13 de outubro de 2016

VI ONE DAY SHOW ARLEQUIM PORTUGUÊS -TERRAS DE PORTUGAL


Decorreu no passado dia 8 de Outubro, mais um One Day Show Arlequim Português - Terras de Portugal, um evento que vem ano após ano sendo um sucesso dada a presença de excelentes aves a concurso e onde costumam participar dos maiores aficionados do Canário Arlequim Português. Este ano não fugiu à regra e novamente o evento foi um sucesso com a presença de 39 criadores e 523 aves em compita.
As aves que apresentei portaram-se razoavelmente bem tendo alcançado;
                                                  1 - Terceiro Lugar
                                                  1 - Quarto Lugar
                                                  2 - Sétimos Lugares
Vamos ver se no próximo ano a participação dos meus passarinhos se mantém.





19 de agosto de 2016

" PRIMUS INTER PARES "


A azafama com a passarada tem-me impedido de vir dar novas aos amigos seguidores deste espaço faço-o agora para partilhar umas palavrinhas sobre parte da história do Canário Arlequim Português e, também, sobre a sua cor, num texto que me foi pedido por um amigo para ser publicado na prestigiada revista da Federação Ornitológica Italiana (F.O.I.). O texto deveria ser acompanhado de fotos aves de vários criadores mas devido à fraca qualidade das fotos não foi possível publicá-las todas fazendo justiça à excelente qualidade das aves escolhidas. Segue o texto em português tal e qual foi enviado para Itália, acompanhado das páginas publicadas, em italiano. Desfrutem.




O  Canário Arlequim Português – Primus inter Pares

Por:  Armindo Tavares;
        - Juiz do Colégio Nacional de Juizes (Secção E);
- Presidente do Clube do Canário Arlequim Português;
- Presidente da Direcção Técnica do Canário Arlequim Arlequim Português.

Fui desafiado, pelo amigo italiano Giorgio Shipilliti, a escrever umas palavras sobre o Canário Arlequim Português, é um desafio que aceito com agrado pois permite-me, junto dos colegas criadores italianos, a quem saúdo, dar a conhecer mais um pouco deste canário que cada vez tem mais criadores por esse mundo fora. Depois já ter lido diversos textos de opinião sobre este novel canário, abordando as mais díspares situações, vou tentar ser um pouco diferente e mais conciso na abordagem desta matéria, fazendo uma pequena introdução sobre o nascimento do canário e abordando de seguida um tema que gera sempre algum desconforto entre alguns criadores, o variegado no arlequim.


1 – Primus inter pares

Foi no início da década de oitenta que ouvi falar, pela primeira vez, no Canário Arlequim Português e no nome do seu criador, o Prof. Dr. Armando Moreno; à data entre os criadores portugueses poucos o levavam a sério face às características fenotípicas que o canário iria possuir. Na verdade, com mais um punhado de amigos a que se juntaram outros amigos, começaram lentamente a proceder a cruzamentos de canários de raças várias visando sempre o objectivo final, um canário elegante com traços de alguma rusticidade, de posição altiva e que fosse, obrigatoriamente, variegado; pretendia o Prof. Dr. Armando Moreno, de alguma forma, que o canário fosse desde logo identificado com a rusticidade do povo português, orgulhoso dos feitos dos seus antepassados e pluriracial. Foi desta forma e pensamento que durante cerca 30 anos o canário foi “trabalhado” por um punhado de criadores portugueses, liderados pelo Prof. Dr. Armando Moreno e não refiro nomes sob pena de poder esquecer alguém.
Quando em 2001, por fim, os primeiros canários atingiram a qualidade necessária para serem apresentados publicamente surgiu consensualmente o baptismo da nova raça, canário Arlequim; Arlequim porque é uma palavra de cariz internacional e ainda porque  sendo uma ave multicolorida o nome assentava-lhe como uma luva pois lembrava o mítico Polichinello, vulgarmente conhecido por Arlequim, com a sua roupa executada com bocados de tecido de cores várias. Como se poderá verificar o nome, Arlequim, com que o canário foi baptizado faz todo o sentido pois é, em qualquer circunstância, obrigatório que a ave seja equilibradamente variegada.
Da miscelânea de raças e cruzamentos efectuados conseguiu-se um canário belo, elegante, multicolorido e de canto melodioso o que o faz único no mundo ornitológico, e que viria a ter o seu reconhecimento definitivo internacional, pela COM, em 18 de Janeiro de 2010, em Matosinhos, Portugal.


