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19 de julho de 2015

O MEU MELHOR PRÉMIO


Hoje andei aqui por casa a arrumar muitos dos livros que tenho, entre os quais alguns de canaricultura, entre eles estava um que guardo em lugar de destaque, e que desde que hoje peguei nele andei até agora a matutar se o devia ou não comentar. Acabei por o comentar pois se quando ganho um prémiozito o faço este será sem dúvida o meu melhor prémio!

É sempre bom vermos o esforço do nosso empenho na criação dos nossos passarinhos premiado nas exposições a que os levamos a competir com os seus pares, queiramos ou não, isso alimenta o nosso ego e faz-nos colocar a fasquia num patamar mais elevado para o, ou os anos seguintes o que, como sabemos, é extremamente difícil. Não será, penso eu, demais referir que à medida que uma determinada raça evolui cada vez terá mais apreciadores e também terá cada vez mais criadores que procurarão atingir a perfeição nessa raça o que como refiro atrás, mais tarde ou mais cedo, trará compensações tais como a obtenção de prémios e o reconhecimento dos seu pares.

Esta prosa vem a propósito de um "prémio" que não é mencionado no Palmarés deste blogue, neste caso de reconhecimento, que guardo entre os meus melhores troféus sendo este, o meu preferido, trata-se da dedicatória que há cerca de um ano escreveu o Prof. Dr. Armando Moreno, carinhosamente tratado como "Pai do Canário Arlequim Português", no último livro, de sua autoria, "O Canário Arlequim Português".

Partilho hoje, ainda que já tenha decorrido um ano, essa mesma dedicatória (curiosamente escrita no dia, 21/06/2014, em que em França era aprovada por unanimidade dos Juízes Experts presentes no local o ajustamento do Standard do Canário Arlequim Português) que me enche de orgulho e que considero o melhor prémio obtido desde que ao Canário Arlequim Português me dediquei. 
Ainda que tarde obrigado Professor pelas suas encorajadoras palavras.

 " Ao Armindo Tavares 
pelo enorme esforço e
 gosto na defesa da pureza
 da Raça e 
do CCAP. 
Armando Moreno
21/06/014 "



17 de maio de 2014

PENALIZAÇÕES RIGOROSAS!


Numa das minhas deambulações pela internet (creio que num fórum intitulado O Mundo das aves) encontrei há tempo o texto que transcrevo abaixo o qual é, supostamente, atribuído ao standard do Canário Arlequim Português, no Brasil, que tive o cuidado de ler atentamente e a conclusão a que chego é que se as penalizações constantes do referido texto fossem seguidas com rigor na altura dos julgamentos, garantidamente que mais de 80% dos arlequins que aparecem em algumas exposições quer de indole nacional quer internacional não seriam pontuados. Como sempre haverá pessoas que concordam e outras que não mas em boa verdade se as penalizações que referem no texto, se fossem aplicadas a sério, queira-se ou não, não se veriam canários que de arlequins apenas têm a cor, pontuados como se de boas aves se tratassem o que obrigaria, a que os criadores/expositores tivessem um maior cuidado na seleção das aves a apresentar e não estariam a ver se a ave passava ante o juiz como sendo um canário arlequim. Felizmente há já muitos criadores que não necessitam de utilizar este género de "habilidade" apresentando a concurso aves de eleição, colhendo os frutos da seleção cuidada que vão fazendo ao longo dos anos. Atente-se que, apesar de não ser referido no item cor, do Standard, a obrigatoriedade do fator vermelho mosaico, os colegas brasileiros, já o mencionam como obrigatório. Por cá e em face da existência nas exposições da classe fêmeas, no arlequim, subendende-se a existência de dimorfismo sexual que, obviamente, se obtém com o fator mosaico.

1 . CORPO (forma) PEITO, ASAS - 20 PONTOS 
Pássaros com corpo largo e desproporcional devem ser penalizados com rigor, assim como aqueles com peito destacado. Da mesma forma, aqueles que apresentarem qualquer curvatura no dorso. O dorso não deve ser arredondado (nem côncavo nem convexo), e sim, formar uma linha com a cauda, quase sem ângulos.
As características de plumagem deste canário (com presença de fator mosaico) dificultam a obtenção de um corpo esguio. O corpo das aves com a categoria mosaico (como as nevadas), tende a ter linhas mais arredondadas, devido ao comprimento da plumagem, dificultando o trabalho de seleção o que requer um trabalho árduo, escolhendo os exemplares de plumagem mais aderente.
O peito deve ser uniformemente arredondado, suavizando-se no corpo, harmoniosamente e, sem marcação, sendo alto e robusto mas não excessivamente grande ou largo.
Asas longas cujas extremidades ultrapassem o início da cauda, devem ser penalizadas. As arriadas, cruzadas ou com os encontros aparentes, devem ser penalizadas com rigor. Asas muito curtas, mesmo de posicionamento perfeito, devem ser penalizadas.

