e ou entendidos a "discutir" pois ninguém ensinava ninguém.

Assim comecei ouvindo um e outro a fazer a papa para os meus canários até a pedronizar a meu gosto. Tenho, para mim, que continua a ser bem melhor que as que compramos apesar de haver papas de excelente qualidade à venda. Cá vai a receita já com 30 anos:

2 Ovos cozidos (Retirava a casca depois de cozidos)
5 Paus de biscoito champanhe
6 Bolacha Maria, das tipo torradas
100 Gramas de pão ralado
3 colheres de sopa de mel
Sumo de uma laranja
(quando as havia)

Misturava tudo muito bem e dava a papa aos canários sem mais qualquer aditivo e era um regalo para os olhos vê-los a limpar tudo. O que sobrava metia no frigorifico.

Com o andar dos anos e a mecanização das coisas começaram a surgir as papas comerciais e aí deixei, lentamente, de fazer a "minha receita" e comecei a utilizar as papas comerciais.

A White Molen, a Cede, a Orlux a Canary e actualmente utilizo a papa Pineta 50% húmida e 50% seca. Já há alguns anos que deixei de dar aos meus canários papas que contenham ovo.

31 de janeiro de 2010

Têm pouco variegado!!! Que fazer?!

Há a ideia, correcta, generalizada que o Canário Arlequim Português tem de ser variegado/malhado, o Standard diz-nos que o Canário Arlequim Português deve ser "equilibradamente variegado". Assim sendo o que fazer aos canários que não saiem variegados/malhados e que, obviamente, não cumprem com este requisito?

Todos sabemos que o Canário Arlequim Português é um canário de Porte ou Postura; todos sabemos que genéticamente é impossível fixar as cores em virtude de ser obrigatório o variegado, assim as aves com pouco variegado não servem para concurso mas são excelentes para procriação pois são destes exemplares Arlequins que vão nascer os Canários Arlequim Português "equilibradamente variegados"

Eu acasalo os meus Arlequins usando o critério de todos os canaricultores, acasalo sempre:

1.º - Dois Arlequins equilibradamente variegados, uma ave intensa com uma ave nevada.

2.º - Na impossibilidade de as duas aves serem, equilibradamente variegadas, acasalo uma variegada, com uma pouco ou nada variegada.

3.º - Tenho sempre o cuidado de, se uma das aves for demasiado melânica, a acasalar com outra um pouco mais lipocrómica.

A parte mais importante de tudo o que atrás refiro é que acasalo sempre aves com todas as carecterísticas exigidas pelo Standard relativamente ao tamanho, porte e posição.

Não há, Canários Arlequim Português, portadores ou têm o porte, tamanho e posição ou não têm.

Há situações em que descendentes directos do Canário Arlequim Português, saiem em tudo igual aos progenitores mas não têm o tamanho. Também esses descendentes acasalados conscientemente, com um Canário Arlequim Português, dão origem a proles simplesmente espantosas.

Provavelmente pessoas que veêm estes exemplares, bem mais pequenos, descendentes directos do Canário Arlequim Português, pensam que são pios puros e pôem-se a "fazer" Arlequins. Não há nada mais errado! Nunca mais conseguem criar um Canário Arlequim Português puro.

Espero com este pequeno esclarecimento, baseado na minha experiência, satisfazer e auxiliar as pessoas que me têm contactado.

O Canário Arlequim Português é o extase de qualquer criador de canários pois, desde o acasalamento ao nascer dos novos passarinhos, há uma constante ansiedade em se saber se os filhotes irão ou não sair variegados/malhados.

Brevemente irei fazer os meus casais e nessa altura colocarei fotos dos mesmos.

16 de janeiro de 2010

Canaril



As minhas instalações para criação de canários, não são as melhores mas são as possíveis.
Graças à generosidade dos vizinhos crio os meus canários num lugar de garagem. As aves não sofrem o efeito dos gases pois há ventilação suficente que evita a sua acumulação. Para além disso há, no espaço onde me encontro confinado, uma janela de 60x40, sempre aberta, que permite a entrada de luz directa que é auxiliada por luz artificial.