2 – A cor no arlequim… Sim, tem de ser obrigatoriamente variegado

Sendo o canário arlequim um canário de porte causa alguma estranheza a muitos criadores que as aves nascidas com pouco ou nenhum variegado não possam ser apresentadas a concurso; isto não é totalmente verdade, elas podem ser apresentadas a concurso mas no item do Standard referente à cor diz que a mesma deve ser “…multicolor e equilibradamente variegada…” o que, na prática, significa que essas aves serão fortemente penalizadas e em alguns casos consideradas atípicas da raça.
Todos sabemos que de um acasalamento de canários arlequins equilibradamente variegados nascem aves variegadas, aves pouco variegadas, e aves unicolores. Não há que estranhar nada, o canário aquando da sua idealização teria de ser obrigatoriamente variegado, para além de outras características e é isso, e só isso, que se tem de seguir pois foi assim que o canário nasceu; os canários, filhos de canários arlequins variegados, que não nasçam com as características, em termos de cor, e que não respeitam o standard deverão ser utilizados para reprodução tendo sempre em vista que devemos, sempre, seleccionar os melhores exemplares e tentar obter, sempre, exemplares variegados.
Um canário só porque é variegado não é um arlequim, tem de obedecer, também, a todos os outros itens do standard.
Não há raça nenhuma em que os exemplares cumpram sempre o estabelecido nos standards e não é por isso que esses exemplares menos bons são descartados; por exemplo temos raças de porte que não podem ter manchas melânicas no corpo e só podem ser brancos ou amarelos que é o caso dos Lancashires sendo admitida a melanina só na poupa, temos o caso dos Poupa Alemão lipocrómicos que também só podem ter melanina na poupa o mesmo sucedendo com os Rheilander e não é por isso que os criadores os deixam de criar ou pretendem alterar o standard. Poder-se-á argumentar que há raças de porte com variegados que admitem canários unicolores, é certo, mas essas raças não nasceram com a obrigatoriedade de serem variegadas.
Quando no standard é referido que a ave deve ser equilibradamente variegada pressupõe-se a distribuição em igual percentagem de melanina e lipocrómo, e é uma interpretação correcta, contudo o que se pretende é que uma ave tenha essa mesma percentagem de variegado distribuída alternadamente por todo o corpo e essa será, sempre, uma ave muito mais valorizada em detrimento de outra que seja, por exemplo; metade lipocrómica e metade melânica, em igualdade de circunstância.
Com a evolução lógica, do canário, no item do Standard relativo à cor é ainda referida a obrigatoriedade da coloração artificial bem como a presença simultânea do lipocrómo vermelho e branco, uma maneira, não técnica, de dizer que a ave deve a ter presença do factor mosaico o que obriga a que o vermelho deve ser o mais vivo e brilhante possível pois caso contrário surgirão aves com tendência alaranjada e amarelada que, obviamente, terão de ser penalizadas na cor.

26 de abril de 2016

COLOCAÇÃO DE NOVAS VOADORAS, COM A AJUDA DE VELHOS AMIGOS!


Amigos seguidores, já há algum tempo que não venho por aqui; a azáfama provocada pelas criações é, um bocado, culpada disto mesmo.

Actualmente as minhas "instalações" de criação foram ampliadas, sim, agora disponho de mais 15 buracos que sem as competentes baias são 5 voadeiras com cerca de 1,85 de comprimento. Neste momento essas voadeiras encontram-se já lotadas com os novos inquilinos nascidos em 2016 pois, felizmente e por fim, este ano está a correr lindamente.

Partilho as fotos da montagem dessas voadeiras onde contei com a preciosa ajuda de dois bons amigos destas andanças dos passarinhos, os incansáveis Victor Cruz e Jorge Marques .

Brevemente publicarei mais fotos de passarinhos deste ano.

Até breve!










29 de fevereiro de 2016

ALGUNS NASCIDOS JÁ EM 2016


Partilho alguns ninhos com passarinhos, embora com atraso pois alguns estão já anilhados e separados dos pais com uma baia, e brevemente publicarei fotos das aves de alguns destes ninhos.
Se continuar a correr como até aqui será um ano muito bom!







8 de fevereiro de 2016

De regresso!


Olá a todos! Que me lembre desde que tenho o blogue nunca estive tanto tempo sem por aqui passar a dar noticias; vários afazeres e um ou outro motivo foram adiando a mina vinda; espero que agora a mesma se torne mais regular.