2 . TOPETE/CABEÇA, PESCOÇO-15 PONTOS
Pássaros de topete com forma circular perfeitamente definida, devem ser desclassificados. Topetes muito densos, que cubram os olhos e o bico, devem ser penalizados com rigor. O topete preconizado atualmente para o Arlequim, em tricórnio com 2 ângulos atrás e 1 ângulo virtual à frente, torna evidente que, por razões morfológicas, o vértice frontal do tricórnio/triângulo só pode ser atingido parcialmente, sendo na prática, ligeiramente arredondado, razão pela qual se define um ângulo virtual àfrente. Os 2 ângulos posteriores do topete são mais bem definidos, dando a forma triangular ou de tricórnio. Admite-se a plumagem ligeiramente levantada na nuca, embora sejam especialmente valorizados, os topetes aderentes na parte posterior da cabeça.
Pássaros com cabeça redonda devem ser penalizados com rigor. A presença de sobrancelhas nos sem topete, também deve ser penalizada.
Olhos mal posicionados, bico não proporcional, devem ser penalizados. Pássaros que não destacam suave e claramente o pescoço, devem ser penalizados com rigor.

3 . TAMANHO -15 PONTOS
O tamanho é de 16 cm. Pássaros de tamanho reduzido devem ser penalizados.
Pássaros com tamanho excessivo, devem ser penalizados proporcionalmente à variação em relação ao máximo do padrão.

4 . COR-10 PONTOS
Pássaros que não sejam multicores ou que se apresentem com concentração excessiva de uma só cor, devem ser penalizados com rigor.
Pássaros desbotados ou com a cor esmaecida, devem ser penalizados.
Pássaros com falta de pigmentação nas zonas características do mosaico devem ser desclassificados.

5. PLUMAGEM -10 PONTOS
A plumagem é compacta não sendo admitidas penas frouxas que modifiquem o contorno do pássaro. Fachos salientes, devem ser penalizados. Penas frouxas no pescoço, costas e ventre, também devem ser penalizadas.

6 . POSIÇÃO E MOVIMENTOS -10 PONTOS
Pássaros com posição muito baixa (40°) ou muito alta como a de um Yorkshire, devem ser penalizados com rigor. Pássaros letárgicos devem ser penalizados.

7 . PERNAS E PÉS -10 PONTOS
Canelas curtas ou longas demais, devem ser penalizadas. Coxas totalmente invisíveis devem ser penalizadas com rigor. Imperfeições nos dedos e unhas, devem ser penalizadas de acordo com o grau da imperfeição.

8 . CAUDA-5 PONTOS
Caudas abertas, largas ou muito grandes, devem ser penalizadas com rigor. Caudas arriadas ou muito elevadas, devem ser penalizadas.

9 . CONDIÇÃO GERAL - 5 PONTOS
Pássaros sujos, tanto na parte da plumagem como nas partes córneas, devem ser penalizados.
Escamas nas patas são penalizadas neste item. Pássaros ariscos devem ser penalizados.

6 de abril de 2013

ESTÁ COMPLICADO!


As salmonelas apareceram em catadupa nos meus passarinhos, nem o facto de atempadamente ter feito um tratamento por prevenção resultou. Está, para já, explicado o mau início desta época com a maioria dos casais. 

Parei com a criação, isto é, estou a tentar atrasar ao máximo novas posturas e neste momento toda a passarada está a tomar Theraprim.

No passado dia 3 nasceram mais quatro arlequins (parece-me que três deles irão ser bastante bons no variegado) e para hoje termino com a foto de mais três filhotes que já saíram entretanto do ninho.

Estas três crias, têm como pais dois arlequim par sendo o macho 95% predominantemente melânico e a fêmea 75% predominantemente lipocrómica. O filhote "escondido" é equilibradamente variegado ao contrário dos manos que são de predominância lipocrómica.


