O ano que terminou, 2015 apenas não foi totalmente dourado porque não consegui que as minhas aves marcassem em Reggio Emilia, este pequeno entrave foi o suficiente para fazer soar o sinal de alerta pois contava com algumas das aves para reprodutoras em 2016 e assim decidi, no momento, que aquela seria a última exposição de 2015 não equacionando sequer a hipótese de concorrer ao campeonato mundial que se realizava em Portugal no inicio de 2016. Agora penso que me terei precipitado mas mesmo assim não me arrependo da decisão.

O facto de não ter participado no mundial, apesar de lá ter andado do inicio ao fim a ajudar, teve como consequência imediata começar mais cedo a preparação da criação e, assim, na semana de 14 de Janeiro juntei os casais que já se vinham namorando há algum tempo, através da grade divisória, antecipando o acasalamento em quase um mês relativamente a igual período do ano anterior.

Pela primeira vez, em muitos anos, todos os ovos que verifiquei estão galados e, dos que já eclodiram, há uma percentagem de êxito de 100%. Notável! Isto é referente a menos de metade dos casais que tenho pois a outa metade parece andar à procura de vontade para procriar. Há também a registar alguma melhoria em termos de instalações que foram enriquecidas com cinco voadoras que, em caso de necessidade, posso transformar em gaiolas individuais.

Uma vez que já tenho alguns ninhos com filhotes mal tenha oportunidade irei partilhando por aqui algumas fotos como habitualmente costumo fazer.

Boas criações para todos.

21 de novembro de 2015

20.ª EDIÇÃO DO ORNISHOW INTERNACIONAL DO DOURO, GONDOMAR

Foi a segunda vez que enviei passarinhos a esta exposição. Enviei só adultos pois os do ano seguiram para Reggio Emilia onde este ano não pontuei, muito por culpa dos, também, excelentes exemplares apresentados a concurso pelos colegas portugueses a quem mais uma vez parabenizo.
Mandei um total de 12 passarinhos, (é este o número com que normalmente participo com aves em individuais), e destes, seis tiveram lugar no pódio como poderão verificar pela pontuação abaixo publicada.








10.º CAMPEONATO ORNITOLÓGICO INTERNACIONAL C.O.M. DO ATLÂNTICO

Apesar de esta época de 2015 me ter corrido francamente mal, em termos de criação, o 10.º Campeonato Ornitológico Internacional C.O.M. do Atlântico, foi a terceira exposição consecutiva em que os meus passarinhos participaram e a terceira consecutiva em que pontuaram; desta feita foi repetido o resultado do ano transato só que com uma fêmea arlequim par, adulta, a obter o segundo lugar com 92 pontos. Em consequência do resultado recebi os correspondentes troféus do CCAP e do Campeonato Internacional do Atlântico que aqui partilho.

Com o correspondente troféu do CCAP e a ave vencedora.

O também correspondente troféu do Internacional do Atlântico.

10.ª EDIÇÃO, DO ONE DAY SHOW, DO CLUBE DE CANÁRIOS DE POSTURA DE VALONGO


Tendo participado no passado dia 17 de Outubro, na 10ª. Edição do One Day Show dos Canários de Postura, realizado pelo Clube de Canários de Postura de Valongo, a segunda em que participei este ano, os meus passarinhos, apesar de não terem atingido o brilhantismo do ano transacto, obtiveram 1 primeiro lugar; 1 terceiro lugar e dois 5.º lugares.




3 de novembro de 2015

V MONOGRÁFICA INTERNACIONAL, TERRAS DE PORTUGAL, DO CANÁRIO ARLEQUIM PORTUGUÊS



A minha participação este ano , no passado domingo, no One Day Show, V Monográfica Internacional Terras de Portugal Arlequim Português, com 12 passarinhos creio poder considerar-se  participação positiva pois obtive os dois seguintes resultados:
3.º Classificado em Arlequim Par fêmea, nova.
4.º Classificado em Arlequim Par fêmea adulta.
Parabéns a todos os que participaram, com destaque para os que pontuaram; aos outros que não tiveram essa sorte desejo que continuem com seriedade, paciência e rigor a desenvolver e a criar o Canário Arlequim Português pois nada se alcança sem trabalho e mais cedo ou mais tarde colherão o fruto desse trabalho e dedicação.