25 de setembro de 2010

* CANÁRIOS ARLEQUIM PORTUGUÊS * O Variegado

Como sempre, nos meus escritos, começo por alertar as pessoas que me lêem, que o que escrevo mais não é do que mera observação pessoal sem qualquer carácter cientifico ou vinculativo, seguindo estas experiências que transmito quem quiser e muito bem entender.
Tenho verificado com alguma regularidade o aparecimento de aves com o lipocrómico branco oriundas de casais em que uma das aves é equilibradamente variegada e a outra é quase totalmente melânica. No caso concreto da melânica são as chamadas aves "azuis", algumas das quais até "aceitam" a coloração artificial aparecendo de um modo bastante diluído o factor mosaico, as autoras de tal observação. Até aqui nada de anormal o objectivo é mesmo esse, obtenção do branco por causa do mosaico, o problema é que as aves que nascem desse acasalamento, numa percentagem elevada, carecem de factor vermelho, são aves lindíssimas relativamente à cor, mas não servem para mais nada que não seja para reprodução uma vez que qualquer ave com aquelas características apresentada a concurso é imediatamente desclassificada.


Como digo a solução é usá-las para a reprodução e neste caso o que temos de juntar a uma ave destas? Segundo as observações e experiências que tenho feito obtêm-se alguns bons resultados se acasalarmos com estas aves uma ave variegada com predominância do melânico e com o mosaico bem marcado. Em alguns casos temos agradáveis surpresas na coloração obtida.
Tenho vindo a seguir os conselhos do Prof. Dr. Armando Moreno, tentando acasalar arlequins sempre equilibradamente variegados e ir "eliminando" os que nascem com nenhum ou pouco variegado.



Sendo certo que o tempo que levo de criação do canário arlequim português é, ainda, diminuto apercebi-me que é prematuro "desfazermo-nos" de imediato das aves com pouco ou nenhum variegado! Porquê? Simples! É que com o continuo acasalamento de aves equilibradamente variegadas vai haver tendência, ao fim de algum tempo, para obtenção de arlequins em que o variegado é demasiado escuro (melânico) ou demasiado claro (lipocrómico) deixando assim de serem arlequins equilibradamente variegados para passarem a ser apenas arlequins variegados.
Não sei se o sistema que utilizo para ultrapassar esta situação será correcto mas o que tenho vindo a fazer com, aliás, resultados que me satisfazem são acasalamentos, por exemplo: de um arlequim variegado com predominância melânica, com um arlequim com pouco ou nenhum variegado de predominância lipocrómica, utilizando o mesmo sistema na situação inversa.


Deste acasalamento, obtêm-se aves equilibradamente variegadas, aves variegadas e aves com pouco ou nenhum variegado. A partir daqui o criador terá que ter sensibilidade para seleccionar as aves que irão ser utilizadas na reprodução do próximo ano a fim de tentar obter o resultado pretendido.
Apesar de tudo o que digo também é verdade que por muitas "contas" que façamos quando juntamos duas aves equilibradamente variegadas, por vezes os filhotes nascem sucessivamente com pouco ou nenhum variegado e noutros casos quase nos apetece saltar de contentamento com um ninho cheio de passarinhos multicoloridos.


Escusado será dizer, pois penso que todos sabemos isso, geneticamente é impossível fixar as cores nos arlequins mas também não é menos verdade que esta incerteza sobre as cores que as aves nascidas irão trazer é mais um estímulo para o criador que, ansiosamente, espera ter os filhotes com as cores que idealizou. São situações como esta do variegado, no canário arlequim português, que fazem com que este seja um canário único na ornitologia mundial e que os seus apreciadores comecem, agora, a aparecer como as formigas num açucareiro, alguns um pouco "envergonhaditos" mas já com a "febre" de ver o que vão "tirar".
As fotos dos canários que fazem parte destes escrito, são de exemplares nascidos nas minhas instalações, dois tasi que não servem para concurso, mas que são óptimos para utilzar nas situações que referi.
Boa sorte para todos!

27 de março de 2010

TÊM POUCO VARIEGADO!!! QUE FAZER?! - II

Há algum tempo atrás, escrevi ácerca dos canários arlequim português que não eram variegados e o que se deveria fazer com essas aves opinando, inclusivé, que esses canários deveriam ser usados como reprodutores, pois para concurso, é mais que óbvio que não servem, em virtude de serem fortemente penalizados, na cor, sejam eles predominantemente melânicos ou predominantemente lipocrómicos.
Temos de ter em consideração que o Canário Arlequim Português é um canário de porte, passando a questão da cor, hipotéticamente, a um parâmetro secundário pois só vale 10 pontos. Na minha opinião a cor deveria ser mais valorizada pois só assim se entende a obrigatoriedade do canário ser matizado!
O baptismo do canário com o nome de Arlequim, não foi por acaso, senão vejamos; o Arlequim era um personagem da antiga comédia italiana que usava um traje feito de retalhos multicoloridos, geralmente, em forma de losangos. Ao ser "baptizado" com este nome implicitamente o canário ficou "obrigado" a ser variegado e/ou multicolorido, que é no fundo uma das razões que faz com que o Canário Arlequim Português seja diferente de todas as outras raças.

Se inicialmente era obrigatório o canário ter seis cores, hoje apenas é obrigatório que seja variegado. Antes era obrigatório o factor mosaico, actualmente não é.
Em ambas as situações referidas no parágrafo anterior o Clube do Canário Arlequim Português, no seu site oficial, não toma qualquer posição no sentido de repor a obrigatoriedade das famosas seis cores, nem tão pouco o factor mosaico (que convenhamos dá uma beleza impar ao canário).
Se, por exemplo, fosse obrigatório o Canário Arlequim Português possuir as famosas seis cores como originalmente estava previsto, como se iriam determinar a criação de classes para aves com uma determinada percentagem de lipocrómo e melânico, conforme já li? E, mais uma vez, o que se iria fazer aos Arlequins que não possuíssem as necessárias cores? Será que correriam o risco de serem utilizados só como simples reprodutores? Creio que não é uma politica correcta a seguir pois pelo facto do canário não ser equilibradamente variegado não deixa de ser um Canário Arlequim Português, uma raça portuguesa de porte.
Continua a questão do inicio desta prosa, mas então, têm pouco variegado!!! que fazer?!
Na minha modesta opinião pessoal resolvia o "problema" de uma forma simplista, simpática, que eliminaria 98% do "problema" da côr e mais importante ainda, o Arlequim continuaria a pautar a sua presença na ornitologia continuando a fazer a diferença para as outras raças; em vez de haver classes para percentagens de lipócromo e melânico como em algumas raças de porte (e nós sabemos a confusão que às vezes dão com aves fora da classe por causa da tal percentagem mais ou menos lipocrómica ou melânica) para o Arlequim criar-se-iam apenas três classes, a saber: Canário Arlequim Português com três cores, Canário Arlequim Português com quatro cores e por fim Canário Arlequim Português com cinco ou mais cores. Paralelamente e, aqui sim, como nas outras raças haveria uma classe machos e uma classe fêmeas.
Esta é só mais uma opinião como qualquer outra mas diferente, das existentes, tal como o Canário Arlequim Português.

31 de janeiro de 2010

Têm pouco variegado!!! Que fazer?!

Há a ideia, correcta, generalizada que o Canário Arlequim Português tem de ser variegado/malhado, o Standard diz-nos que o Canário Arlequim Português deve ser "equilibradamente variegado". Assim sendo o que fazer aos canários que não saiem variegados/malhados e que, obviamente, não cumprem com este requisito?

Todos sabemos que o Canário Arlequim Português é um canário de Porte ou Postura; todos sabemos que genéticamente é impossível fixar as cores em virtude de ser obrigatório o variegado, assim as aves com pouco variegado não servem para concurso mas são excelentes para procriação pois são destes exemplares Arlequins que vão nascer os Canários Arlequim Português "equilibradamente variegados"

Eu acasalo os meus Arlequins usando o critério de todos os canaricultores, acasalo sempre:

1.º - Dois Arlequins equilibradamente variegados, uma ave intensa com uma ave nevada.

2.º - Na impossibilidade de as duas aves serem, equilibradamente variegadas, acasalo uma variegada, com uma pouco ou nada variegada.

3.º - Tenho sempre o cuidado de, se uma das aves for demasiado melânica, a acasalar com outra um pouco mais lipocrómica.

A parte mais importante de tudo o que atrás refiro é que acasalo sempre aves com todas as carecterísticas exigidas pelo Standard relativamente ao tamanho, porte e posição.

Não há, Canários Arlequim Português, portadores ou têm o porte, tamanho e posição ou não têm.

Há situações em que descendentes directos do Canário Arlequim Português, saiem em tudo igual aos progenitores mas não têm o tamanho. Também esses descendentes acasalados conscientemente, com um Canário Arlequim Português, dão origem a proles simplesmente espantosas.

Provavelmente pessoas que veêm estes exemplares, bem mais pequenos, descendentes directos do Canário Arlequim Português, pensam que são pios puros e pôem-se a "fazer" Arlequins. Não há nada mais errado! Nunca mais conseguem criar um Canário Arlequim Português puro.

Espero com este pequeno esclarecimento, baseado na minha experiência, satisfazer e auxiliar as pessoas que me têm contactado.

O Canário Arlequim Português é o extase de qualquer criador de canários pois, desde o acasalamento ao nascer dos novos passarinhos, há uma constante ansiedade em se saber se os filhotes irão ou não sair variegados/malhados.

Brevemente irei fazer os meus casais e nessa altura colocarei fotos dos mesmos.